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Inconstantes

“porque aquele que duvida é semelhante às ondas do mar, impelidas e agitadas pelo vento “

Tiago 1:6

Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.

Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma.

A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.

Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características.

Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique. Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para outra parte.

Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor paternal, através de todos eles. A dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não na confiança, sem a qual o divino Poder encontra obstáculos naturais para exprimir-se em teu caminho.

(Pão nosso. Ed. FEB. Cap. 22)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

                        Voltando ao mesmo versículo do episódio anterior, Emmanuel sublinha as diferenças substanciais entre a dúvida nascida dos corações sinceros e operosos, posicionados nos campos da ciência e da filosofia, com a sublime tarefa de investigar, examinar e propor explicações, contribuindo assim para o progresso da razão humana, e aquela dúvida oriunda da leviandade, da inconstância, e da ausência de confiança na providência divina.

Em todos os setores do progresso onde a bondade de Deus, provisoriamente, nos situar o espírito, em marcha para os cimos, é preciso guardar a fidelidade e a confiança.

Aquele que confia na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo sabe que a perseverança é requisito essencial para o êxito, em qualquer empreitada. Nas sábias palavras do Benfeitor: “Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características”.

Não basta simplesmente receber ou fornecer informações sobre pessoas e circunstâncias, é preciso abandonar a inquietação e a inconstância, permitindo que o tempo e a experiência nos ajude e edifique por dentro. Viver é mais que simplesmente conhecer. Somente quem vive as características de pessoas e situações pode ajuizar com segurança.

O pomar repleto de frutos, dadivoso e abundante, é reflexo da generosidade de Deus, que se expressa através da Lei de Amor e Justiça, mas reclama o pomicultor operante, perseverante, atento, cuidadoso, amoroso, e acima de tudo fiel aos propósitos do Alto.

Os inconstantes podem até plantar, mas desconhecem a dádiva da colheita abundante, fruto da dedicação e do trabalho dos que souberam perseverar.

Como nos adverte Emmanuel, nossa maneira de proceder na luta construtiva interfere positiva ou negativamente na maneira pela qual a dádiva celeste se expressará em nosso caminho.

E jamais podemos nos esquecer que: “O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor paternal, através de todos eles”.

***

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Livro Pão Nosso, Cap. 22

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 6

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Não Duvides

“porque aquele que duvida é semelhante às ondas do mar, impelidas e agitadas pelo vento “

Tiago 1:6

Não duvides

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente,

insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente – eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E nessa peregrinação incansável não nos esqueçamos de que a dúvida

será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

(Fonte viva. Ed. FEB. Cap. 165)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

                        Amar, aprender e servir infatigavelmente, eis a fórmula para caminhar com êxito, avançando sem vacilações. Com essa advertência, Emmanuel nos convida a galgar as culminâncias de elevada montanha, a fim de contemplar a jornada humana em sua essência espiritual e divina, conscientes de que o melhor está sempre acontecendo, embora nem sempre o que é bom seja agradável, segundo a pauta das convenções de quem prefere estacionar nas planícies.

Esperar também é buscar. E aquele que busca ardentemente se nutre de esperança e fé, vigiando, para não duvidar de que a providência e previdência divina se incumbirão de trazer para o nosso roteiro aquilo que buscamos, caso a sombra da dúvida não se interpuser entre a nossa necessidade e  o poder supremo do Senhor.

Nem sempre o auxílio surge de modo palpável, mas invariavelmente se manifesta em nós mesmos, no mundo íntimo, em nosso coração, como certeza. Certeza de amparo, assistência, amor e êxito, se a dúvida de si próprio não ofuscar a luz divina.

Sabemos que ” No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros, consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em estado de gérmen no seu íntimo (…) vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação (…) Se todos os encarnados se achassem bem convencidos da força que trazem em si, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamam prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 12).

 

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Livro Fonte Viva, Cap. 165

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 6

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Se Procuras o Melhor

“Mas é preciso que a perseverança produza obra perfeita, a fim de serdes
perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência.”

Tiago 1:4

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendêla…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Encerrando o ciclo de comentários desse verso da Carta de Tiago, explorados nos dois últimos episódios (episódios 48 e 49), Emmanuel nos conclama a refletir acerca do labor de aprimoramento das almas – a perfeição e suas exigências.

Em frase lapidar, afirma “o tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer”.

Construir, realizar, sustentar, educar, aprender, renunciar, persistir e resistir são verbos que pedem o concurso da paciência perfeita. No caminho da perfeição a paciência sustenta as boas obras.

A paciência de preparar a gleba, plantar, cultivar, defender, auxiliar nos lembram das virtudes do agricultor amoroso que espera a colheita madura.

Nós também, no campo infinito da evolução espiritual, somos os pomicultores à espera da colheita sonhada e preparada, à custa de esforço e sacrifício, porque temos a certeza de que o melhor, dádiva de Deus, sempre nos encontra e ilumina, quando perseveramos na paciência.

Eis a lição recolhida dos lábios de Aniceto por André Luiz: “Todo aquele que opere, e coopere de espírito voltado para Deus, poderá aguardar sempre o melhor. Não é promessa de amizade. É Lei.” (Os Mensageiros, Cap. 33).

 

***

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Música: Fim dos Tempos

Violão: João Paulo Lanini

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Palavras de Vida Eterna, Cap. 77

Revista:Reformador/Julho-1960, p. 149

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 4

 

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