Áudios - 7 Minutos Archives - PortalSER : PortalSER

Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que receberam, pela justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo uma fé de valor igual à nossa.

II Pedro 1:1

Nas trilhas da fé

Em muitas ocasiões, admitimos erroneamente que os grandes vultos do Cristianismo terão obtido privilégios nas Leis Divinas; entretanto, basta a reflexão nas realidades do Evangelho, para que nos capacitemos da sem-razão de semelhante conceito.

Simão Pedro nos fala da fé “igualmente preciosa” e raros vultos da história do Cristo poderão competir com ele em matéria de renovação pessoal.

Era ele pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, seguidor do Evangelho submetido a tentações e vacilações que, por algumas vezes, o fizeram cair; entretanto, guindou-se à posição de apóstolo da causa mais alta da Humanidade, ampliou seus conhecimentos, adquiriu importância fazendo-se condutor e irmão da comunidade, liderou a ideia cristã nas metrópoles do seu tempo e, de cada vez que se viu incurso em erro, procurou corrigir-se e seguir adiante, no desempenho das obrigações que lhe eram atribuídas.

Realmente, não possuímos qualquer justificativa para isentar-nos do serviço de autoeducação, à frente do Cristo, sob a alegação de que não recolhemos recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento para a vitória espiritual.

Pedro, com a autoridade do exemplo, afirma-nos que, diante da providência Divina, todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Fé é a força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus, que é a sabedoria da própria vida. Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução. (Pensamento e Vida, Cap. 6).

O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, e convergindo-lhe os raios, como a lente comum, dele auferimos poder mais amplo, para retratar-lhe a glória com mais eficiência.

Todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé, recolhendo recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento, para a vitória espiritual. Todavia, o serviço de autoeducação é o fator que qualifica o espírito, revelando seu grau de aproveitamento das dádivas recebidas.

Simão Pedro era pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, submetido a tentações e vacilações. No entanto, soube aproveitar a fé preciosa, recebida do Alto e exemplificada pelo coração augusto do Cristo, convertendo-se no grande apóstolo do Cristianismo nascente, condutor e irmão da comunidade.

Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito, no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença. Examinemos tudo isso e reflitamos no símbolo de Jesus. Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer de que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos. (Pão Nosso, Cap. 3)

****

Produção: SER
Gravação: Júlio Corradi
Leitura e comentários: Haroldo Dutra Dias
Música: Gratidão a Deus – João Cabete
Interprete: João Paulo Lanini – Violão
Finalização: Júlio Corradi
Livro: Palavras de Vida Eterna, cap. 154, (Reformador, fev. 1964, p. 26), Versículo: II Pedro 1:1

Você também pode se interessar por:

[…] Amai-vos uns aos outros ardorosamente e com coração puro.

I Pedro 1:22

De coração puro

       Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

       O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo. A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.
A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

       O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

      Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

       O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

       Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.

      Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

      Relativamente ao assunto, porém, o Apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

        A mente é o espelho da vida em toda parte, cuja face é o coração, ao passo que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo, para acrisolar e sublimar. Em todos os domínios do Universo vibra a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. (Pensamento e Vida, Cap. 1).

       Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho. Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho. (Pensamento e Vida, Cap. 5).

        A alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.

        Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos, já que a associação mora em todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e comanda a existência de todos os seres. (Pensamento e Vida, Cap. 8)

         Todavia, como nos adverte Emmanuel, conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações das criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das
associações que se dirigem para o lucro imediatista.

        Somente o coração elevado e puro é capaz de exteriorizar o genuíno amor do Evangelho, disposto a servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer lugar.

       Constitui princípio da Lei Divina que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 065

Gravação e Comentário: Haroldo Dutra Dias

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Você também pode se interessar por:

Pois que alcançais o fim da vossa fé, a saber, a salvação das vossas almas.

I Pedro 1:9

Objetivo da fé 

“Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?”

Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, frequentemente.

O trabalho de autoesclarecimento abriria novos caminhos à visão espiritual.

Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior. Comumente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa.

Raciocínios elementares, contudo, conduziriam o pensamento a mais vastas ilações.

Seria a crença tão somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana? Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço? Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie, são característicos dos próprios seres embrionários.

O objetivo da fé constitui realização mais profunda. É a “salvação” a que se reporta a Boa Nova, por excelência. E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida eterna.

Não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.

A fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos; localizá-la em ângulos inferiores do caminho é um engano de consequências desastrosas, porque, muito longe de ser uma alavanca de impulsão para baixo, é asa libertadora a conduzir para cima.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Entender a salvação como elevação, purificação, sublimação e iluminação do espírito para a Vida eterna exige
transformação dos nossos conceitos seculares de Religião e Fé.
A ampliação dos nossos horizontes de percepção descerra novos caminhos à visão espiritual, proporcionando a sublime compreensão de que religiosidade genuína implica comunhão com Deus.
Nesse quadro de valores renovados do espírito eterno, Deus em nós e através de nós deveria constituir nossa meta suprema.
Consequentemente, a fé se converteria em bússola, lâmpada acesa a orientar-nos os passos na caminhada ascensional.
Nutrir-se, repousar e dilatar a espécie constituem operações rudimentares da experiência humana, nem sempre
conduzidas com sabedoria e proveito para o espírito. Neste particular, somos obrigados a reconhecer que muitas vezes os irracionais as desempenham com maior equilíbrio e respeito aos princípios da Lei
Divina que o próprio homem.
A subida aos cimos da vida espiritual exige suor, sacrifício, disciplina e abnegação, e nem sempre a jornada se efetua sem nuvens e tempestades. Daí a importância da bússola e da candeia da fé viva.
Buscar o templo religioso no intuito de obter alguma coisa, na pauta dos interesses imediatistas, pode apresentar seu valor relativo às consciências embrionárias que estagiam nos primeiros degraus da experiência religiosa, mas não atende ao discípulo sincero do Cristo, que já alcançou o terreno das finalidades sublimes.

 

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 064

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Vem – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Renata e Yuri

Você também pode se interessar por:

“Com efeito, a religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisto:visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livre da corrupção do mundo.”

Tiago 1:27

Religião Pura

Religião, diante das criaturas humanas, pode envolver atitudes diversas:
Polemicar em torno dos atributos de Deus…
Aditar interpretações individuais às revelações sublimes…
Centralizar a mente na exegese…
Consumir a existência em casuísmo…
Reexaminar princípios veneráveis em horas certas…
Atender a ritualismo…
Enriquecer a simbologia…
Adotar posturas convencionais…
Cultivar penitências vazias…
Levantar monumentos de pedra…
Ninguém nega que essas manifestações deixem de ser atestados de
religião e religiosidade entre nós outros, as criaturas encarnadas e
desencarnadas na Terra; e ninguém recusa o valor relativo que apresentem para
determinadas pessoas, em certos estágios da evolução.
Entretanto, o Evangelho nos ensina que a religião pura, diante de Deus, é
outra coisa.
Tiago traça a definição correta, afirmando: “A religião pura e imaculada
para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e
guardar-se da corrupção do mundo.”
Em suma, a religião irrepreensível da alma, perante a Divina Providência,
segundo no-lo confirma a Doutrina Espírita em seus postulados, repousa, acima
de tudo, no serviço ao próximo e no caráter ilibado, ou melhor, na caridade
incessante e na tranquilidade da consciência.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Consciência imantada ao Criador e amor ao próximo, diligente e atuante, resumem o processo de religamento da criatura ao criador, essência da verdadeira religião.

Emmanuel assevera, com beleza e verdade: religião pura, que verte das profundezas da alma, é caridade incessante e consciência ilibada. Deus em nós e através de nós deveria constituir nossa meta suprema.

“Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo Celestial, de coração elevado à Vontade Divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras” (Nascer e Renascer, Cap. A Candeia).

“O Cristianismo é a suprema religião da verdade e do amor, convocando corações para a vida mais alta. Em vista de religião traduzir religamento, é primordial voltarmo-nos para Deus, tornarmos ao campo da Divindade. Jesus apresentou a sua plataforma de princípios imortais. Rasgou os caminhos. Não enganou a ninguém, relativamente às dificuldades e obstáculos. É necessário, esclareceu o Senhor, negarmos a vaidade própria, arrependermo-nos de nossos erros e convertermo-nos ao bem” (Caminho, Verdade e Vida, Cap. 176)

O Reino de Deus em nosso íntimo, representando nossa sublime comunhão com o Pai, a exteriorizar-se em amor incondicional ao semelhante, nossos irmãos. Tudo o mais, em matéria de religiosidade, possui valor relativo, expressando nosso estágio evolutivo, servindo de degrau ascensional para a verdadeira experiência de Unidade com Deus.

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 063

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Castelos de Paz – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Juliana Pantaleão

Você também pode se interessar por:

“Mas aquele que considera atentamente a Lei perfeita de liberdade e nela persevera não sendo ouvinte esquecido, antes, praticando o que ela ordena, esse é bem-aventurado no que faz”

Tiago 1:25

Obreiros Atentos

O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes superiores da Terra. Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar. Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se. Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, pela inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum. Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do celeste Apostolado.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Emmanuel define o dever como sendo “a submissão que nos cabe a certos princípios estabelecidos como leis pela Sabedoria Divina, para o desenvolvimento de nossas faculdades (…) a faixa de ação no bem que o Supremo Senhor nos traça à responsabilidade, para a sustentação da ordem e da evolução em sua Obra Divina, no encalço de nosso próprio aperfeiçoamento”  (Pensamento e Vida, Cap.21).

O tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, na qualidade de colaborador do Cristo, está integrado ao dever que lhe cabe, no lugar que lhe é próprio, aproveitando as possibilidades que recebeu da Providência divina, e atento às lições que somente serão assimiladas no desempenho dos seus compromissos.

Fugindo ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, e “criamos perturbações na linha de atividades que o Senhor nos confia, e não apenas desconjuntamos a peça de nossa existência, como também colocamos em desordem muitas existências alheias, desajustando outras muitas peças na máquina do destino” (Pensamento e Vida, Cap.21).

Desse modo, “quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos” (Caminho, Verdade e Vida, Cap. 22). “Para trabalhar, com êxito, é necessário obedecer a Lei” (Trevo de Ideias, Cap. Tolerância).

“Nas sombras do “eu”, a liberdade do “faço o que quero” frequentemente cria a desordem e favorece a loucura. Na luz do Cristo, a liberdade do “devo servir” gera o progresso e a sublimação. Assimilemos do Mestre o senso da disciplina. Se quisermos ser livres, aprendamos a obedecer” (Palavras de Vida Eterna, Cap. 27).

Ensinou-nos o Mestre não a “liberdade que explode de nossas paixões indomesticadas, mas a que verte, sublime, do cativeiro consciente às nossas obrigações, diante do Pai Excelso”

Fonte viva. Ed. FEB. Cap.08

 

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 062

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Juliana Pantaleão

Você também pode se interessar por:

Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, enganando-vos avós mesmos!

Tiago 1:22

Falsos discursos

Nunca é demasiado comentar a importância e o caráter sagrado da palavra.

O próprio Evangelho assevera que no princípio era o Verbo, e quem examine atentamente a posição atual do mundo reconhecerá que todas as situações difíceis se originam do poder verbalista mal aplicado.

Falsos discursos enganaram indivíduos, famílias e nações. Acreditaram alguns em promessas vãs, outros em teorias falaciosas, outros, ainda, em perspectivas de liberdade sem obrigações. E raças, agrupamentos e criaturas, identificando a ilusão, atritam-se, mutuamente, procurando a paternidade das culpas.

Muito sangue e muita lágrima tem custado a criação do verbo humano. Impossível, por agora, computar esse preço doloroso ou determinar quanto tempo se fará necessário ao resgate preciso.

No turbilhão de lutas, todavia, o amigo do Cristo pode valer-se do tesouro

evangélico, em proveito de sua esfera individual.

Cumprir a palavra do Mestre em nós é o programa divino. Sem a execução desse plano de salvação, os demais serviços sob nossa responsabilidade constituirão sublimada teologia, raciocínios brilhantes, magnífica literatura, muita admiração e respeito do campo inferior do mundo, mas nunca a realização necessária.

Eis o motivo pelo qual é sempre perigoso estacionar, no caminho, a ouvir quem foge à realidade de nossos deveres.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

 

Comentando o mesmo versículo do episódio anterior, Emmanuel enaltece os poderes do verbo, como instrumento de expressão do pensamento, todavia salienta a necessidade de purificá-lo nas fontes vivas do amor, que vertem do coração, compreendendo que a luz do Evangelho redivivo nos convida sempre a entender e auxiliar.

Por esta razão afirma: “Jesus permanece em imagens, cartazes, bandeiras, medalhas, adornos, cânticos, poemas, narrativas, discursos, sermões, estudos e contendas, mas isso é muito pouco se lhe não possuímos o ensinamento vivo, na consciência e no coração” (Fonte Viva, Cap. 170).

O conhecimento do Evangelho é sol na alma. Sua luz se dirige à atmosfera interior da criatura, renovando seus valores mais íntimos e impulsionando a mentalidade do mundo para uma esfera superior.

“Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas manifestações” (Abrigo, Cap. 7).

Nosso programa divino, prioritário e urgente, é cumprir a palavra do Mestre em nós mesmos, antes de ingressarmos nos demais serviços sob nossa responsabilidade.

A advertência do Benfeitor nos faz lembrar que enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retorno de nossas próprias criações, dentro da vida.

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 061

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Alma das Andorinhas – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Thiago Franklim

Você também pode se interessar por: