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Não Duvides

“porque aquele que duvida é semelhante às ondas do mar, impelidas e agitadas pelo vento “

Tiago 1:6

Não duvides

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente,

insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente – eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E nessa peregrinação incansável não nos esqueçamos de que a dúvida

será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

(Fonte viva. Ed. FEB. Cap. 165)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

                        Amar, aprender e servir infatigavelmente, eis a fórmula para caminhar com êxito, avançando sem vacilações. Com essa advertência, Emmanuel nos convida a galgar as culminâncias de elevada montanha, a fim de contemplar a jornada humana em sua essência espiritual e divina, conscientes de que o melhor está sempre acontecendo, embora nem sempre o que é bom seja agradável, segundo a pauta das convenções de quem prefere estacionar nas planícies.

Esperar também é buscar. E aquele que busca ardentemente se nutre de esperança e fé, vigiando, para não duvidar de que a providência e previdência divina se incumbirão de trazer para o nosso roteiro aquilo que buscamos, caso a sombra da dúvida não se interpuser entre a nossa necessidade e  o poder supremo do Senhor.

Nem sempre o auxílio surge de modo palpável, mas invariavelmente se manifesta em nós mesmos, no mundo íntimo, em nosso coração, como certeza. Certeza de amparo, assistência, amor e êxito, se a dúvida de si próprio não ofuscar a luz divina.

Sabemos que ” No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros, consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em estado de gérmen no seu íntimo (…) vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação (…) Se todos os encarnados se achassem bem convencidos da força que trazem em si, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamam prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 12).

 

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Livro Fonte Viva, Cap. 165

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 6

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Se Procuras o Melhor

“Mas é preciso que a perseverança produza obra perfeita, a fim de serdes
perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência.”

Tiago 1:4

A paciência vive na base de todas as boas obras.

Acalentarás sublime ideal; contudo, se não tens paciência de realizá-lo…

Sonhas cumprir elevada missão; mas, se não tens paciência de sofrê-la…

Levantarás preciosa instituição; contudo, se não tens paciência de sustentá-la…

Queres a felicidade no lar; mas, se não tens paciência de construí-la…

Planejas belo futuro para teu filho, contudo, se não tens paciência de educá-lo…

Aspiras a determinada profissão; mas, se não tens paciência de aprendêla…

Sem paciência, os mais altos projetos resultam em frustração.

Observa o pomicultor que deseja fruto na árvore.

Primeiro, a paciência de preparar a gleba. Em seguida, a paciência de plantar, de cultivar, de defender, de auxiliar e de esperar a colheita madura.

O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Encerrando o ciclo de comentários desse verso da Carta de Tiago, explorados nos dois últimos episódios (episódios 48 e 49), Emmanuel nos conclama a refletir acerca do labor de aprimoramento das almas – a perfeição e suas exigências.

Em frase lapidar, afirma “o tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer”.

Construir, realizar, sustentar, educar, aprender, renunciar, persistir e resistir são verbos que pedem o concurso da paciência perfeita. No caminho da perfeição a paciência sustenta as boas obras.

A paciência de preparar a gleba, plantar, cultivar, defender, auxiliar nos lembram das virtudes do agricultor amoroso que espera a colheita madura.

Nós também, no campo infinito da evolução espiritual, somos os pomicultores à espera da colheita sonhada e preparada, à custa de esforço e sacrifício, porque temos a certeza de que o melhor, dádiva de Deus, sempre nos encontra e ilumina, quando perseveramos na paciência.

Eis a lição recolhida dos lábios de Aniceto por André Luiz: “Todo aquele que opere, e coopere de espírito voltado para Deus, poderá aguardar sempre o melhor. Não é promessa de amizade. É Lei.” (Os Mensageiros, Cap. 33).

 

***

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Música: Fim dos Tempos

Violão: João Paulo Lanini

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Palavras de Vida Eterna, Cap. 77

Revista:Reformador/Julho-1960, p. 149

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 4

 

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A melhor medida 

“Mas é preciso que a perseverança produza obra perfeita, a fim de serdes
perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência.”

Tiago 1:4

Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.

Mais que os micróbios patogênicos a te assaltarem os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes,
atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e, antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da
irritação de familiares incompreensivos…

Prestas longas explicações, a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra,
complicando as questões em torno…

Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda a crítica, aparece alguém
arrastando-te o coração ao mercado da injúria…

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos…

Entretanto, há frente de toda dificuldade não te lastimes, nem desfaleças…

Para toda a perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo o embaraço, espera com paciência.

Todo progresso humano surge da Paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Voltando ao mesmo versículo do episódio anterior (episódio 48), Emmanuel retoma aquela palavra-chave sobre a qual todo o texto é construído –  “hupomoné“. Esse vocábulo, repetimos, pertence ao campo semântico das atitudes e emoções que expressam paciência, persistência, perseverança e resiliência.

Salientando a Paciência Divina como alicerce de todo o progresso humano, nos conclama a exercê-la em nossas relações com o próximo, conscientes de que todos que se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Somente o bem é eterno. Toda imperfeição se converterá em dons divinos, com o auxílio do tempo, das lutas regeneradoras e da Paciência Divina.

O progresso humano se efetua com o concurso e a direção da providência divina, sábia e amorosa, que dispensa os recursos educativos adequados às nossas necessidades de aprimoramento espiritual.

Cumpre-nos a vigilância com relação aos “agentes mentais inquietantes” que atormentam as fibras de nossa alma, e são mais destruidores que as doenças do corpo.

Na força da paciência, venceremos a perturbação, o insulto, o abandono, a ingratidão, a solidão, o desânimo e as dores do caminho, oferecendo o melhor de nós, na certeza de que “com a medida que medirmos seremos medidos”.

***

Produção:  SER

Tecnico de Gravação:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização:  Júlio Corradi

Livro:   Palavras de Vida Eterna, Cap. 67

Revista: Reformador/Dez-1959, p. 276

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 4

Sete Minutos com Emmanuel – Episódio 49 –  Carta de Tiago, capítulo 1, versículo 4, comentário da Revista Reformador/Dez-1959, p. 276, e do Livro Palavras de Vida Eterna, Cap. 67, intitulado: A Melhor Medida – LEITURA DO VERSÍCULO: Mas é preciso que a perseverança produza obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência (Tg 1:4)

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