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Por Cristo

E se ele te deu algum prejuízo ou te deve alguma coisa, põe isso na minha conta

(Filêmon 1:18)

Enviando Onésimo a Filemom, Paulo, nas suas expressões inspiradas e felizes, recomendava ao amigo lançasse ao seu débito quanto lhe era devido pelo portador.

Afeiçoemos a exortação às nossas necessidades próprias.

Em cada novo dia de luta, passamos a ser maiores devedores do Cristo.

Se tudo nos corre dificilmente, é de Jesus que nos chegam as providências justas. Se tudo se desenvolve retamente, é por seu amor que utilizamos as dádivas da vida e é, em seu nome, que distribuímos esperanças e consolações.

Estamos empenhados à sua inesgotável misericórdia. Somos d’Ele e nessa circunstância reside nosso título mais alto. Por quê, então, o pessimismo e o desespero, quando a calúnia ou a ingratidão nos ataquem de rijo, trazendonos a possibilidade de mais vasta ascensão? Se estamos totalmente empenhados ao amor infinito do Mestre, não será razoável compreendermos pelo menos alguma particularidade de nossa dívida imensa, dispondo-nos a aceitar pequenina parcela de sofrimento, em memória de seu nome, junto de nossos irmãos da Terra, que são seus tutelados igualmente?

Devemos refletir que quando falamos em paz, em felicidade, em vida superior, agimos no campo da confiança, prometendo por conta do Cristo, porquanto só Ele tem para dar em abundância.

Em vista disso, caso sintas que alguém se converteu em devedor de tua alma, não te entregues a preocupações inúteis, porque o Cristo é também teu credor e deves colocar os danos do caminho em sua conta divina, passando adiante.

(Caminho, verdade e vida. Ed. FEB. Cap. 17)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Sete Minutos com Emmanuel, Carta a Filêmon, capítulo 1, versículo 18, comentário do Livro Caminho, Verdade e Vida, Capítulo 17, intitulado: Por Cristo – LEITURA DO VERSÍCULO – E se ele te deu algum prejuízo ou te deve alguma coisa, põe isso na minha conta (Fil 1:18) – comenta o benfeitor:

Retomando a Carta a Filêmon, Emmanuel habilmente seleciona mais uma pérola da fala inspirada do Apóstolo dos Gentios, relacionada à dolorosa situação de Onésimo, o escravo fugitivo.

      Mencionando a existência de eventual prejuízo causado por esse escravo, transformado em novo homem, após o contato salutar com o convertido de Damasco, Paulo pede que o prejuízo seja debitado em sua conta pessoal, alterando definitivamente os conceitos de crédito e débito na esfera da contabilidade divina.

      O tema já havia sido abordado por ele na Carta aos Romanos, recebendo o valioso comentário de Emmanuel, que destacou a mudança efetuada nos conceitos de credor e devedor, como pode ser visto no episódio 14 do 7 Minutos.

      No atual comentário, o benfeitor realça nova mudança conceitual, dessa vez no que diz respeito às definições de crédito e débito, perante a Lei Divina.

      Na qualidade de seguidores do Cristo, com larga soma de débitos cármicos a serem sanados, seja pela expiação, seja pela força purificadora que possui o trabalho no bem, todos reconhecemos nossas próprias limitações e a escassez de nossos recursos espirituais.

      Paz, felicidade, vida superior são patrimônios do Mestre, integram o tesouro das suas divinas aquisições. Essas dádivas, porém, são distribuídas por ele com inesgotável misericórdia.

      O recebimento incondicional dessas bênçãos nos torna devedores do Cristo, e a compensação do débito se efetua quando doamos a alguém mais necessitado que nós outros, em especial aqueles que se converteram em nossos adversários.

      Nessa contabilidade divina, não há lugar para excluídos, já que todos recebem do alto, como também não há lugar para vítimas no trabalho do bem, uma vez que o trabalhador fiel, prejudicado ou ferido, é alguém que coloca os danos do caminho na conta divina do Cristo, para o abatimento da sua dívida pessoal, no tempo oportuno, no qual a Justiça Divina efetuará as justas e sábias compensações.

***

Produção:  SER

Tecnico de Gravação:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização:  Júlio Corradi

Livro: Caminho, Verdade e Vida

Capítulo:  17 – Por Cristo

Versículo:  Filêmon 1:18

 

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NOS DOMÍNIOS DA AÇÃO

Entretanto, na quis fazer sem consentimento, para que tua boa ação não fosse como que forçada, mas espontânea

(Fil 1:14)

Orgulha-se o homem de teres e haveres e costuma declarar, às vezes com excelentes razões, que os ajuntou à custa de esforço enorme… Entretanto, o Senhor é quem lhe  emprestou os meios para adquiri-los, esperando que ele os administre sensatamente.

Envaidece-se da cultura intelectual e, freqüentemente, assevera, em algumas circunstâncias com seguras justificativas, que deve os tesouros do pensamento aos  sacrifícios que despendeu para estudar… Todavia, o Senhor é quem lhe confiou os valores da inteligência para que ele os abrilhante na construção da felicidade comum a  todos.

Ensoberbece-se do poder de que dispõe, afirmando, em determinados casos não sem motivo, que efetuou semelhante aquisição a preço de trabalho e sofrimento… No entanto,  é o Senhor quem lhe propiciou os recursos para a conquista da autoridade, na expectativa de que ele a exerça dignamente.

Ufana-se com respeito à saúde que usufrui e proclama, em certas ocasiões com base  respeitável que mantém a euforia orgânica a expensas de rigorosa disciplina pessoal…  Contudo, o Senhor é quem lhe faculta os elementos essenciais de sustentação do próprio equilíbrio, a fim de que ele empregue o corpo no levantamento do bem geral.

Rejubila-te, pois, com as possibilidades de auxiliar, instruir, determinar e agir, mas, consoante o ensinamento do Apóstolo, não olvides que a bondade do Senhor vige nos alicerces de tudo o que tens e reténs, a fim de que te consagres ao serviço dos semelhantes, na edificação do Mundo Melhor, não como quem assim procede, através de constrangimento, mas de livre vontade.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Sete Minutos com Emmanuel, Carta a Filêmon, capítulo 1, versículo 14, comentário da Revista Reformador de Agosto de 1964, e do Livro Palavras de Vida Eterna, Capítulo 165, intitulado: Nos Domínios da Ação.

__

Nessa carta, o Apóstolo dos Gentios endereça um bilhete ao companheiro de ideal, Filêmon, que fora convertido pelo verbo inspirado do próprio Paulo, e era o proprietário do escravo Onésimo.

      O convertido de Damasco toca em tema delicado – a fuga e a devoluçãdesse escravo – salientando que Onésimo havia sido inútil, no passado, mas doravante teria muita utilidade ao companheiro, pois se transformara em novo homem, tornando-se um grande auxiliar do Apostolo em Roma. Há um trocadilho evidente com o nome do escravo, já que Onésimo em grego significa “útil”.

      O curioso dessa pequena carta-bilhete é que o Apóstolo, preso em Roma, envia um escravo, fugitivo, ao proprietário Filêmon, dos três o único que desfrutava de liberdade plena, pedindo-lhe que recebesse esse homem como a um irmão, não mais como escravo.

      Paulo explica, ainda, ao amigo que Onésimo talvez tenha sido retirado dele ,por um curto período de tempo, para que Filêmon recuperasse um irmão, no momento em que perdia um escravo.

      Promete pagar a dívida de Onésimo, pedindo que tudo mais seja debitado na conta pessoal dele mesmo – Paulo de Tarso.    Afirma também o desejo de ter retido esse homem junto a ele, na prisão em Roma, para que continuasse no trabalho de auxilio às atividades apostólicas, mas preferiu consultar Filêmon, a fim de não haver qualquer espécie de constrangimento, mas caridade genuína e espontânea.

      O benfeitor Emmanuel, captando as sutilezas da história, retoma a mesma passagem do episódio 42, e ressalta em seu novo comentário que a totalidade de nosso patrimônio, possibilidades e talentos constitui concessão divina a nosso favor, para nos consagramos ao serviço dos semelhantes – a verdadeira finalidade desse depósito sublime.

      Nos adverte, no entanto, que o Criador espera de nós a espontaneidade, a fim de que o nosso serviço seja expressão da vontade livre, e não resultado do constrangimento.

      Em suma, o Criador Onipotente doa primeiro, esperando que os seus filhos, beneficiários das bênçãos, sigam-lhe o exemplo de amor, devotando-se ao serviço dos semelhantes.

***

Produção:  SER

Tecnico de Gravação:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Música:

Finalização:  Júlio Corradi

Revista: Reformador

Capítulo:  165  – Nos domínios da ação

Versículo:  Filêmon 1:14

Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 165

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NOS DOMÍNIOS DO BEM

Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por obrigação, mas espontâneo.

Entretanto, nada quis fazer sem teu consentimento, para que tua boa ação não fosse como que forçada, mas espontânea.

Filêmon 1:14

É das Leis evolutivas que todos os agentes inferiores da Natureza sirvam em regime de compulsória.

Pedras são arrancadas ao berço multimilenário para que obedeçam nas construções.

Tombam vegetais, a duros lances de força, para se fazerem mais úteis.

Animais sofrem imposições e pancadas, a fim de se entregarem à prestação de serviço.

Alcançando, no entanto, a razão, por atestado de madureza própria, o espírito é chamado ao livre-arbítrio, por filho do Criador que atingiu a maioridade na Criação. Chegado a essa fase, ilumina-se pela chama interior do discernimento, para a aquisição das experiências que lhe cabe realizar, de modo a erguer seus méritos, podendo, em verdade, escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro, em que mais se apraza.

Reflete, pois, na liberdade íntima e pessoal de que dispões para fazer o bem, amplamente, ilimitadamente, constantemente…

Escrevendo a Filêmon, disse Paulo: “mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por obrigação, mas espontâneo”.

Assim, também, o Divino Mestre para conosco. Aqui e ali, propõe-nos, de maneira direta ou indireta, ensinamentos e atitudes, edificações e serviços, mas espera sempre por nossa resposta voluntária, de vez que a obra da verdadeira sublimação espiritual não comporta servos constrangidos.

 

Produção:  SER

Tecnico de Gravação:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Música:  Vem

Finalização:  Júlio Corradi

Revista: Reformador

Data: Setembro de 1962

Página:  119  – Nos domínios do bem

Versículo:  Filêmon 1:14

Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 120

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