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7 Min com Emmanuel – Cap 60

Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!

Tiago 1:22

Aprendendo

Cada vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não admitas que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho.

 

Não te faças, pois, desatento, porquanto, a breve espaço, serás naturalmente chamado pela vida para testemunhar.

 

Observa a escola e as disciplinas com que se formam determinados profissionais. Acadêmicos de Medicina ouvem lições para curar os doentes ou auxiliálos; estudantes de Engenharia escutam ensinamentos para que os apliquem à técnica das construções no plano terrestre; contabilistas gastam tempo, de modo a garantirem a sustentação do comércio, na arte de fazer contas; tecelões assimilam princípios, em torno de certas máquinas, para atenderem, oportunamente, à indústria do fio…

Qualquer estudo nobre é aquisição inapreciável, mas se mora estanque, na alma de quem aprende, assemelha-se a pão escondido aos que choram de fome.

Ouvir, sim, os preceitos da Espiritualidade Superior, mas agir, Segundo nos orientam, porque, se sabemos e não fazemos o que o bem nos ensina, melhor fora não saber, para não sermos tributados, com taxas de maior sofrimento, nas grades da culpa.

(Reformador, maio 1961, p. 98)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Assevera-nos o Benfeitor Emmanuel que “Cada qual de nós, conforme as leis que nos regem, se encontra hoje, no lugar certo, com as criaturas adequadas e nas circunstâncias justas, necessárias aotrabalho que nos compete efetuar, na pauta de nosso próprio merecimento. “ (Segue-me, Cap. Teus encargos).

Sendo assim, atendendo aos sagrados propósitos de nosso burilamento e regeneração espiritual, as forças divinas que dirigem nossa evolução canalizam, diariamente, as lições inadiáveis que nos compete assimilar, mesmo nas menores circunstâncias cotidianas.

Não é salutar supor que o acaso presida nossa vida, visto que a providência divina se alicerça no infinito Amor e na Sabedoria integral, engendrando a perfeita justiça.

Tal fato reclama de nós profunda capacidade de observação, como nos adverte o Benfeitor:  “O discípulo não pode guardar-se, defendendo simultaneamente o patrimônio que lhe foi confiado, sem estender a visão psicológica, buscando penetrar a intimidade essencial das situações e dos acontecimentos. Olhai o trabalho de cada dia.
O serviço comum permanece repleto de mensagens proveitosas.
Fixai as relações afetivas. São portadoras de alvitres necessários ao vosso equilíbrio.
Fiscalizai as circunstâncias observando as sugestões que vos lançam ao centro da alma.
Na casa sentimental, reúnem-se as inteligências invisíveis que permutam impressões convosco, em silêncio.
Detende-vos na apreciação do dia; seus campos constituídos de horas e minutos são repositórios de profundos ensinamentos e valiosas oportunidades. “  (Vinha de Luz, Cap. 87).

Por outro lado, é justo considerar que toda lição recebida demanda aplicação e testemunho do aprendiz, em função das justas aferições que disciplinam o caminho ascensional do espírito em evolução.

“É indispensável acionar as possibilidades da nossa cooperação fraterna, os recursos ainda que reduzidos de nossa bolsa, o nosso concurso pessoal, o nosso suor e as nossas horas, a benefício daqueles que a Sabedoria Divina situou em nossa estrada para testemunharmos a própria fé. “ (Palavras de Vida Eterna, Cap. 11)

 

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 060

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Fim dos Tempos – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Renata e Yuri Fotografia – http://www.renataeyurifotografia.com.br

Foto cedida para divulgação no seminário líteromusical Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

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7 Min com Emmanuel – Cap 59

“Que cada um esteja pronto para ouvir, mas lento para falar e lento para encolerizar-se.”

(Tg 1:19)

Convém refletir 

Analisar, refletir, ponderar, são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido dasvozes, sugestões e situações que a rodeiam.

Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva.

Quem ouve, aprende. Quem fala, doutrina.

Um guarda, outro espalha.

Só aquele que guarda, na boa experiência, espalha com êxito.

O conselho do apóstolo é, portanto, de imorredoura oportunidade.

E forçoso é convir que, se o homem deve ser pronto nas observações e comedido nas palavras, deve ser tardio em irar-se.

Certo, o caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica; entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece.

Tenhamos em mente que todo homem nasce para exercer uma função definida. Ouvindo sempre, pode estar certo de que atingirá serenamente os fins a que se destina, mas, falando, é possível que abandone o esforço ao meio, e, irando-se, provavelmente não realizará coisa alguma.

(Caminho, verdade e vida. Ed. FEB. Cap. 77)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias

Prontidão no ato de observar, ponderar, analisar e refletir, comedimento na expressão verbal, e adiamento calculado da ira representam o ciclo precioso da ponderação, capaz de assegurar o êxito na tarefa e a paz no coração.

Nesse belíssimo e conciso texto, Emmanuel nos ensina as virtudes ativas da escuta inteligente. Não basta o ato mecânico de ouvir, é preciso estar atento aos detalhes e integralmente presente naquilo que se executa.

Observação, análise, reflexão e ponderação integram o ato de ouvir, de modo proveitoso e atento, a fim de executar com segurança. Para atingir serenamente os fins é preciso ouvir com presença e atenção.

Consoante a sábia advertência do Benfeitor, todos nascemos com uma função definida a desempenhar no mundo. Todavia, “Cada aprendiz da realidade universal verá de acordo com as dimensões de sua janela; ouvirá, segundo a acústica, instalada por si mesmo no santuário interior; e compreenderá, na medida de suas realizações e experiências” (Doutrina e Vida, Cap. Emmanuel e a Unificação do Espiritismo).

Por esta razão, convém graduar a manifestação do nosso verbo, sabendo dosar palavra e silêncio, de modo a não transformar os poderes da fala em agentes de perturbação e desespero, prepotência e egoísmo, cólera e agressão, evitando a todo custo as manifestações da ira.

Aperfeiçoar nossa acústica para identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que nos rodeiam.

                        “Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os “ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria” (Palavras de Vida Eterna, Cap. 72).

 

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 059

Gravação: Haroldo D. Dias

Comentário: Haroldo Dutra Dias

Música: Esta canção – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Sonia Cunha

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7 Min com Emmanuel cap. 058

“Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação (Tg 1:17)

Elogios e críticas

     Se o Sol dependesse da aprovação humana para alimentar a vida que se lhe gravita em derredor, certo que, desde muito, estaria reduzido a montão de cinzas.

     Se a Terra sofresse com as censuras que lhe são constantemente desfechadas por todos aqueles que a categorizam por vale de lágrimas, já teria descido à condição de um cemitério no Espaço.

Se a semente rejeitasse a solidão e a morte a que se vê relegada no solo, a fim de colaborar no sustento do mundo, as criaturas estariam, há muito tempo, sem a bênção do pão.

Se a fonte recusasse o regime de mudança incessante e permanente em que é chamada a servir, a vida organizada na Terra se mostraria confinada a primitivismo e estagnação.

Se a árvore só produzisse sob aplausos, o fruto não abençoaria a mesa dos homens.

Obreiros da Verdade e do Bem, reflitamos nas lições simples da Natureza e trabalhemos.

Agradecei o louvor que vos fortalece para o desempenho das obrigações naturais do mundo e aproveitai com resignação a advertência que a crítica vos dê. Entretanto, se precisamos de elogios para trabalhar e se a admoestação nos paralisa as faculdades de servir, estamos ainda longe de compreender o tesouro das oportunidades de aprimoramento e elevação que nos enriquece os caminhos, de vez que, acima de tudo, a bênção que nos reconforta, a luz que nos clareia a estrada, a força que nos sustenta e o apoio que nos escora chegam sempre de Mais Alto e procedem, originariamente e tão-somente, de Deus.

Emmanuel

(Reformador, set. 1971, p. 195) Texto publicado em Segue-me!… Ed. O Clarim. Cap. Elogios e críticas, com pequenas alterações.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias

 

No episódio 52, o Benfeitor nos asseverou: “Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características” (Pão Nosso, Cap. 22). Alertava-nos para a necessidade de perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique, de modo a cumprir o alvitre do Cristo: “Batei e será aberto para vós” (Mt 7:7).

Nesse sentido, ganha relevo a frase “As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto, cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente”.

A Bondade Celeste sempre atende aos nossos pedidos, concedendo-nos as justas oportunidades, que por sua vez reclamam o esforço de bater à porta, trazendo nas mãos a respectiva chave, que representa nossa edificação espiritual individual, pessoal e intransferível – o mérito.

Nenhum de nós ignora que coisa alguma possui de bom sem que Deus nos conceda, mas essas qualidades excelentes, provenientes da Infinita Misericórdia, representam portas de acesso a profundas e intensas experiências, cada qual reclamando uma chave específica, moldada à custa de muito esforço e dedicação, disciplina e empenho.

Emmanuel nos afirma: “Não apenas os dons da inteligência, mas também o corpo físico, as vantagens diversas, os patrimônios afetivos e até mesmo as dores que te povoam as horas são recursos de que te aproprias na Terra, com permissão do Senhor, para investi-los na construção da própria felicidade” (Livro da Esperança, Cap. 41).

“A Criação pode ser comparada à imensa propriedade do Criador que a usufrui com todas as criaturas, em condomínio perfeito, no qual as responsabilidades crescem com a extensão dos conhecimentos e dos bens obtidos. Não te digas, dessa forma, sem a obrigação de pensar, estudar, influenciar, programar, agir e fazer (…) as leis de Deus estão invariavelmente prontas a efetuarem o máximo em nosso favor; entretanto, nada conseguirão realizar por nós, se não dermos de nós pelo menos o mínimo” (Livro da Esperança, Cap. 82).

     “Passa o rio dos dons divinos em todos os continentes da vida, contudo, cada ser lhe recolhe as águas, segundo o recipiente de que se faz portador. Não olvides que os talentos de Deus são iguais para todos, competindo a nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de recebê-los. (…) Lembra-te de que o Senhor nos concede tudo aquilo de que necessitamos para comungar-lhe a glória divina, entretanto, não te esqueças de que as dádivas do Criador se fixam, nos seres da Criação, conforme a capacidade de cada um.” (Palavras de Vida Eterna, Cap. 7)

 

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel

Gravação: Haroldo D. Dias

Voz: Haroldo Dutra Dias

Música: Ao Cair da Tarde – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

Foto: Juliana Pantaleão

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“Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:17

Em Torno da Humildade

Afinal, que possuímos que não devemos a Deus?
A própria vida de que dispomos se reveste de tanta grandeza e de tanta complexidade, que só a loucura ou a ignorância não reconhecem a divina Sabedoria em seus fundamentos.
Para a consideração disso, basta que o homem reflita no usufruto inegável de que se vale na mobilização dos bens que o felicitam no mundo.
O corpo que lhe serve de transitória moradia é uma doação dos Poderes superiores, por intermédio do santuário genético das criaturas.
Os familiares se lhe erigem como sendo apoios de empréstimo.
A inteligência se lhe condiciona a determinados fatores de expressão.
O ar que respira é patrimônio de todos.
As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso, são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam consideravelmente, de século para século.
Os seus elementos de trabalho são alteráveis de tempo a tempo.
A saúde física é uma dádiva em regime de comodato.
A fortuna é um depósito a título precário.
A autoridade é uma delegação de competência, obviamente transferível.
Os amigos são mutáveis, na troca incessante de posições, pela qual são frequentemente chamados a prestação de serviço, segundo os ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes indiquem.
Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos, são substituídos periodicamente.
Os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão em mão.
Em qualquer plano ou condição de existência, estamos subordinados à lei da renovação. À vista disso, sempre que nos vejamos inclinados a envaidecernos por alguma coisa, recordemos que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular, refundir, refazer ou modificar.
(Ceifa de luz. Ed. FEB. Cap. 17)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

Voltando ao mesmo versículo do episódio 56, Emmanuel nos brinda com preciosa reflexão em torno da humildade, salientando a grandeza e a complexidade da vida como traços da Sabedoria Divina, cujo poder ilimitado erigiu a criação infinita nas bases da ordem, da harmonia, da beleza do equilíbrio e da interdependência.

A humildade, “reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo”, não é servidão. “É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem” (Pensamento e Vida, Cap. 24).

“Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida” (Pensamento e Vida, Cap. 24).

Talvez, por essa razão, tenha o benfeitor enfatizado nossa qualidade de usufrutuários do bens e dons de Deus, realçando que a vida, o corpo, a saúde, a fortuna, a autoridade, as conquistas, a família, os amigos e até mesmo nossos adversários são dádivas temporárias em nossa jornada, subordinados à lei de renovação que nos preside os destinos.

Os bens e conquistas são substituídos e transferidos periodicamente, ao passo que os afetos e desafetos estão sujeitos à incessante troca de posições, segundo os princípios de aperfeiçoamento e evolução que operam em nossas vidas, promovendo permanentes vinculações e desvinculações entre as criaturas.

“À vista disso, sempre que nos vejamos inclinados a envaidecer-nos por alguma coisa, recordemos que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular, refundir, refazer ou modificar”

A Bondade Celeste colocou a humildade por base de todo o equilíbrio da Natureza. “A humildade é o ingrediente indefinível e oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca” (Reformador, Junho de 1959, p. 140, mensagem Humildade de Espírito).

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz e Comentários:  Haroldo Dutra Dias

Livro: Ceifa de luz, Cap. 17

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 17

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“Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação.”
Tiago 1:17

Dons

Certificando-se o homem de que coisa alguma possui de bom, sem que
Deus lho conceda, a vida na Terra ganhará novos rumos.
Diz a sabedoria, desde a Antiguidade:
– Faze de tua parte e o Senhor te ajudará.
Reconhecendo o elevado teor da exortação, somos compelidos a
reconhecer que, na própria aquisição de títulos profissionais, o homem é o filho
que se esforça, durante alguns anos, para que o Pai lhe confira um certificado
de competência, por intermédio dos professores humanos.
Qual ocorre no patrimônio das realizações materiais, acontece no círculo
das edificações do espírito.
Indiscutivelmente, toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus.
Entretanto, para recebermos o benefício, faz-se preciso “bater” à porta para que
ela se nos abra, segundo a recomendação evangélica.
Queres o dom de curar? Começa amando os doentes, interessando-te
pela solução de suas necessidades.
Queres o dom de ensinar? Faze-te amigo dos que ministram o
conhecimento em nome do Senhor, por meio das obras e das palavras
edificantes.
Esperas o dom da virtude? Disciplina-te.
Pretendes falar com acerto? Aprende a calar no momento oportuno.
Desejas acesso aos círculos sagrados do Cristo? Aproxima-te d’Ele, não
só pela conversação elevada, mas também por atitudes de sacrifício, como
foram as de sua vida.
As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto,
cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente.

(Caminho, verdade e vida. Ed. FEB. Cap. 52)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

No episódio 52, o Benfeitor nos asseverou: “Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características” (Pão Nosso, Cap. 22). Alertava-nos para a necessidade de perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique, de modo a cumprir o alvitre do Cristo: “Batei e será aberto para vós” (Mt 7:7).

Nesse sentido, ganha relevo a frase “As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto, cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente”.

A Bondade Celeste sempre atende aos nossos pedidos, concedendo-nos as justas oportunidades, que por sua vez reclamam o esforço de bater à porta, trazendo nas mãos a respectiva chave, que representa nossa edificação espiritual individual, pessoal e intransferível – o mérito.

Nenhum de nós ignora que coisa alguma possui de bom sem que Deus nos conceda, mas essas qualidades excelentes, provenientes da Infinita Misericórdia, representam portas de acesso a profundas e intensas experiências, cada qual reclamando uma chave específica, moldada à custa de muito esforço e dedicação, disciplina e empenho.

Emmanuel nos afirma: “Não apenas os dons da inteligência, mas também o corpo físico, as vantagens diversas, os patrimônios afetivos e até mesmo as dores que te povoam as horas são recursos de que te aproprias na Terra, com permissão do Senhor, para investi-los na construção da própria felicidade” (Livro da Esperança, Cap. 41).

“A Criação pode ser comparada à imensa propriedade do Criador que a usufrui com todas as criaturas, em condomínio perfeito, no qual as responsabilidades crescem com a extensão dos conhecimentos e dos bens obtidos. Não te digas, dessa forma, sem a obrigação de pensar, estudar, influenciar, programar, agir e fazer (…) as leis de Deus estão invariavelmente prontas a efetuarem o máximo em nosso favor; entretanto, nada conseguirão realizar por nós, se não dermos de nós pelo menos o mínimo” (Livro da Esperança, Cap. 82).

“Passa o rio dos dons divinos em todos os continentes da vida, contudo, cada ser lhe recolhe as águas, segundo o recipiente de que se faz portador. Não olvides que os talentos de Deus são iguais para todos, competindo a nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de recebê-los. (…) Lembra-te de que o Senhor nos concede tudo aquilo de que necessitamos para comungar-lhe a glória divina, entretanto, não te esqueças de que as dádivas do Criador se fixam, nos seres da Criação, conforme a capacidade de cada um.” (Palavras de Vida Eterna, Cap. 7)

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz e Comentários:  Haroldo Dutra Dias

Livro:  Caminho, Verdade e Vida, Cap. 52

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 17

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Origem das Tentações 

Antes, cada qual é provado pela própria concupiscência, que o arrasta e seduz

Tiago 1:14

01/12/2014

Geralmente, ao surgirem grandes males, os participantes da queda imputam a Deus a causa que lhes determinou o desastre. Lembram-se, tardiamente, de que o Pai é Todo-Poderoso e alegam que a tentação somente poderia ter vindo do divino Desígnio.

Sim, Deus é o absoluto amor e tanto é assim que os decaídos se conservam de pé, contando com os eternos valores do tempo, amparados por suas mãos compassivas. As tentações, todavia, não procedem da Paternidade celestial.

Seria, porventura, o estadista humano responsável pelos atos desrespeitosos de quantos inquinam a lei por ele criada?

As referências do Apóstolo estão profundamente tocadas pela luz do céu: “Cada um é tentado, quando atraído pela própria concupiscência.” Examinemos particularmente ambos os substantivos “tentação” e “concupiscência”. O primeiro exterioriza o segundo, que constitui o fundo viciado e perverso da natureza humana primitivista. Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres de si mesmo, porquanto, ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração.

Finalmente, destaquemos o verbo “atrair”. Verificaremos a extensão de nossa inferioridade pela natureza das coisas e situações que nos atraem. A observação de Tiago é roteiro certo para analisarmos a origem das tentações.

Recorda-te de que cada dia tem situações magnéticas específicas. Considera a essência de tudo o que te atraiu no curso das horas e eliminarás os males próprios, atendendo ao bem que Jesus deseja.

(Caminho, verdade e vida. Ed. FEB. Cap. 129)

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

 Voltando ao mesmo tema do episódio anterior, Emmanuel direciona a análise para o terreno das causas, alertando-nos para o fato de que a tentação, expressão magnética das coisas e situações, apenas exterioriza a nossa concupiscência, fundo viciado e perverso de nossa natureza humana primitivista.

O homem vive no seio das criações mentais a que dá origem. Todos lançamos, em torno de nós, forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos. (Fonte Viva, Cap. 149).

Na qualidade de co-criadores, em plano menor, a ninguém devemos o destino senão a nós mesmos, de vez que nos achamos indissoluvelmente ligados às nossas próprias obras, asas de libertação ou algemas de cativeiro.

Como vigoroso imã, nossa mente atrai “situações magnéticas específicas” , porquanto “ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração”. “As inteligências encarnadas, ainda, mesmo quando se não conheçam entre si, na pauta das convenções materiais, comunicam-se por tênues fios do desejo” (Pão Nosso, Cap. 45).

Abordando com sutileza e delicadeza o problema do mal, o Benfeitor nos ensina que Deus é o absoluto amor mantendo de pé, com suas mãos compassivas, todos os decaídos. A tentação não procede da Paternidade Celestial.

“A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a Vontade Divina não pode errar com a vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmo-nos aos Excelsos Desígnios” (Ideal Espírita, Cap. 90)

O aprendiz sincero do Evangelho, entregue ao árduo processo de renovação substancial, luta em silêncio para vencer os milênios de sombra que ainda legislam em seu mundo íntimo, mas sem perder a esperança na vitória final sobre si mesmo.

 

***

Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:  Caminho, Verdade e Vida, Cap. 129

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 14

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