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“Ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade.”

II Pedro 1:6

Ciência e temperança

 

Quem sabe precisa ser sóbrio.

Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contatos com a fonte do conhecimento, assume atitudes contraditórias. Impondo ideias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da Terra, exige ponderação. O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão. E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza, menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo. É necessário fazer. E para bem fazer homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Nessa lição o benfeitor Emmanuel retoma o mesmo versículo da II Carta de Pedro para enfatizar o equilíbrio que deve existir entre o conhecimento e a temperança.

A temperança constitui uma das quatro virtudes cardeais, ao lado da prudência, da fortaleza e da justiça.

A temperança representa o autocontrole, o autodomínio, a renúncia e a moderação. Implica domesticação dos instintos, sublimação das paixões, moderação dos impulsos e apetites, abrindo caminhos para a sobriedade e o desapego. Nesse sentido, ela favorece o cumprimento dos deveres e o amadurecimento espiritual.

Emmanuel salienta que “toda grandeza de inteligência exige moderação e equilíbrio para não desbordar-se em devassidão e loucura”. E acrescenta ” Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa”.

Não vale saber para destruir. Quem sabe precisa ser sóbrio.

Quem sabe não deve se precipitar, ensinando como quem tiraniza, violentando consciências e menosprezando conquistas alheias.

Saber não é tudo, é necessário fazer. E ninguém realiza com precipitação já que a natureza e os seres se aperfeiçoam gradativamente, obedecendo a Leis inderrogáveis que abdicam da violência para se servirem do tempo. Sabe o amor esperar.


Livro Vinha de Luz, Cap. 112, intitulado: Ciência e Temperança 

Produção: SER

Direção: Julio Coradi

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 070

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Esta Canção – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Rodrigo Binhara

Design: Rodolfo Mello

Foto: Juju Panty

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“Ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade.”

II Pedro 1:6

Chamamento ao amor 

Aprender sempre, instruir-nos, abrilhantar o pensamento, burilar a palavra, analisar a verdade e procurá-la são atitudes de que, efetivamente, não podemos prescindir, se aspirarmos à obtenção do conhecimento elevado entretanto, milhões de talentosos obreiros da evolução terrestre, nos séculos que se foram, esposaram a cultura intelectual, em sentido único, e fomentaram opressões que culminaram em pavorosas guerras de extermínio.

Incapazes de controlar apetites e paixões, desvairaram-se na corrida ao poder, encharcando a terra com o sangue e o pranto de quantos lhes foram vítimas das ambições desregradas.

Toda grandeza de inteligência exige moderação e equilíbrio para não desbordar-se em devassidão e loucura.

Ainda assim, a temperança e a paciência, por si só, não chegam para enaltecer o lustre do cérebro.

A própria diplomacia, aliás sempre venerável, embora resida nos cimos da suavidade e da tolerância, pelos gestos de sobriedade e cortesia com que se manifesta, em muitos casos não é senão a arte de contemporizar com o rancor existente entre as nações, segurando, calma, o estopim do ódio e da belicosidade para a respectiva explosão, na época que julga oportuna a calamitosas conflagrações.

O apontamento do Evangelho, no entanto, é claro e preciso.

Não vale a ciência sem temperança e toda temperança pede paciência para ser proveitosa, mas para que esse trio de forças se levante no campo da alma, descerrando-lhe o suspirado acesso aos mundos superiores, é necessário que o amor esteja presente, a enobrecer-lhes o impulso, de vez que só o amor dispõe de luz bastante para clarear o presente a santificar o porvir.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Aprender sempre, instruir-nos, abrilhantar o pensamento, burilar a palavra, buscar e analisar a verdade constituem deveres de todos que almejam o aperfeiçoamento da inteligência, umas das asas que nos conduzem a Deus.

Todavia, sem o autodomínio que se traduz em moderação e temperança o conhecimento pode ser escravo das ambições desregradas encharcando a terra com o sangue e o pranto.

A temperança, por sua vez, se aperfeiçoa com a paciência – persistência – perseverança, que é a capacidade de reconhecer o espírito de sequência da natureza, aguardando o momento oportuno de agir e silenciar, suportando com firmeza as adversidades.

No entanto, esse trio de forças – conhecimento – temperança – paciência – não se levanta no campo da alma sem a presença do amor, que é sempre compromisso com o bem comum.

Emmanuel faz um convite ao amor a partir da palavra “piedade”, instigando o leitor a meditações mais profundas com respeito ao texto bíblico sob análise.

No sentido teológico, piedade pode ser expressa pelo conceito de “viver como Deus quer que se viva” , “viver como se espera de alguém que acredita em Deus”, ou ” viver fazendo sempre o bem aos outros”.

O Benfeitor, todavia, com admirável poder de síntese, e sem menosprezar a ideias acima expostas, assevera que a piedade é sempre compreensão e concurso fraternal, que no fundo são expressões concretas do amor.


Comentário da Revista Reformador, outubro de 1962, p. 218, e do Livro Palavras de Vida Eterna, Cap. 121, intitulado: Chamamento ao Amor


 

Produção: SER

Direção: Julio Coradi

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 069

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Alma das Andorinhas – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Rodrigo Binhara

Design: Rodolfo Mello

Foto: Herick Dias Barros

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“Por isso mesmo, aplicai toda a diligência em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento.”

II Pedro 1:5

Merecimento

Não há tanto mérito em que domines essa ou aquela ciência, e sim em que lhe utilizes os recursos, a fim de ajudar os companheiros da Humanidade a se desvencilharem da insipiência e da ignorância.

Não há tanto mérito em tua pureza de coração, mas sim no esforço que desenvolvas em benefício dos irmãos chafurdados no erro, de modo a soerguê-los para a restauração necessária.

Não há tanto mérito em tua fé ardente, e sim no trabalho a que te apliques com ela no apoio àqueles que ainda não lhe entesouraram a luz, para que não lhes falte à mesa o pão da esperança.

Não há tanto mérito na posse que detenhas, mas sim no emprego que lhe dês em socorro aos que te cercam ou no auxílio aos sofredores e menos felizes, dos quais te vês defrontado na experiência comum.

Não há tanto mérito em teu nome, por mais nobre seja ele, e sim no uso do prestígio que desfrutes, amparando a jornada de quantos te compartilhem o esforço do dia a dia.

Virtude sem proveito é brilhante no deserto.

Inteligência sem boas obras é tesouro enterrado.

Fita o sol acalentando a lama da Terra e compreenderás o ensino claro da natureza que nos determina, sabiamente, entender e servir, abençoar e auxiliar.

Em qualquer parte a vida te conhece pelo que és, mas apenas te valoriza pelo que fazes de ti.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

O benfeitor volta ao mesmo versículo do episódio anterior conferindo-lhe nova interpretação.

Se antes nos convidava ao estudo, com a finalidade de orientar, esclarecer e sublimar o pensamento, agora nos conclama à aquisição do mérito pessoal, que decorre invariavelmente da nossa ação persistente em favor do bem comum.

Ciência, pureza de coração, fé ardente, posses, títulos, virtude e inteligência são patrimônios valiosos que nos tornam conhecidos pela vida, todavia somente a canalização desses bens em favor daqueles que ainda não o possuem nos conferem a valorização almejada.

A árvore se realiza nos frutos que oferta. É pelos frutos oferecidos gratuitamente e indistintamente a todos que adquire valor no ambiente em que foi localizada pela Providência Divina.

Fé, virtude e conhecimento devem ser conjugados com diligência, se quisermos assimilar o ensino claro da natureza que nos determina, sabiamente, entender e servir, abençoar e auxiliar.


 

Comentário da Revista Reformador, janeiro de 1970, p. 2, e do Livro Bênção de Paz, Cap. 54, intitulado: Merecimento


 

 

Produção: SER

Direção: Julio Coradi

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 068

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Prece – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Rodrigo Binhara

Design: Rodolfo Mello

Foto: Thiago Franklim

 

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“Por isso mesmo, aplicai toda a diligência em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento.”

II Pedro 1:5

Convite ao Estudo

Milhões de criaturas possuíram a fé no passado, revelando extremada confiança em Deus; mas, porque a bondade lhes desertasse dos corações, ergueram suplícios inomináveis para quantos não lhes comungassem o modo de sentir e de ser.

Diziam-se devotadas ao culto do Supremo Senhor; entretanto, alçavam fogueiras e postes de martírio, perseguindo ou exterminando pessoas sensíveis e afetuosas em seu nome.

Milhões de criaturas evidenciaram admirável bondade no pretérito, demonstrando profunda compreensão fraternal no trabalho que foram chamadas a desenvolver entre os homens; no entanto, porque a educação lhes escasseasse no espírito, caíram em terríveis enganos, favorecendo a tirania e a escravidão sobre a Terra.

Denotavam obediência a Deus, no exercício da própria generosidade; entretanto, compraziam-se na ignorância, estimulando delitos e abusos, a pretexto de submissão à Providência Divina.

Nesse sentido, porém, a palavra do apóstolo Pedro é de notável oportunidade em todos os tempos.

Procuremos alicerçar a fé na bondade, para que a nossa fé não se converta em fanatismo, mas isso ainda não basta.

É forçoso coroar a fé e a bondade com a luz do conhecimento edificante.

Todos necessitamos esperar no Infinito Amor, todavia, será justo aprender “como”; todos devemos ser bons, contudo, é indispensável saber “para quê”.

Eis a razão pela qual se nos impõe o estudo em todos os lances da vida, porquanto, confiar realizando o melhor e auxiliar na extensão do eterno bem, realmente demanda discernir.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

É preciso coroar a fé e a bondade com a luz do conhecimento edificante, sabendo ” como” e ” para que” devemos ser bons, de modo a esperar, com proveito, no infinito Amor de Deus.

A confiança, o devotamento e a obediência a Deus são imprescindíveis. A bondade, a generosidade e a beneficência são fundamentais.

Todavia, para completar o edifício da redenção espiritual é preciso agregar a luz do conhecimento edificante, de modo a ampliar o nosso discernimento em todos os lances da vida, a fim de que possamos auxiliar na extensão do eterno bem de modo lúcido, seguro e consciente.

” Contribuir para que a coletividade aprenda a pensar na extensão do bem é colaborar para que se efetive a sintonia da mente terrestre com a Mente Divina. (…) Orientar  o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos.” (Fonte Viva, Cap. 144 – Ajudemos a vida mental).

” Descerra-se à nossa frente precioso programa nesse particular: Alfabetização – Leitura edificante – Palestra educativa – Exemplo contagiante na prática da bondade simples – Divulgação de páginas consoladoras e instrutivas – Exercício da Meditação – Despertamento dos valores íntimos e pessoais. ” (Fonte Viva, Cap. 144 – Ajudemos a vida mental).

Produção: SER

Direção: Julio Coradi

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 067

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Além da Noite – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Rodrigo Binhara

Design: Rodolfo Mello

Foto: Thiago Franklim

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Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que receberam, pela justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo uma fé de valor igual à nossa.

II Pedro 1:1

Nas trilhas da fé

Em muitas ocasiões, admitimos erroneamente que os grandes vultos do Cristianismo terão obtido privilégios nas Leis Divinas; entretanto, basta a reflexão nas realidades do Evangelho, para que nos capacitemos da sem-razão de semelhante conceito.

Simão Pedro nos fala da fé “igualmente preciosa” e raros vultos da história do Cristo poderão competir com ele em matéria de renovação pessoal.

Era ele pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, seguidor do Evangelho submetido a tentações e vacilações que, por algumas vezes, o fizeram cair; entretanto, guindou-se à posição de apóstolo da causa mais alta da Humanidade, ampliou seus conhecimentos, adquiriu importância fazendo-se condutor e irmão da comunidade, liderou a ideia cristã nas metrópoles do seu tempo e, de cada vez que se viu incurso em erro, procurou corrigir-se e seguir adiante, no desempenho das obrigações que lhe eram atribuídas.

Realmente, não possuímos qualquer justificativa para isentar-nos do serviço de autoeducação, à frente do Cristo, sob a alegação de que não recolhemos recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento para a vitória espiritual.

Pedro, com a autoridade do exemplo, afirma-nos que, diante da providência Divina, todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Fé é a força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus, que é a sabedoria da própria vida. Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução. (Pensamento e Vida, Cap. 6).

O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, e convergindo-lhe os raios, como a lente comum, dele auferimos poder mais amplo, para retratar-lhe a glória com mais eficiência.

Todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé, recolhendo recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento, para a vitória espiritual. Todavia, o serviço de autoeducação é o fator que qualifica o espírito, revelando seu grau de aproveitamento das dádivas recebidas.

Simão Pedro era pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, submetido a tentações e vacilações. No entanto, soube aproveitar a fé preciosa, recebida do Alto e exemplificada pelo coração augusto do Cristo, convertendo-se no grande apóstolo do Cristianismo nascente, condutor e irmão da comunidade.

Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito, no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença. Examinemos tudo isso e reflitamos no símbolo de Jesus. Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer de que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos. (Pão Nosso, Cap. 3)

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Produção: SER
Gravação: Júlio Corradi
Leitura e comentários: Haroldo Dutra Dias
Música: Gratidão a Deus – João Cabete
Interprete: João Paulo Lanini – Violão
Finalização: Júlio Corradi
Livro: Palavras de Vida Eterna, cap. 154, (Reformador, fev. 1964, p. 26), Versículo: II Pedro 1:1

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[…] Amai-vos uns aos outros ardorosamente e com coração puro.

I Pedro 1:22

De coração puro

       Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

       O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo. A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.
A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

       O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

      Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

       O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

       Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.

      Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

      Relativamente ao assunto, porém, o Apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

        A mente é o espelho da vida em toda parte, cuja face é o coração, ao passo que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo, para acrisolar e sublimar. Em todos os domínios do Universo vibra a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. (Pensamento e Vida, Cap. 1).

       Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho. Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho. (Pensamento e Vida, Cap. 5).

        A alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.

        Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos, já que a associação mora em todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e comanda a existência de todos os seres. (Pensamento e Vida, Cap. 8)

         Todavia, como nos adverte Emmanuel, conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações das criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das
associações que se dirigem para o lucro imediatista.

        Somente o coração elevado e puro é capaz de exteriorizar o genuíno amor do Evangelho, disposto a servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer lugar.

       Constitui princípio da Lei Divina que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Produção: SER

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 065

Gravação e Comentário: Haroldo Dutra Dias

Edição: Júlio Corradi

Design: Júlio Corradi

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