PodSER #023 – Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

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Prepare-se para uma viagem fascinante pela história e espiritualidade do Brasil! Neste episódio especial do PodSER, mergulhamos na obra atemporal “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografada por Francisco Cândido Xavier pelo espírito de Humberto de Campos.

Com um olhar profundo e acolhedor, desvendamos as camadas dessa narrativa que nos convida a repensar o papel do Brasil no cenário espiritual do planeta. Junte-se a nós para compreender por que o Brasil é, de fato, o País do Futuro, sob a ótica do Evangelho e da Doutrina Espírita.

Neste episódio

  • A missão espiritual do Brasil e sua governança por Ismael.
  • A Lei da Hospitalidade como pilar da formação da nação brasileira.
  • A diferença entre a missão espiritual do Brasil e dos Estados Unidos.
  • A metáfora da “Árvore do Evangelho” e seu transplante para o Brasil.
  • A importância do sofrimento e da dor na purificação e evolução dos espíritos.
  • A colonização portuguesa e suas nuances em comparação com a colonização espanhola e inglesa.
  • A miscigenação e a formação da identidade brasileira.
  • O papel do Espiritismo no resgate do cristianismo primitivo e na educação nacional.
  • A visão de Humberto de Campos sobre a República e a responsabilidade dos governantes.
  • A importância da ética e da seriedade na vida pública brasileira.
  • A leitura do Sermão do Monte sob a ótica do acolhimento aos excluídos.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Aluízio Elias
  • Julio Corradi
  • Afonso Chagas
  • Sergio Lavarini
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • A obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” é apresentada não como um romance histórico, mas como uma “historiografia para corações”, escrita por um artista (Humberto de Campos) para tocar a alma e revelar as luzes espirituais por trás das tragédias históricas.
  • A discussão aprofunda a ideia de que o Brasil, sob a égide de Ismael, tem a missão de acolher espíritos endividados e falidos espiritualmente, oferecendo-lhes a oportunidade de resgate através do sofrimento e da caridade, em contraste com a missão materialista de outras nações.
  • É destacada a singularidade da colonização portuguesa no Brasil, que, apesar de suas crueldades, foi marcada por uma “suavidade” em comparação com a colonização espanhola e inglesa, permitindo uma miscigenação e uma “democracia étnica” que hoje se tornam uma vantagem competitiva para o país.
  • O episódio ressalta o papel fundamental do Espiritismo no Brasil como um movimento que busca resgatar o ideal cristão primitivo, focado na espiritualização do ser humano e na vivência da caridade, preparando a nação para ser um farol de luz e esperança para o futuro.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem em coração, de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin e o Brasil é o País do Futuro. Olá pessoal, sou a Luiz Elias e a minha frase de hoje está no livro A Caminho da Luz, no capítulo Espiritismo e as Grandes Transições, em que Emmanuel diz assim Nos campos exuberantes do continente americano estão plantadas as sementes de luz da árvore maravilhosa da civilização do futuro.

Olá pessoal, meu nome é Afonso Chagas, a minha frase está no livro Apocalipse, capítulo 21, versículo 1 Livrimos um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe. Oi pessoal, quem fala aqui é Sérgio Labarini, a minha frase está lá no iniciozinho do capítulo 14 do Evangelho de João Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes também em mim. Há muitas moradas na casa de meu pai, se assim não fosse, eu vou-lhe teria dito. Olá pessoal, aqui é Haroldo Dutra Dias, a minha fala de hoje é um verso do poema Brasil, de Castro Alves, psicografado em 20 de dezembro de 1971, no programa da rede Tupi de televisão, Segundo Pinga Fogo.

Brasil, o mundo a escutar-te, pergunta hoje o que é? Ah, terra de minha vida, responde às nações de pé, das montanhas altaneiras, dentro das próprias fronteiras, alonga os braços, sanção, sem prepotência ou vanglória, grava no livro da história, novo rumo à evolução. É isso aí pessoal, hoje é com imensa alegria que nós recebemos o nosso querido amigo Aluísio de Uberaba, um historiador, hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre o livro Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, e é com muita alegria que nós recebemos você Aluísio, aqui no nosso meio para poder gravar esse podcast, gostaríamos que você sentisse a vontade para participar e trazer a sua contribuição para a gente que é muito valiosa.

Então é isso pessoal, sendo assim vamos para mais um episódio do Pode Ser. A de crescer, nova era de crescer, novo homem, coração de quem quer servir, é prosperir, novo pé, pé duro e largo, íntimo, colorindo o céu de um novo ser, colorindo o céu de um novo ser. Bom pessoal, eu já vou iniciar esse episódio com uma pergunta que eu acho que eu vou abrir o guarda-chuva para a gente poder trazer outras perguntas depois. Por que Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho? Tá todo mundo nervoso aqui. Eu acho que o tema tem uma significação espiritual e infelizmente nós temos décadas de uma interpretação um pouco equivocada do livro e do título.

Porque enxergou-se nessa revelação da missão espiritual de uma nação, um ponto de vista puramente econômico, social e político, que não é a proposta. O que me chama mais atenção é que o livro Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, ele fala de uma governança espiritual de um país, é governado por um espírito chamado Ismael. O próprio Humberto de Campos, no livro Crônica de Alentum, revela que esse Ismael é o Ismael do Velho Testamento, irmão do Isaac, que deu origem ao povo árabe. E esse livro fala de uma composição espiritual, de quais espíritos foram acolhidos nas reencarnações sucessivas para a formação desse país.

E o que me lembra muito é essa estrutura do próprio Ismael, que é a estrutura do peregrino, a estrutura do beduíno, aquele que peregrina pelo deserto e que tem uma lei fundamental, que é a chamada lei da hospitalidade. Todo que peregrina no deserto, toda vez que chega alguém numa tribo, há uma lei costumeira que diz que o peregrino deve ser acolhido. E o que mais chama atenção no livro Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, é que esse será o espírito norteador da formação do país. Às vezes a gente costuma enxergar numa perspectiva de que vieram pra cá exilados, vieram pessoas falidas, veio uma corte indisciplinada, mas na verdade, por trás disso, há um espírito de acolher seres muito inteligentes, seres com vastas experiências na civilização europeia, mas que se perderam por conta da inteligência e do mau uso dos potenciais e que tem no Brasil a oportunidade de refazer seu destino e encontram aqui esse grande beduíno, que é Ismael, acolhendo, acolhendo os que faliram nas cruzadas, acolhendo os que faliram nas guerras europeias, acolhendo os que vem de séculos e séculos de abuso do poder, abuso do dinheiro, abuso das energias sexuais e que aportam aqui nessa grande pátria do evangelho, que é um coração acolhedor.

E aqui, em meio à simplicidade, à quase ingenuidade do índio, mas também uma civilização extremamente bem organizada, que é o índio, dentro das características dele, que é na selva, num país inexplorado, a partir dessa experiência dos índios, a partir da experiência dos africanos, desses portugueses e desses espíritos, formar-se-á uma nação cuja característica principal será essa hospitalidade, esse acolhimento. Acolhimento à diversidade, acolhimento ao sofrimento, à esperança, esperança no porvir, à esperança de se construir algo novo e, evidentemente, nenhuma missão espiritual se desenvolve sem percalço, nenhuma missão espiritual se desenvolve sem sofrimento, sem testemunho e não seria a missão do Brasil, que se realizaria sem testemunho, sem sofrimento, sem lutas, mas sempre acolhendo à diversidade, sempre convivendo, estimulando e fazendo esse caldeirão, essa grande mistura, que é o que representa aí a pata do Evangelho.

Eu diria que… Por que esse título? Eu me recordo do Evangelho, quando ele perguntava sobre Jesus, e eles diziam, ah, é o Galileu, e os judeus, alguns, respondiam assim, mas pode vir alguma coisa boa da Galileia? E foi exatamente nesse lugar que todos questionavam, pode vir alguma coisa boa da Galileia, a não ser peixe e legumes? A pergunta é, pode vir alguma coisa do Brasil? Esse país com graves desigualdades sociais, com graves problemas econômicos, com grave problema de corrupção, grave problema das suas instituições públicas, pode vir alguma coisa?

Pode. Pode vir uma luz espiritual que resgata, que revive o Evangelho original e primitivo de Jesus. Essa é a luz que pode vir do Brasil, coração do mundo, pata do Evangelho. Eu estava pensando aqui, Haroldo, no livro A Caminho da Luz, o Emmanuel faz uma distinção muito clara entre essas duas grandes nações, tanto do ponto de vista territorial, quanto do ponto de vista de liderança regional dentro do continente americano, no caso do Brasil, na América do Sul, e os Estados Unidos na América do Norte, e os Estados Unidos sob uma certa perspectiva em relação a todo o continente.

Mas ele destaca essas duas nações, os Estados Unidos e o Brasil. E ele faz um comentário interessante quanto ao papel que cada um desses países assumem dentro do concerto universal. Quando ele diz que os Estados Unidos, os primeiros, ele diz assim, lá no capítulo 20 do livro A Caminho da Luz, os primeiros, os Estados Unidos, guardam os poderes materiais. O segundo, que é o Brasil, detém as primiças dos poderes espirituais destinadas à civilização planetária do futuro. Então, enquanto um país, por exemplo, tem uma ascendência no presente, dentro de uma linha de raciocínio que valoriza as conquistas econômicas, as conquistas tecnológicas, que vive um primado dentro do panorama mundial no campo do progresso material, o outro país vai se destacar no campo do sentimento, no campo do desenvolvimento das potências do espírito mesmo.

E isso não é uma conquista para hoje, isso é uma conquista para o futuro. Então, isso não quer dizer que para o Brasil vieram espíritos puros, espíritos em uma situação de desenvolvimento superior a qualquer outro do planeta. Não. Para o Brasil vieram, e há um processo de alternância desses espíritos, espíritos compromissados com o aperfeiçoamento do coração. Espíritos que querem ter um coração diferente. E aqui reencarna com esse objetivo, com esse intento. Eu conversava hoje à tarde com o Luísio enquanto a gente preparava esse episódio, e ele estava falando para a gente sobre a expressão Árvore do Evangelho.

Não é Luísio? Você podia falar para a gente um pouquinho, quando ela surge no livro e por quê? Eu imagino, creio eu, que essa já era uma expressão utilizada dentro do contexto do primeiro século e do cristianismo primitivo. Lá no livro Paulo e Estevam, eu achei um trecho lá no capítulo 5, Lutas do Evangelho, em que Pedro, visitando a Antioquia, a Igreja de Antioquia, e conversando com Barnabé e com Paulo, ele faz referência já à Árvore do Evangelho. Ele diz assim para Paulo e para Barnabé, Conhecendo, porém, a atuação do Evangelho na alma popular, o farisaísmo autoritário não nos perde vista e tudo envida por exterminar a Árvore do Evangelho, que vem desabrochando, olha só, entre os simples e os pacíficos.

A Galiléia é que o Haroldo falou. É indispensável, pois, todo o cuidado de nossa parte, então ali, no contexto ainda de luta para se manter a estrutura do movimento cristão na Palestina antiga, já se anunciavam todas as desventuras que levaram a Igreja da Palestina a viver um processo de falência gradativa. Então Pedro diz assim, é indispensável, pois, todo o cuidado de nossa parte a fim de não causarmos prejuízos de qualquer natureza à planta divina, que é a Árvore do Evangelho. Então olha só, Pedro, o pai da Igreja, o grande líder da primeira comunidade cristã, já percebia uma movimentação infeliz em torno do Evangelho e já alertava os companheiros quanto à necessidade de se cuidar com mais zelo da planta divina.

Como nós sabemos, os processos históricos resultaram num processo de falência desse movimento na Antiguidade, no Oriente, mas essa árvore, ou a muda, a mais tenra dessa árvore é transplantada para um solo espiritual novo, um novo ambiente, mais arejado, um ambiente mais salutar para o desenvolvimento dessa planta. Estava pensando aqui, antes de até falar da árvore, lembrando dessa questão do porquê coração do mundo, a terra é um organismo vivo e nós aprendemos que um organismo, ele faz funcionar ou faz movimentar uma função, onde a função cria o órgão e o órgão fixa a função.

Então algumas nações asiáticas tiveram outrora a função metafísica, por exemplo. A Europa, de alguns séculos, teve a função cerebral de pensar, de elaborar no mundo. A América do Norte e noturamente os Estados Unidos tem essa função que o Aloysio falou, da função material, função econômica, criou a civilização do dólar, uma civilização anglo-saxônica. E o Brasil, nós pensamos que está no momento de desenvolver ou aplicar no mundo essa função da generosidade, da fraternidade, da bondade. E isso que é a metáfora do coração, que define aqueles planos do sentimento.

Claramente os outros aspectos são mais exteriores, mais práticos, mais objetivos, eles são mais fáceis de serem desenvolvidos, de serem funcionados, criar órgão específico. Essa expressão do sentimento exige mais o processo do sacrifício, da renúncia, do investimento da alma, ele exige um pouco mais. Então, naturalmente, nós ficamos às vezes com aquela ansiedade que se cumpre imediatamente, hoje, no plano agora, essa promessa. Mas é um processo que vai, e aí nós fazemos uma junção justamente com a árvore. A semente lançada não se torna árvore no outro dia.

Se nós semearmos uma semente de alface gasta talvez 60 dias para termos alface. Se semearmos a semente do jabuticaba, a semente, nós vamos gastar mais de duas décadas, volta de três décadas para termos as primeiras frutescências. Então, naturalmente, a árvore do evangelho é aquela semente lançada no coração da criatura com extrema antecipação no tempo, para que no tempo adequado ela possa vingar como árvore. Como já foi lembrado, ela foi transplantada da Palestina para o Brasil e está crescendo, fixando raízes e desenvolvendo com profundidade todos os seus aspectos de fluorescência e daqui a pouco nós teremos os frutos com mais condição de substância de alimentar as nações.

Nós estamos pensando assim. É uma planta em desenvolvimento, Afonso, é uma planta em desenvolvimento. Eu lembro que o Guimarães Rosa fala no Grande Sertão Veredas, tosou-se, floreou-se. Então, vários processos de tosa, em que essa planta vai ser podada, alguns galhos vão ter que ser estirpados. Esse processo de amadurecimento, de preparo para que a planta cresça forte e tome a forma de uma árvore é um processo lento e em alguns casos doloroso. Entender o desenvolvimento de uma civilização, seja ela qual for, de outra maneira, é ingenuidade histórica e no caso do Brasil, em função da missão dele, também é ingenuidade espiritual.

É conhecer pouco de história e pouco de evangelho. Muito pouco. Ainda mais pensando que o Brasil parece, até me corrija se estiver errado, é único, porque é uma diversidade. A unidade do Brasil está na diversidade. Enquanto nós encontramos nações bem definidas nos seus tipos, o Brasil consegue fazer uma miscigenação, a orientação de Jesus e o comando de Elio define todo um posicionamento em que, o que é realmente o brasileiro? Qual é essa identidade brasileira? Qual é a alma coletiva do brasileiro? É a informação. É um processo.

Então, nós lembramos que o Haroldo falou de várias questões que o Brasil vive na atualidade. São aqueles ramos, os galhos secos que vão precisar serem estirpados no tempo adequado, vão ser podados sim, porque naturalmente a árvore deve vigorar e vingar com frutos bem substanciosos. Tem uma coisa que me chama atenção, muito, sabe? É que a primeira vez que eu li o livro Brasil, o coração no mundo, parte do evangelho, que fala da missão espiritual do Brasil, a gente tem uma visão assim, um pouco romântica da missão espiritual.

No primeiro momento, a gente é tomado por esse romantismo. E que de fato ele não existe na obra. Isso é uma representação do leitor. E Agora, tendo a oportunidade de reler a obra, eu deparei com uma questão inusitada. Por exemplo, no Brasil, coração do mundo, capítulo 7, quando começam os movimentos da escravidão, Humberto de Campos narra assim, a esse tempo a terra do evangelho não é mais conhecida pelo nome suave de Santa Cruz. A força das expressões comuns dos negociantes que vinham buscar as suas fatas, as provisões de pau Brasil, seu nome se prende agora ao privilégio das suas madeiras.

E começa falando se esboçando ali a escravidão. E aí, o que ele vai narrar? Ismael, preocupado, compungido, procurando Jesus e dizendo Senhor, exclama Ismael nas suas preocupações, estendei até nós o manto da vossa infinita misericórdia. Enviai-nos o socorro das vossas bênçãos divinas, para que as nossas vozes sejam ouvidas pelos espíritos que aqui procuram edificar uma pátria nova. Nosso coração se comove ante os quadros deploráveis que se deparam às nossas vistas. Por toda parte, veem-se os infortunios das raças flageladas e sofredoras.

Então, Ismael, comovido com o sofrimento dos índios e com o sofrimento dos negros. Isso me impressiona, porque é um anjo, é um Espírito puro, comovido, perplexo, pedindo socorro a Jesus. Quer dizer, isso a gente não lê, a gente lê isso na obra e passa. A gente fica preocupado porque aconteceu alguma coisa na política, algum fato social no Brasil. Ah, Brasil falou que é pátria do Evangelho, fica apavorado. Aqui o próprio Ismael está apavorado, pedindo socorro a Jesus. E aí Jesus diz pra ele, Ismael, nas tuas obrigações e trabalhos, considera que a dor é eterna lapidária de todos os espíritos e que o nosso Pai não concede aos filhos fardo superior as suas forças nas lutas revolutivas.

Abriga, aí, na sagrada extensão dos territórios do País do Evangelho, todos os infortunados e todos os infelizes. No meu coração, ecoam as súplicas dolorosas de todos os seres sofredores que se agrupam nas regiões inferiores dos espaços próximos da Terra. Agasalha-os no solo bendito que recebe as irradiações do símbolo estrelado, alimentando-os com o pão substancioso dos sofrimentos depuradores e das lágrimas que lavam todas as manchas da alma. Leva a essas coletividades espirituais sinceramente arrependidas do seu passado obscuro e delituoso a tua bandeira de paz e de esperança.

Ensina-lhes a ler os preceitos da minha doutrina nos códigos dourados do sofrimento.” Olha! Fala parte do Evangelho, a gente imagina glória, descanso, maravilhas. Ler nos códigos dourados do sofrimento. Aí o Ismael vai lá nas regiões umbralinas e o livro vai descrever, lá ele encontra espíritos caídos das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, perdidos nos caminhos da treva e das suas consciências polutas. E aí Ismael fala, irmãos, exorta ele comovido, comovido, até o coração do Divino Mestre chegar os vossos apelos de socorro espiritual.

Ou seja, espírito no umbral rogando a Jesus uma oportunidade e ele fala, olha, chegou no coração de Jesus. “da sua esfera de brandos arrebóis cristalinos ordena a sua misericórdia que as vossas lágrimas sejam enxugadas para sempre.” E aí ele fala “saber que todas as aquisições da filosofia e da ciência terrestre são flores sem perfume ou luzes sem calor e sem vida quando não se tocam das claridades do sentimento. Aqueles de vós que desejarem o supremo caminho venham para a nossa oficina de amor, de humildade e de redenção.” E aí, nas estradas escuras e tristes da angústia espiritual, viu-se então que falanges imensas, ansiosas e extasiadas, avançavam com fervorosa coragem para as clareiras abertas naquela mansão de dor e de sombras.

Todos queriam, no seu testemunho de agradecimento, beijar a bandeira sacrossanta do mensageiro divino. O seu emblema Deus, Cristo e Caridade refugia agora nas penumbras, iluminando todas as coisas e clarificando todos os caminhos. Então, eu acho essa passagem aqui a explicação do que que é a missão do Brasil. O que que é a pata do Evangelho? A pata do Evangelho é ler nos códigos dourados do sofrimento. E o coração do mundo foi ter acolhido antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, fora os outros que receberam depois.

Revolução Francesa, Noite de São Bartolomeu, todas essas tragédias que aconteceram lá na Europa e esses espíritos vêm e reencarnam aqui no Brasil, porque sabem que aqui no clima do sofrimento, da dificuldade, da luta, eles vão recompor o sentimento que está adoecido. Isso eu acho muito relevante. Essa perspectiva, acho que em momento nenhum ela pode ser perdida na leitura da obra. Não sei o que vocês pensam sobre isso. Estou pensando no que você está falando, Haroldo. Tem um aspecto que me chama muito atenção quando a gente olha a questão dos Estados Unidos que o Aluísio trouxe, a questão do Brasil e vamos falar aqui da América Hispânica.

Eu acho que o grande diferencial que tem a ver e que, vamos dizer assim, imprime uma característica relevante na história do nosso país é o fato de a gente ter sido colonizado por Portugal, especificamente. E por que que eu acho que esse ponto, talvez o Aluísio depois possa nos ajudar um pouco mais com o conhecimento dele com isso? No livro Brasil Coração do Mundo, tem um momento que Jesus fala para Elio para buscar o povo mais simples, o povo mais trabalhador, o povo mais humilde da Europa para que esse povo fosse o portador dessa primeira migração da Europa para a América.

E há aí uma coisa muito importante, é porque o espírito português ele é mais amoroso, por exemplo, que o espírito espanhol. O espírito espanhol é um espírito mais conquistador. A conquista na América Hispânica, ela foi muito mais cruel. O choque de cultura que os Colonizadores espanhóis promoveram com as civilizações que aqui existiam, nos países que eles entraram, foi muito forte. Quem já teve oportunidade de visitar, por exemplo, Lima no Peru, sabe que onde existia uma pirâmide construída pelos incas, os espanhóis destruíram toda ela e no mesmo lugar, com as mesmas pedras, construíram uma igreja.

Então, assim, foi um negócio muito forte a maneira como a colonização hispânica se implantou aqui na América. E os portugueses eles foram um pouco mais relaxados, mas o relaxado no bom sentido. Do tipo assim, vamos viver bem aqui, vamos viver entre nós aqui. Eles fizeram essas crueldades que você bem colocou, Haroldo. A escravização dos índios aconteceu, a escravização dos negros aconteceu, isso não foi coisa pequena, mas os mesmos fatos povoaram, por exemplo, os Estados Unidos, que também teve escravidão, como também povoaram a América Hispânica ali na região da América Central.

Então a escravidão, ela foi com muito sofrimento, ele existiu na América como um todo. Mas uma característica marcante do Brasil em si, e que lá no Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta, na pergunta 215, sobre os caráteres distintos dos povos, e que a espiritualidade nos responde que os espíritos se juntam para formar as nações de acordo com as suas afinidades, isso é colocado lá na pergunta 215, é Interessante que aqui, no Brasil, tem um clima favorável, um clima um pouquinho mais amistoso, não é nada singelo também não, não vamos imaginar que Portugal era uma colônia, um colonizador brando, não foi, mas versus o que existiu na América Hispânica, e versus o modelo que foi implementado na América do Norte, que já nasceu brigando com a sua matriz inglesa, por definição, foi uma coisa um pouco mais suave, e aí, na hora que você imprime isso, essa característica desse povo que começa a nascer, você, de certa forma, cria ali um imã magnético, que começa a atrair essas almas que você falou, Varô, que você começa a atrair para aquela geografia do mundo espíritos que vibravam em condições semelhantes àquelas que ali estavam, e com desejos parecidos, com interesses parecidos de progresso, e que foi aí que surgiu toda essa essa saga nossa, que talvez valesse a pena a gente explorar um pouquinho mais aqui, porque eu acho que esse ponto é um diferencial.

A carta de Peruvá de Caminha Senhor, posto que o capitão morda esta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Tome, vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade. Queria bem, por certo que, não porei aqui mais daquilo que vi, e me pareceu. A partida de Belém foi segunda-feira, nove de março. Sábado, catorze do dito mês, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Gran Canária. E domingo, vinte e dois também do dito mês, às dez horas, houvemos visto das Ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da Ilha de São Nicolau, segundo o dito de Perescolar, piloto.

Segunda-feira, ao amanhecer… Capitão, Arnaldo e Vasco de Ataíde não me é aparente. Se perdeu, capitão? Façamos uma diligência para encontrá-lo. É, capitão, não há meios de encontrar Arnaldo e Vasco de Ataíde. Veja! Terra à vista! Isso mesmo, capitão. Um grande monte, muito alto, redondo, e de outras serras mais baixas ao sul. Maravilhoso! Darei o nome de Monte Pascual, já que estamos nas oitavas de Páscoa. E a terra? Terra de Veracruz. Lançar prumo! Permanecemos aqui esta noite de quarta-feira, e pela manhã faremos vela e seguimos em direitos a terra.

Dali, avistamos homens que andavam pela praia. Eram pardos, todos nus. Nas mãos traziam arcos com suas setas. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, ou uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio. Tais peças, creio que o capitão manda a vossa alteza. E com isso, nos volvemos às naus por ser tarde demais.

Eu estava pensando, a gente não pode confundir, acho que é o grande problema quando o pessoal vai estudar Brasil Curação do Mundo, a condição dos espíritos que vieram pra cá e os anseios, que são coisas distintas. A condição espiritual dos espíritos que pra cá vieram, em que reencarnaram nas culturas que formaram a civilização brasileira, era uma condição lastimosa, muitas vezes. De profundo endividamento, o trecho que o Haroldo Ludeu mostra bem isso. Espíritos muito comprometidos com a lei divina, essa era a condição.

Agora, o anseio, o anseio era de melhora, era de progresso, era de reforma íntima. E a espiritualidade, ela conhece a profundidade de cada coração. E acho que é por isso que, de repente, a gente vai ter todo esse panorama interessante, que o Olavo Bilá, que descreve bem, e o Humberto Campos, mencionam no início do livro, na apresentação do livro, da formação da civilização brasileira a partir das três raças tristes que ele menciona. Que é o índio, o europeu e o africano. Quer dizer, o europeu sai de lá num processo de dor.

O Fernando Pessoa vai mencionar, ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. Você deixa a família, você deixa filhos, você deixa a pátria que você ama e parte rumo realmente ao desconhecido. Você não sabe pra onde vai. E por necessidade material. É um país que dependia do comércio marítimo, comércio com o Mediterrâneo, as rotas marítimas do Mediterrâneo, e que não vê outra alternativa de sobrevivência, a não ser buscar rotas e buscar novas fontes de atividade mercantil. Esse português que sai de Portugal, sai impulsionado por um processo de dor.

Sai saudoso, sai triste. Alguns deles em condição de degredo. O africano sai de lá também numa condição ainda pior. Sai escravizado, é aprisionado, levado pra feitoria, embarcado, rumo a sabe lá onde, desconhecendo pra onde ir. Chega ao Brasil, ao território brasileiro, e aqui vai viver na condição de escravo. E o índio, que tinha o seu ambiente paradisíaco, que os jesuítas vão comparar realmente a visão do paraíso e a toda aquela liberdade, aquela vida realmente que era a senhora da terra que usufruía, e tem esse mundo desconstruído pela presença do estranho, do estrangeiro.

Serão três raças que viviam processos de dor. Agora, nós estamos falando das culturas que ao longo de um processo lento, vão se miscigenando. E o processo que está por detrás disso, que é o processo de enxerte espiritual. Porque o português que chega aqui… O que reencarna nas tribos indígenas, o que reencarna na África, pra vir como escravo, o que reencarna como português pra vir pra cá. E aí você vai vivendo esse processo. É muito cômodo, uma visão muito simplista, simplesmente você falar que portugueses massacraram tupi-guaranis.

E o tupi-guarani, que depois reencarna no corpo de um mestiço, e que vai massacrar tribos tapuias do sertão, do interior. Porque já viviam esse processo antes os portugueses chegarem. Como é que ocorre o processo de ocupação do litoral brasileiro? Com o massacre e a expulsão de tribos tapuias, que são empurradas pro interior do Brasil. Então, tem toda essa condição de dor, de profunda dor, em que as três raças se encontram, cada um vindo de uma condição de perda do seu lugar. O africano perde a África, o português perde a Europa, e o índio perde o lugar que tinha.

E depois vêm os processos de alternância reencarnatória, em que um reencarna na condição do outro. E mais um detalhe que o Darcy Ribeiro menciona, depois de algumas décadas, você já tinha a presença do ninguém. É um processo que o Darcy Ribeiro chama de ninguendade. Você não era mais nem índio, nem africano, nem europeu. O que você era? Brasileiro. Já era uma outra coisa. E você já vai reencarnar numa outra configuração étnica, em que você já não tem nem quem odiar, porque você vai odiar quem? O branco vai odiar o negro, o escravo.

Mas esse branco já, depois de algumas décadas, é um mulato, já. Já é amanhã, senhoras. E por conselho dos pilotos, vamos levantar âncora, fazer vela e ir ao longo da costa. Sigam com os navios pequenos para acharmos uma brigada e um bom pouso. E velejamos nós pela costa. Acharam jitos os navios pequenos, um recife com o porto dentro. Estando Afonso Lopes, o nosso piloto, em um daqueles navios pequenos, meteu-se logo na esquife a sondar o porto. E tomou dois daqueles homens da terra, mancebos e de bons corpos. Trouxe-os logo já de noite ao capitão, em cujo anal foram recebidos com muito prazer e festa.

O capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira. Estava bem vestido, com um colar de ouro muito grande ao pescoço. Todos nós, que aqui na anal com ele vamos, estávamos sentados no chão. Eles entraram, mas não fizeram sinal de cortesia, nem de falar com o capitão, nem a ninguém. Porém, um deles pôs o olho no colar do capitão e começou a acenar com a mão para a terra e depois pro colar, como se nos dizendo que ali havia ouro. Deram-lhes ali de comer, deram-lhes um vinho, mas eles não gostaram, nem quiseram mais.

Trouxeram-lhes a água e não beberam. Viam deles umas contas de rosário. Acenava para a terra e de novo para as contas, e pro colar de ouro do capitão, como dizendo que dariam ouro por aquilo. Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias vão em terra e levem os dois homens nus. Fiquem por lá e andem com eles para saber sobreviver de suas maneiras. E você, Pero Vaz, vá com Nicolau. E uma outra coisa, né, Luiz, porque se a gente faz um histórico da civilização brasileira, da colonização, apenas do ponto de vista do domínio das terras e das lutas, aí eu vou tomar, assim, os guerreiros indígenas, os caciques, os guerreiros, as lutas que eles tinham entre as tribos aqui, aí eu vou pegar também as tribos da África e os seus guerreiros e as suas lutas que sobrevivem até hoje, esse fenômeno está lá na África, dividindo e flagelando a África até hoje.

Aliás, essa era uma estratégia portuguesa para trazer o africano para cá. Trazer africanos de etnias diferentes e antagônicas para que aqui no Brasil não formassem um bloco incomum e um bloco que… Agora, essa leitura também é uma leitura reducionista. Porque eu tenho também a mulher africana que foi tirada o filho dela e para os seios dela foram levados os filhos do senhor e ela amamentou os filhos do senhor, do dono dela. Então, isso não é narrado nos livros de história. Essa mãe africana que traz a culinária, que domina a casa de engenho, que se transforma na grande auxiliar da senhora…

Gilberto Freire traz isso lá em Casa Grande de Senzala. Não dá também, porque senão a gente fica numa perspectiva de fazer um corte muito machista da história só de homens guerreiros. E essas renúncias anônimas, essa história da vida privada, vamos dizer assim, e que é construída no Brasil e que dá grande aura para isso. Porque nós não tivemos guerra de secessão aqui. Nós não tivemos guerra de secessão no Brasil. Então, a gente tem uma história aí também que passa por caminhos inusitados, inusitados dessa grande mistura, dessa grande troca também, e as missões jesuíticas no Rio Grande do Sul, no Piratininga, as comunidades que foram formadas, os povos das sete missões, as comunidades que foram formadas ali, ao pé daqueles missionários jesuítas, que eram Espíritos superiores, Anchieta, Manuel da Nóbrega e tantos outros, que formaram comunidades simples com os índios ali, que quando os espanhóis que o Sérgio estava falando chegaram, os índios resistiram junto com os jesuítas.

Sob o lema essa terra tem dono, não aceitando lá o pacto de Madri. Então, olha que união bonita, formando aquelas cidades ali, Santo Ângelo, lá no Rio Grande do Sul, no próprio Piratininga, a fundação de São Paulo. Então, tem aspectos desagradáveis, tem aspectos desafiadores, Ismael chora, se angustia com todos eles, toda hora ele vai tomar consultoria com Jesus, por conta disso, buscando na experiência de Jesus, porque ele está governando um país, Jesus é o governador do planeta. É interessante que Ismael o tempo inteiro fica chorando para Jesus, ah, os portugueses estão escravizando os africanos, aí Jesus, calma, tudo tem seu tempo, aí chega um momento em que Jesus fala, agora os portugueses vão sofrer, aí Ismael toma as dores, os portugueses falam, não, mas mestre, dá mais alguma chance.

Mas eu queria trazer uma questão, vamos até ver se ela desce bem, porque nós estamos falando de árvore do evangelho, e eu nasci no interior, e a gente plantava muita horta, e o grande elemento para que a semente germinasse era o adubo, o adubo orgânico. Então, se nós fizermos uma metáfora, uma comparação das pessoas que nós achamos espíritos, que não eram de classes muito importantes, intelectualizadas, às vezes até com uma moral um pouco duvidosa, ou com expressões negativas, se fosse esse adubo, ao longo do tempo, ele pode verdadeiramente fazer com que a árvore cresça, porque ele está em desenvolvimento, é cíclico, não é?

Agora, eu queria trazer uma reflexão aqui, sobre esse processo, no livro Falando a Terra, tem uma mensagem do Espírito Deodoro da Fonseca, Impressões. 50 anos, aproximadamente 50 anos após a programação da República, ele faz uma reflexão e escreve através do Chico Xavier, eu queria ler só dois parágrafos, está no nono parágrafo, ele diz assim, cabe-nos confessar hoje, honestamente, que ignorávamos a nossa condição de povo juvenil, com indiciocrasias que não pudéramos perceber. Em vão, tentamos os transplantes das árvores ideológicas da Inglaterra, da França e da Suíça, para a nossa gleba política-administrativa.

Tentou trazer, naquela ocasião, um modelo, a árvore ideológica, França, Inglaterra e Suíça. De vez que o conceito, para a gleba política-administrativa, de vez que o conceito foi em vão, de vez que o conceito de Estado não passava de ideia pragmática em nossa mente coletiva, ainda incapaz de vivê-lo no trabalho e na responsabilidade, no pensamento e na emoção dos povos que se ergueram para tomar as rédeas dos próprios destinos. Ele não está falando de desilusão, ele está fazendo reflexão. Tentou trazer uma coisa que não estava pronta para realizar.

Quer dizer, é uma reflexão de um espírito que estava no comando da Proclamação da República, já bem avançado, no terreno aqui que nós estamos trabalhando, da chegada, mas que mostra esse processo em que os espíritos vão se amadurecendo, vão compreendendo toda a extensão da responsabilidade que pesa nos ombros. Imagina nós, brasileiros, que estamos esperando de um Brasil regenerado e nós, não é mesmo? Que somos os agentes, porque nós somos brasileiros. Então eu acho que é essa reflexão que o primeiro presidente do Brasil faz no livro Falando da Terra.

Afonso, é fantástico isso que você está citando, porque a experiência que ele quer trazer são de povos que têm 1.300, 1.500, 1.600 anos de experiência. Então, quer dizer, você vai trazer uma experiência que países demoraram mais de mil anos para construir, por uma parte que tinha 400 e pouco. Então, quando a gente pensa hoje que o Brasil só tem 500 anos, será que nós somos prontos para experiências que a Suíça demorou 1.200? Caminhamos e passamos um rio que por ali corria. Então, se começaram de chegar muitos. Ali andavam entre eles, 3 ou 4 moças, com cabelos muito pretos, compridos.

E suas vergonhas tão altas, tão serradinhas e tão limpas, que de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha. Acenamos-lhes que se fosse. E assim o fizeram. Então, volvemos-nos as naus. Ao domingo de Páscoa, determinou o capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu. E ali com todos nós outros, fez dizer missa, a qual foi dita pelo padre Frei Henrique. A qual missa, segundo meu perceber, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. Acabada a pregação, voltou o capitão com todos nós para os batéis, com a nossa bandeira bem alta.

Embarcamos e fomos todos em direção a terra para passarmos ao longo por onde eles estavam. Como viram o esquife de Bartolomeu Dias, chegaram-se logo todos a água. Saiu um homem do esquife e andava entre eles, sem implicar em nada. Com isto, se envolveu Bartolomeu ao capitão e viemos-nos as naus. Viemos a comer. Capitães de todas as naus, vos parece interessante mandar a notícia do achamento desta terra para a vossa alteza? Sim! Que assim seja, mandaremos a notícia. Agora voltem para vossos batéis em terra, pois vamos folgar.

Fomos todos nos batéis em terra, armados e a bandeira conosco. Ao desembarcamos, e alguns dos nossos passaram logo o rio e meteram-se entre eles. A segunda-feira, depois de comer, saímos todos em terra a tomar água. Ali vieram então muitos homens nus, mas não tantos como as outras vezes. Trouxeram de lá muitos arcos e barretes, dos quais, creio, o capitão há de mandar mostra à vossa alteza. Neste dia, os vimos mais de perto e mais à nossa vontade. Afonso Ribeiro e Diogo Dias, deverás andar entre eles agora e passem esta noite por lá.

Capitão! Capitão! Em cada casa se recolhiam cerca de trinta ou quarenta pessoas. Nos deram de comer muito inhame e muitas sementes. Mas quando se fez de tarde, não quiseram que lá ficássemos. Fizemos uma troca. Resgatamos cascavéis, papagaios e um pano de penas de muitas cores. Muito bem! Espero que essas coisas sejam vistas por vossa alteza. Trate de guardá-las, pois vou enviá-las. Pela manhã, voltem à terra em busca de lenha e para limpar nossos trajes. Estavam na praia quando chegamos e vieram logo para nós, sem se esquivar.

Tanto que alguns nos ajudavam a carretar lenha e a meter nos bateis. Lutavam com os nossos e tomavam muito prazer. Enquanto cortávamos a lenha, faziam dois carpinteiros uma grande cruz num pau que ontem Paraíso escortou com a ajuda dos homens nus. Cerca da noite nos volvemos para as naus com nossa lenha. Recordo-me claramente de quinta-feira de abril. Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Música Isso aqui a gente tem que ficar atento. Os verdadeiros bens da vida.

Os verdadeiros bens da vida. A gente repensa o conceito de país rico, né? País rico é o que tem muitos bens. Mas quais bens? Os perecíveis ou os imortais? Lembrando aquele ladrão que ouviu o Paulo de Tarso falar com Barnabé que tinha um tesouro, né? E roubou o evangelho, né? Eu tô pensando aqui nesse processo como um todo, né? Assim, eu nessa minha corrente de reencarnação já tive a oportunidade de conhecer muitos países por questões profissionais e a gente realmente vê que cada povo tem um jeito de ser, né? E a nação norte-americana a qual eu confesso, eu tenho muita admiração pela maneira como aquelas instituições foram formadas e também reconheço a fria e a dureza que o caráter norte-americano possui, especialmente no que diz respeito ao progresso material lá é um país de que existem todas as possibilidades de se vencer, mas se você não vencer e ficar pobre, a pobreza é muito dura, porque não tem a sociedade norte-americana, ela não é condescendente com o fracasso.

Ela é dura. Então, assim, ou você se faz, ou você se faz. Você não tem outro caminho. E eu acho que a América como colocou a Luísa pra nós aqui, as Américas, né? Elas servem realmente de contraponto à Europa, porque a América do Norte existiram espíritos que reencarnaram nos Estados Unidos absolutamente extraordinários no que diz respeito ao desenvolvimento do progresso intelectual. Espíritos, assim, brilhantes, né? Você tem por exemplo, um Vanderbilt, que foi o maior, ele chegou na época dele a ser o maior bilionário da face da terra porque ele dominava todas as ferrovias dos Estados Unidos.

Você tem o John Rockefeller que foi o barão da indústria do petróleo. Você tem o J.P. Morgan que fundou e constituiu toda a indústria bancária. Então, nos Estados Unidos reencarnaram espíritos muito importantes com uma missão muito específica de desenvolver naquela sociedade um progresso intelectual e material muito relevante. E que promoveu uma migração da Europa para os Estados Unidos absurda, especialmente dos saxões. Alemães, irlandeses, escoceses, ingleses, principalmente esse pessoal foram migrados, migraram muitos para a Europa.

O Brasil já foi, aos olhos do mundo atual, entre aspas enormes, a escória da Europa, né? Os latinos, eu mesmo sou descendente, meu bisavô é italiano, ele era analfabeto. Ele era um sem terra na Itália, analfabeto. Chegou no Brasil sem saber ler e escrever e ganhou um pedacinho de terra lá em Santa Efigênia, na região aqui de Belo Horizonte, onde o central, na época, era a periferia. Quem veio para o Brasil foi realmente esse tipo de pessoas, que eram iletrados e tal, mas eram pessoas simples. Eram pessoas que não tinham nada a perder, mas tinham sonhos, tinham ideais de construir aqui, algo de diferente que fosse melhor que o sofrimento que moravam lá.

E isso tudo vai imprimindo na nação, nas nações, uma certa característica. Então, o brasileiro, aonde você vai no mundo, onde você conhece, as pessoas têm um olhar doce para o Brasil. Qualquer nação no mundo olha para o Brasil com uma certa doçura porque identifica no povo brasileiro características de comportamento, características de generosidade que só aqui tem. Ninguém consegue ter isso. Essa maneira tranquila de abraçar um ao outro. E essa característica da nossa nação a coloca na vanguarda de discussões dessas questões sociais nesse século que se inicia.

Porque não existe nenhuma sociedade na face da terra hoje com a democracia étnica que o Brasil tem. Ah, tem racismo no Brasil? Tem alguma? Tem. Tem olhares duros, às vezes, para a cor da pele ou para o seu cabelo é liso ou não? Tem. Mas não é tão exacerbado ou tão duro quanto você encontra por exemplo no interior dos Estados Unidos. Quando você encontra, por exemplo, em vários países da Europa, que aí não é nem a questão da cor da pele, mas é a etnia mesmo, você vê alemão brigando com turco, assim como você vê pessoas na França realmente tratando mal marroquino, argelino, que nem necessariamente é negro não, mas é africano.

E essas questões são muito duras. Nosso país, nós abraçamos isso com mais tranquilidade. E é hoje uma vantagem competitiva que o Brasil possui, competitiva que eu falo no sentido da sociedade mais cristã, mais fraterna, e que de alguma maneira é referência para outros lugares do mundo. Pelo menos eu sinto dessa forma. Interessante você falar essa questão do progresso norte-americano. Eu estava pensando aqui, tem uma autora, que é a Anitta Nowinski, ela trabalha com a questão dos marranos, da população judia no Brasil colônia, e ela era uma população muito maior do que a gente imagina.

Eles fundaram Nova York, eles saíram de Recife para fundar Nova York. A tradição hebraica, a comunidade hebraica, uma comunidade se notabilizou em dois campos. Primeiro no desenvolvimento econômico, comércio, o senso administrativo muito aguçado, os empresários judeus são muito bem sucedidos nos Estados Unidos. E essa foi a herança da comunidade judaica para os Estados Unidos. Uma economia sólida com empresas que se notabilizam no mundo inteiro. Famílias judias. E aqui no Brasil a tradição de religiosidade. A grande herança dessas famílias, dessa comunidade judia do Brasil colônia é essa tradição de estudo e De lidar e de manusear o texto bíblico com uma certa com muita qualidade, com muita propriedade porque depois os processos reencarnatórios já não reencarna mais em família judia mas leva para as famílias mestiças essa tradição que vem de longe.

Eu fiquei pensando que enquanto o Sérgio citava esses grandes espíritos que nasceram na América como empreendedor e eu tentava ver aqui a contrapartida no Brasil que é um outro tipo de construção. Então veio para cá Manoel da Nóbrega fundou São Paulo Anchieta e depois Fabiano de Cristo. Mesmo espírito. Bezerra de Menezes Eurípes Barçanufo Ivone Pereira Chico Xavier Irmã Dulce Ou seja, o aporte de espíritos que vem no Brasil com essa missão específica de trabalhar a espiritualidade a impressão é que houve realmente uma divisão de tarefa.

A América do Norte construiu as bases da economia lá e da questão toda. E para o Brasil essas coisas da espiritualidade. Pena que a gente só sente do desafio desses dois países que tem uma missão na América Estados Unidos, cérebro, Brasil, coração isso já está dito por Emmanuel, já está explicitado dois problemas graves para essas duas nações o problema dos Estados Unidos é o problema do imperialismo e que gera tem gerado e gera para os Estados Unidos um carma coletivo gigantesco Estados Unidos tem um histórico de guerras de incursões no Oriente Médio, covardes incursões no mundo inteiro indústria bélica americana a indústria bélica, quer dizer o Estados Unidos tem um histórico aí um problema que ele vai ter que rever porque é uma nação maravilhosa é uma nação que tem uma missão linda a missão dos Estados Unidos seria essa missão de civilizar a América trazer o progresso para toda a América unificar a América e civilizar a América e o Brasil essa missão da espiritualidade mas que correu caiu num outro viés o escolho do Brasil é a questão da honestidade, da desigualdade da falta de seriedade, de ética em uma série de questões seriedade e ética que é o nosso grande problema porque não faltam recursos mas falta seriedade falta ética em alguns aspectos da vida pública do Brasil parece uma anedota vira uma anedota mesmo mas são desafios quer dizer é uma missão que está em construção e a espiritualidade resolve isso fácil fácil passa a reencarnar brasileiros dos Estados Unidos daqui em diante e muitos americanos no Brasil e assim o processo e sem falar o processo de imigração a questão das colônias aqui no Brasil é uma coisa muito forte a colônia japonesa que tem crescido exponencialmente sobretudo na região de Brasília tem comprado terrenos enormes o Japão tem tendo em vista esses catástrofes lá que é um povo maravilhoso trabalhador o intercâmbio entre colônias espirituais o irmão Jacó quis conhecer as colônias da América do Norte quando eu lhe voltei é fascinado com a cultura norte-americana então tem esse aspecto também que a gente tem que levar em conta isso aí, falar da Humberto de Campos entrevistando o Meryl Moore nos Estados Unidos, naquela viagem que eles foram pra lá, maravilhoso quando o Afonso Latras leu a mensagem do Teodoro da Fonseca eu Imediatamente quando ele estava lendo eu me lembrava, no final do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Humberto de Campos traz pra nós uma visão que a espiritualidade tem de que quando uma nação, um país ele passa pro estágio da república e que ele passa, para de ter essa questão da hereditariedade do trono aquela linha de sucessão que a espiritualidade consegue interferir diretamente na programação dos reencarnantes a nação que implementa o sistema político da república ela se torna mais responsável porque ela começa a viver ali de certa forma alguma democracia e a vontade do povo, a maioria do povo é que imprime a escolha dos seus governantes esse aspecto é muito importante porque os Estados Unidos eles são a república desse lado de cá, a república mais velha e muito cedo aquela nação começou a ter a responsabilidade de escolher os seus governantes e como ela não teve um processo de maturação e evolução ao longo do tempo de uma certa maturidade pra poder fazer escolhas melhores a sociedade americana permitiu no seu início na tentativa e erro de escolha dos seus presidentes muitos desmandos porque quando eles aprovaram por exemplo a invasão do oeste pra conquistar e expandir as fronteiras norte-americanas e incorporar certos territórios roubando do México roubando do Canadá da França, foi na raça sob as bênçãos das presidências norte-americanas naquele momento, que incentivavam e promoveram a conquista então essa essa nação de alguma maneira muito cedo na sua história, fez opções belicosas de crescimentos e de conquistas que realmente promoveram um expansionismo muito significativo, mas que marcaram de maneira muito definitiva o DNA do americano que é o DNA do seguinte de certa forma vale tudo desde que eu esteja respeitando alguma lei, só que se essa lei foi impiedosa, tudo bem eu posso passar por cima eu posso matar, eu posso portar a arma, eu posso fazer uso do que bem entendo então todos esses grupos que foram citados aqui, muito bem lembrados pelo companheiro tentaram de alguma maneira criar algum equilíbrio espiritual na sociedade americana mas aquela nação que deu espaço para um crescimento muito significativo do poder e atraiu muita gente aventureira que queria realmente crescer de qualquer forma impactou no que eles são hoje então se por um lado se conquistou muito poder, muito desenvolvimento intelectual, o karma adquirido é muito grande e isso é um problema sério a democracia brasileira que é muito recente para nós aqui, ela é muito recente ela começa a ter um pouco mais de critério na seleção dos seus governantes há um clamor pela ética hoje como nunca se ouve antes há uma intolerância pela corrupção há uma questão nova a ser abordada e conduzida pela sociedade brasileira que vai favorecer coisas que o Humberto de Campos coloca para nós lá como sendo importantes para aquilo que nós queremos ser como nação no futuro essa vivência evangélica essa discussão das questões morais elas hoje tornam um papel muito mais relevante na nossa sociedade do que qualquer outro momento que a gente teve na nossa história e aí Sérgio reforçando isso que você estava falando a gente vê agora recente o discurso do Obama sobre o Estado, aquele policial que em legítima defesa atira contra a pessoa desarmada e o próprio presidente dos Estados Unidos questionando essas leis que permitem aí uma legítima defesa legítima defesa de alguém com a arma de alguém que está sem arma e Você vê o tipo de problema que a mentalidade que a sociedade americana está lidando não é, não são os nossos são problemas muito diferentes é um problema que vem aí desse colonialismo, desse imperialismo e tudo, e os nossos problemas não são problemas menos graves mas não são problemas dessa natureza são problemas de outra natureza eu queria propor que nós trouxéssemos para o nosso debate aqui agora como é que o espiritismo é inserido nesse contexto porque se o Brasil é o coração do mundo, pátria do evangelho e o evangelho que nós abraçamos e entendemos e que a espiritualidade nos fala ele efetivamente ele passa pela, vamos dizer assim o resgate do cristianismo primitivo na sua essência na sua pureza de olhar para o seu irmão como alguém importante para você o espiritismo brasileiro que é de longe o maior movimento espírita na face da terra inserido nessa nação tem um papel importante inclusive é um capítulo do livro Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho eu ia até o capítulo final, viu Sérgio o Pátria do Evangelho que o Humberto de Campos diz assim só o legítimo ideal cristão reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo poderá com a sua esperança e o seu exemplo espiritualizar o ser humano espalhando com seus labores e sacrifícios as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro aqui a gente tem vários fatores que eu percebi ao longo do livro todo e que estão resumidos aqui primeira a metáfora da planta de novo, semente árvore eu percebi que sempre que aparece a palavra semente vem associada a palavra futuro porque a semente é a promessa semente é a árvore latente ainda vai vir um processo de desenvolvimento e o segundo aspecto é a questão de espiritualizar o ser humano aí eu me lembrei do livro nosso lar, o prefácio do nosso lar que o Emmanuel fala que mais que espiritismo e mais espiritualismo precisamos de espiritualidade então o papel do espiritismo no Brasil é antes de tudo resgatar o ideal cristão e qual que é o ideal cristão?

É o culto ao espírito esse culto ao espírito às virtudes, aos valores aos bens do espírito encontra no Brasil nas dificuldades no convívio muitas vezes com espíritos em processo de regeneração complicados o meio perfeito para o exercício da caridade e o exercício da caridade é a expressão mais espiritual do ser a gente estava refletindo sobre isso não é Luiz? Mas assim quando o imperador Constantino define o cristianismo como religião oficial do estado ou inicia um processo não se preparou o estado para ser um cristão oficial do cristianismo e naturalmente nós perdemos o bonde digamos assim da história espiritual no planeta e morreu, o cristianismo morreu tanto está revivendo, só pode reviver e a nossa o papel hoje dessa revivescência do espiritismo do cristianismo através do espiritismo ele é fundamental então nós entendemos que na administração de Jesus na pedagogia divina de Jesus tem esse momento de morte a morte é sempre condição de vida também e agora um resgate do legítimo evangelho compreendido em espírito em verdade mas não naquela teoria somente e a vivência dele então eu estava lendo aqui que nesse capítulo do Brasil coração do mundo e pátio do evangelho lá no final, no último capítulo né, pátio do evangelho, capítulo 30 ele diz assim, o maior problema é o da educação nacional para que os filhos das outras terras necessários e dispensáveis ao progresso econômico da nação não se sintam dispostos a reviver no Brasil as taras de suas antigas organizações e sim absorvidos no círculo espiritual do país do evangelho possam integrar as suas fileiras de fraternidade e evolução eu lembrei agora de um outro livro que remete a essa questão da educação, livro amor e ódio, da Dona Ivone Pereira o Gaston da Bervil a epopeia de se trazer o personagem Gaston da Bervil aqui pro Brasil pra ser o que no Rio de Janeiro?

Professor professor sobre o amparo e de quem? De Dom Pedro II que foi o estadista mais preocupado com a questão da cultura, desenvolvimento da cultura e da educação no Brasil o imperador mais republicano mais republicano eu lembro isso que todos vocês estão falando aqui nessa poesia que eu citei no início do Castro Alves lá do Pinga Fogo 2 e ele termina a poesia com duas estrofes desde o dia em que nasceste ao forceps de Cabral o tempo se iluminou na Bahia maternal hoje que o mundo te espera para as leis da nova era por Brasília envolta em luz que em ti a vida se integre de Manaus a Porto Alegre no espírito de Jesus ao resguardar o direito mantendo a justiça e o bem luta e rasga o próprio peito mas não desprezes a ninguém levanta o grande futuro ergue tranquilo e seguro a paz nobre e varonil a humanidade que chora clamando Senhor e agora o Cristo aponta Brasil e hoje que é sexta-feira primeiro de maio pela manhã chantamos a cruz ali disse a missa novamente o padre Frei Henrique estiveram conosco assentados todos de joelhos assim como nós repetiram todos os nossos gestos certifico a vossa Alteza nos fez muita devoção creio Senhor que esta terra será tamanha nela até agora não pudemos saber que haja ouro nem prata nem leovinhos porém a terra em si é de muito bons ares águas são muitas infinitas e em tal maneira graciosa que querendo aproveitar dar-se-á nela tudo porém o melhor fruto vossa Alteza o melhor fruto que nela se pode fazer me parece que será salvar esta gente e esta deve ser a principal semente que vossa Alteza e nela deve lançar e nesta maneira Senhor dou aqui a vossa Alteza do que nesta vossa terra vi e pois que o Senhor é certo que assim neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que vosso serviço for vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida a ela peço apenas que por me fazer simular-me-se mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório meu genro o que dela receberei em muita mercê beijo às mãos de vossa Alteza deste Porto Seguro da vossa ilha de Veracruz hoje sexta-feira primeiro dia de maio de 1500 Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo Pedro Vaz de Camargo a gente tem que mexer nesse vespeiro a dificuldade que muitas vezes o historiador de ofício tem de aceitar a presença do literato do artista das letras, da palavra e escrevendo história tem um autor que trabalha com a perspectiva de que a história é um romance do real então a gente tem que entender por que dentre tantos espíritos letrados no plano espiritual Emmanuel escolheu não um historiador de ofício olha, é outra perspectiva de historiografia é uma historiografia que não é escrita para cérebros é uma historiografia que é escrita para corações e quem que atinge mais o coração?

O artista é um artista escrevendo história do Brasil não é um historiador então quem pega Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho para ler um historiador falando de história do Brasil vai viver um processo de frustração porque é um artista um literato escrevendo história do Brasil Brasil, Coração do Mundo é um livro para o coração isso é tão interessante porque Humberto de Campos ele dentro do livro ele faz um paralelo com a história dos povos que vieram para o Brasil com o Sermão do Monte eu acho que é só um artista para poder fazer essa ligação acho que o Haroldo poderia falar um pouquinho para a gente sobre essa passagem que está lá eu acho que no livro Boa Nova Boa Nova a gente até gravou um DVD sobre esse projeto Boa Nova que é sobre o Sermão do Monte e que Humberto de Campos é muito inteligente e no livro Boa Nova ele faz um resgate que é simplesmente extraordinário, que é a história do Sermão da Montanha porque que apenas Levi registrou o Sermão da Montanha daquela maneira, tão completo tão denso em comparação com o registro mais resumido de Lucas e ele fala da experiência de Levi com aquelas três figuras desvalidas desfavorecidas a sorte lá da Galileia e que depois que Jesus mostra para ele que o Evangelho é esse consolo, é essa consolação ele fica tão mexido que ele escreve o Sermão do Monte e tem um livro que é fantástico, eu acho que é um dos melhores comentários do Evangelho de Mateus que é uma perspectiva de o Evangelho de Mateus como uma leitura dos Evangelhos a partir das margens Mateus está preocupado com os desvalidos com quem está na margem com quem está excluído com quem está fora com quem está desfavorecido com quem está sofrendo e não com quem está vencendo a luta sanguinária não com quem está matando para conquistar não com quem está empunhando a espada é outra perspectiva e aqui quando ele vai narrar no centro assim do livro Brasil Coração no Mundo Pátrio do Evangelho volta essa experiência do Levi que é a experiência com o falido com o que caiu espiritualmente com aquele que vai ter que ter a experiência da pobreza e da marginalidade aqui no Brasil porque abusou da riqueza dez encarnações na Europa aquele que escravizou durante mil anos e agora tem que ser escravo aqui porque não dá para a gente não dá para a gente pasteurizar as cores se a gente trabalha com espiritismo lei de causa e efeito, reencarnação nós temos que falar o seguinte tem uma larga extensão uma larga soma de débitos a serem resgatados os espíritos que vieram para cá vem com um acervo de resgates dolorosíssimos porque abusaram da riqueza então tem que experimentar a pobreza mais extrema abusaram do poder, do mando, do poderido do assassinato e tem que viver essa experiência aqui então esse aspecto do resgate como o purificador da alma como Jesus que abre os braços para acolher o falido falido eu não estou falando só do aspecto financeiro é o falido espiritual e que vai reconstruir volta novamente a ideia do sermão do monte que é o discurso para o excluído o sermão do monte é o discurso para o excluído para o marginalizado para aquele que está recompondo o destino na dor eu acho que se a gente não tiver isso e aí se você não for um poeta se você não for um literário eu cito o nosso Chico Buarque saiba que os poetas como cegos podem ver na escuridão porque para ver nessa escuridão só um poeta só um literato e Humberto de Campos soube enxergar as luzes espirituais por trás das supostas tragédias então eu acho que se viesse um historiador ainda preso à terra um historiador ainda preso aos ciclos acadêmicos que só avaliam a história do Brasil da perspectiva do encarnado quer dizer, não incorpora nenhum elemento espiritual na sua avaliação no seu juízo histórico ele perderia as maiores luzes as maiores luzes do processo de formação da nação brasileira e do processo de reconstrução de um apatre para o evangelho porque o evangelho perdeu o apatre nós temos que imaginar o seguinte a galileia foi devastada Jerusalém foi destruída e para onde o evangelho foi que é para a Europa se ensanguentou a Europa que era a terra para abrigar o evangelho foi inundada por sangue inundou de sangue então o evangelho ficou sem terra não tinha lugar para o evangelho no mundo então teve que se achar uma terra virgem para achar um canto um lugarzinho onde se pudesse falar de um evangelho para o simples onde se pudesse resgatar o discurso galileu isso eu acho que não dá para a gente tampar o sol com a peneira não dá para contemporizar com isso não dá para contemporizar e a gente percebe que quando Jesus vem fazer uma avaliação 1400 e pouco, um pouquinho antes de 1500 quando ele encontra com Elio o histórico Elio como é que está aí O meu evangelho o histórico do Elio é desesperador ele fala Senhor, estão assassinando em teu nome, estão matando em teu nome em teu nome estão sendo cometidas as maiores atrocidades da história então nós precisávamos de uma terra para o evangelho porque o evangelho não tinha terra não tinha lugar para o evangelho no mundo e foi encontrado um lugar e esse que é esse encontro dele com Elio e quando se encontra esse lugar não vêm para cá espíritos puros a gente não vem para cá para construir um olimpo a pata do evangelho não é um olimpo grego a pata do evangelho é uma pata para os desvalidos espirituais que vem para cá, regue recompô e através do processo de resgate de dor eu estou dizendo isso aqui até assim de uma forma inflamada porque no livro 30 anos com Chico Xavier do Clóvis Tavares o Clóvis Tavares vai citar uma psicografia do Chico, Emmanuel dizendo porque que ele veio com o padre Manuel da Nóbrega ele vai dizer, amor e sabedoria de Emmanuel ele vai dizer assim cansado de séculos das posições de mando do Crê ou morre ele espírito tomou uma decisão de dar um testemunho que a sua companheira tinha dado lá no primeiro século do cristianismo quando ela foi para o circo e aí ele se sentindo preparado e cansado das posições de mando vem com o Manuel da Nóbrega num país inóspito para trabalhar com índios quer dizer, ele compara essa encarnação dele com o pai do Manuel da Nóbrega é um testemunho de ir para o circo que ali ele ia ter que abdicar da conforto da civilização europeia conforto das universidades do meio da elite intelectual do ambiente acadêmico o conforto de você estar mandando para caminhar com silvículas com índios no ambiente inóspito mas ali construindo o espírito dele, aquilo que Jesus fala para ele, quisera eu que adquirisse de uma vez só e para todos sempre as lições da humildade e da fé e ele só vai fazer essa opção mil e quinhentos anos depois quando vem com o Manuel da Nóbrega aí ele incorpora uma dada interessante para não ter risco do espírito rei na hora mudar de ideia ainda vem com a gagueira Manuel da Nóbrega reencarna Gago ele reencarna Gago e tenta entrar para a universidade europeia e é rejeitado justamente em função da gagueira é quando ele então vai passar a militar no processo de evangelização, de catequização do litoral brasileiro, agora é a encarnação que marca ele, porque depois no livro Renúncia como Padre Damiano ele tem uma saudade extrema da América enquanto a encarnação como Público de Lentos marcou ele do ponto de vista da queda foi em existência da queda a existência como Manuel da Nóbrega é a da redenção e lembrando só a característica do espírito que como Nestório ele conhecia mais da organização de Roma do que os próprios romanos, é do espírito essa questão dessa saudade então ele como Padre Damiano ele faz essa recordação essa lembrança na intimidade dele do sol brasileiro de coração onde ele trabalhou com muita profundidade Voltando aqui a questão do Bert Campos que o Tiago trouxe tem outra característica do perfil do Umberto Campos que eu acho que é relevante para ele ser o autor da obra é que ele era um jornalista ele é um jornalista de profissão, ele se tornou depois um escritor, mas a formação a profissão do Umberto Campos é jornalista e aí eu acho que tem um aspecto que é o seguinte, ele escreve isso aí no finalzinho da década de 30 o livro é escrito nessa época mais um livro de história nesse momento para falar da história do Brasil, talvez não provocasse tanto interesse quanto esse que tem um caráter meio de folhetim ele tem um ele é mais leve, é uma leitoria e aí existe obviamente um planejamento da espiritualidade para que essa obra possa ser mais popular da mesma maneira que o André Luiz porque que o André Luiz foi escolhido?

Porque também ele era médico para poder tratar das questões que ele trata em diversos aspectos da obra dele, do corpo humano da biologia dos aspectos genéticos de unidade, de todas essas questões cerebrais, teria que ser um cara que tinha background nessa área senão não teria a qualidade da obra além de ter obviamente a vivência que ele teve na espiritualidade, mas também o fato dele ser um médico de profissão facilita com que a obra do André Luiz tenha uma abordagem muito interessante para quem a lê sobre o aspecto do espírito no corpo humano então o Humberto de Campos por ser jornalista e por ter um nas outras obras dele ele carrega um pouco de humor, como irmão X, ele escreve muita coisa que tem um aspecto humorístico ele traz essa questão do folhetim do perfil jornalístico para a obra que eu acho que faz com que ela seja mais leve mais fácil da gente consumir ou seja, é interessante isso que você está falando porque quando Emmanuel vai justificar no prefácio ele diz assim o nosso irmão Humberto tem nesse assunto largo campo de trabalho a percorrer com as suas facilidades de expressão e com o espírito de simpatia de que dispõe como escritor em face da mentalidade geral do Brasil então ele queria uma obra facilidade de expressão uma pessoa que se expressa de maneira fácil, gostosa e que conta com a simpatia da mentalidade e aí depois ele prossegue e aqui o Emmanuel é muito sutil mesmo ele fala assim, os dados que ele fornece nestas páginas foram recolhidos nas tradições do mundo espiritual onde falanges desveladas e amigas se reúnem constantemente para os grandes sacrifícios em prol da humanidade sofredora esse trabalho se destina a explicar a missão da terra brasileira no mundo moderno então eu acho interessante isso porque se são tradições do mundo espiritual hoje há uma nova corrente do chamado Jesus histórico, que é da pesquisa de Jesus histórico eu até estou com um livro aqui que é da editora Paulos, é do Richard Balkan e ele chama Jesus e as testemunhas oculares o que o Richard vai trabalhar?

Com uma perspectiva de história que é a do repórter é você colher informes da testemunha ocular então ele vai dizer que os evangelhos, por exemplo eles são relatos de testemunhas oculares e aqui nos parece que tem hora que, nos parece não o Emmanuel diz tem coisas que Humberto de Campos cita na obra, que é a sensação de que ele entrevistou a pessoa a testemunha ocular do fato o Tiradentes o Deodoro da Fonseca o Henrique de Sagres ele entrevistou e essas pessoas contaram da sua experiência e ao contrário dessa experiência, eles que foram protagonistas da ação evidentemente eles narraram para o Humberto de Campos com toda a carga subjetiva de um protagonista muitos personagens do Brasil Coração do Mundo aparecem em outros livros sendo realmente entrevistados olha que fantástico, olha que bacana é um aspecto repórter e jornalista a entrevista dele com o Tiradentes no Cônicas de Alentulo entrevista Tiradentes em Ouro Preto numa reunião dos Inconfidentes, que é uma reunião periódica que os Inconfidentes desencarnados fazem em Ouro Preto agora é interessante essa questão do jornalista essa carga da testemunha ocular do subjetivismo do protagonista existe uma obra irmã do Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho que foi lançada na mesma época, mas entre os encarnados que é o Raiz do Brasil do Sérgio Buarque de Holanda que não é historiador, era o que?

Jornalista e da mesma forma também uma obra extremamente massacrada pelos historiadores de ofício meus colegas historiadores vão vão mandar vibrações ruins pra mim eu estou tocando uma ferida séria, que é essa questão do jornalista e o literato se metendo a escrever historiografia mas a questão não é de restringir o acesso de outros profissionais da palavra ao exercício da historiografia a questão é a de alargar o campo de perspectiva da historiografia e entender que existem outras formas de fonte histórica outras formas de narrativa e outros intuitos, outros objetivos e aqui a gente tem que se posicionar não é Luiz?

a gente tem aí o José Otávio, tem você, tem o Carole, tem amigos da historiografia, que estão no campo da historiografia mas nós somos espíritas então para nós há uma fonte histórica que é o testemunho dos espíritos que é o testemunho dos espíritos que protagonizaram esses fatos históricos então isso não dá pra abrir mão disso não dá pra abrir mão disso há esse Humberto de Campos aí colhendo dos informes de quem viveu o fato essa fonte histórica, embora não seja ainda reconhecida pela academia mas para nós ela é uma fonte extremamente relevante e ela deve ser levada em conta sobretudo quando o manejo dela é coerente porque Humberto de Campos maneja essas fontes que são os testemunhos desses espíritos de maneira coerente e o todo da obra forma uma tessitura coerente plausível eu tenho aqui verossimilhança que é um critério para uma boa historiografia não se trabalha mais verdade histórica a gente trabalha com verossimilhança então a obra ela tem um alto grau de verossimilhança ela tem uma alta coerência interna ela tem uma tessitura muito bem articulada Humberto de Campos equilibra muito bem as fontes que ele se utiliza inclusive essa fonte da tradição espiritual e isso faz com que a obra seja e tem essa questão da perspectiva pessoal do espírito cada espírito vai enxergar a partir de um lugar a partir de um ponto de vista e as vezes a perspectiva da obra o objetivo da obra na segunda parte o Emmanuel começa a falar sobre jesuítas e ele chega a ter uns apontamentos duros ele chega a dizer os únicos jesuítas dignos de envergar aquela batina são os que reencarnaram no Brasil ele inclusive ele inclusive ele é bem incisivo e a gente sente um tom nessa fala do Emmanuel sobre os jesuítas lá no A Caminho da Luz que olha, tem méritos deixaram o legado para a humanidade mas o meu objetivo aqui é apontar as falhas as quedas e ele não poupa sequer o Loyola já no Brasil Coração do Mundo Pátrio do Evangelho o papo é outro é um livro que é muito criticado porque faz uma apologia aos processos em que os jesuítas feriram a cultura indígena ou favoreceram o massacre indígena e Humberto de Campos fala, eu sei que houveram erros mas o meu objetivo aqui é destacar os acertos destacar os méritos da comunidade jesuíta então o objetivo do livro A Caminho da Luz ao falar de jesuítas é um do Brasil Coração do Mundo Pátrio do Evangelho é outro Pois é e mesmo com tanta informação no prefácio do livro por que essa obra é tão criticada?

Eu acho também assim infelizmente isso é uma coisa que nos chama muita atenção eu lembro que eu vivi uma experiência assim tragicômica estava voltando dos Estados Unidos e para embarcar nós ficamos uma hora aguardando um problema que eles tiveram lá com fila para passar em tudo a maioria brasileiros ninguém falou nada não tinha ninguém na fila reclamando chegamos aqui no Brasil na hora que De Sampson passava pela Polícia Federal 20 minutos aguardando aí estava todo mundo falando assim ah é Brasil já estou no Brasil então eu acho também que criou-se em nós brasileiros um vício de desvalorizar o Brasil tudo que é brasileiro é ruim o Brasil é o pior país do mundo nós temos os maiores problemas ou nós só temos problemas e esse é um livro que quando vem falar de uma missão espiritual vem falar de um acompanhamento espiritual muito especial com esse país mexe também com isso com esse imaginário que aqui é o pior lugar do mundo, que aqui tudo é ruim e quando a gente sabe sabe quem tem oportunidade de viajar por vários países de conhecer outros lugares vão se dar conta daquilo que o Sérgio falou qualquer lugar que você chega o olhar que se tem para o Brasil é um olhar diferenciado é um olhar diferenciado em qualquer país do mundo que você vá você depara com graves problemas com grandes virtudes mas com graves problemas graves problemas, problemas sérios e que não são levados em conta porque a gente tem uma mania de fantasiar tem um imaginário que só vê virtude lá fora e só vê defeito aqui então eu acho isso o livro mexe com isso também ele mexe um pouco com essa estima também nossa e com uma falsa compreensão da missão a tendência de hipervalorizar o jardim do vizinho é sempre é muito grande ainda no nosso espírito de olharmos as coisas dos outros, isso é muito fácil muito belo, muito fácil e olhar nossa com esse olhar de muito crítica de muito pelo lado da menos-valia é uma questão para ser melhorada ampliada e de uma falsa compreensão também da missão porque missão espiritual ela ela se você pega as missões espirituais Gandhi, Márcia Tereza de Calcutá Irmã Duz Chico Xavier elas não são missões cercadas de um sucesso material é Ela não vem acompanhada muitas vezes de um êxito exterior é Então as grandes troféus as grandes glórias do Brasil elas não são visíveis porque também ele está construindo num terreno que é interior ele está construindo num outro terreno não que ele não tenha que incorporar não é isso o fato de um país ter uma missão não significa que ele tem que aprender com os outros que tem suas missões, porque a Suíça tem uma missão também no mundo, né todas as nações tem uma missão a Alemanha tem uma missão a Inglaterra tem uma missão, todos os países tem uma missão e nós temos que compartilhar e aprender com os outros o Brasil tem que aprender muito com a Alemanha com o Japão, com os Estados Unidos, com a Suíça tem, com esses países que tem a missão porque naquilo que você tem uma missão é aquilo que você está ensinando aquilo que você está forte, assim como tem muito que aprender com o Brasil todas essas nações tem muito que aprender com o Brasil naquilo que é a missão do Brasil evidentemente nós não vamos ensinar organização social para a Suíça não vamos, não é a nossa missão aí nós temos que aprender com ele no livro Crônicas de Alentum no capítulo No Dia da Pátria o Humbert Campos o próprio Humbert Campos, ele diz que o Brasil que embora com sacrifícios ingentes vem colaborando na disseminação da mensagem da imortalidade e da esperança nessa era nova entoará com as nações irmanadas o hino da paz compreendendo pela evolução moral de seus filhos a beleza maravilhosa da pátria universal essa questão da mensagem da imortalidade e da esperança não é algo que se enquadra dentro de perspectivas acadêmicas algo do que a academia compreende como historiografia então o pessoal às vezes tenta encontrar inconsistências históricas e confunde inconsistências históricas com incompatibilidade histórica então inconsistência histórica você acha erro histórico, isso não se acha em Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho nós temos aí o Zé Otávio, tem um pessoal que está pesquisando, que está lendo nosso grupo e que realmente não encontra inconsistência histórica o que existe é incompatibilidade histórica o historiador marxista vai queixar de não encontrar menção a revoltas populares a movimentos como a revolta de canudos, a revolta da vacina no Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho isso não vai encontrar mesmo até porque uma vez o Zé Otávio comentava um negócio interessante é um livro que é lançado em pleno estado novo e que depois ainda iria enfrentar 20 anos de regime militar, se fosse um livro carregado de menção a revoltas populares, com certeza é um livro que ia sofrer uma restrição de circulação, de comercialização e iria gerar uma série de problemas tanto para o médio não para o espírito para o médio e para a federativa que o publicou isso tem que ser considerado também existe uma inteligência editorial da espiritualidade por detrás da publicação desse livro para ele poder vingar eu concordo plenamente com o que você está falando eu acho que a proposta do livro é uma proposta light é um livro leve não é um tratado de história e talvez isso que incomode muito, porque a tendência das pessoas é analisar a história pelos aspectos psicológicos pelos perfis dos caras que foram os personagens mais relevantes naquele momento e nesse livro não existe isso inclusive o Humberto de Campos lá no final me lembro muito bem disso, porque esse foi um tema de um emepre ele falava o seguinte não tenho eu aqui o interesse de traçar perfis psicológicos isso pode ser abordado com mais detalhes por outros qual o papel da personalidade da Princesa Isabel as características que levaram ela a tomar determinadas decisões que hoje em dia se estuda essas questões da liderança das lideranças e tudo mais então nesse aspecto ele é um livro um livro bobo um livro meio light demais a leitura que não acrescenta muito mas o mais importante aqui dentro e que eu acho que pra mim fica muito evidenciado nas palavras de Humberto de Campos eu acho que ele é o portavoz da Luiza aqui é que lá no final ele fala assim, o Brasil ainda não é a pátria do Evangelho se ele é pela questão geográfica o coração do mundo ele ainda não é a pátria do Evangelho e essa nação só será a pátria do Evangelho na hora que seus habitantes forem efetivamente viverem esse Evangelho e acho que essa é a mensagem mais relevante dessa obra e que de alguma maneira ele conclama os espíritas a puxarem essa fila, que é aquela questão de você ser o fermento da massa não precisa de muito fermento mas o suficiente pra levedar a massa e esse papel eu acho que cabe sim a quem abraçar a doutrina espírita não na visão exclusivista de que só espírito não é isso não, é aquele que tiver a visão cristã do amor ao próximo da vivência fraterna da prática da caridade, seja qual for a sua religião, seja qual for a sua crença se você vivenciar isso no Brasil com intensidade e exemplificar através da sua vida para o seu semelhante, para o seu companheiro de nação, que você tenha uma vivência diferenciada, que essa vivência é uma vivência evangélica independente se é espírita, católica, batista seja lá o que for, aí sim nós estamos contribuindo pra que o nosso país seja a pátria do Evangelho e acho que de certa forma os valores da cultura brasileira passam pro mundo essas simbologias da fraternidade do povo solidário do povo alegre do povo que é pacífico porque eu acho que essas eram as coisas que estavam presentes no início das comunidades cristãs da alegria de gostar de estar junto de ser simples de abraçar quem chega o cara que está precisando de uma ajuda, vem cá que eu te ajudo isso é um pouco da característica do povo brasileiro e vale registrar que eu acho que não é nem só o povo brasileiro hoje, dia 22 de julho, está no Brasil o Papa Francisco que é argentino e dentro da psicografia do Chico lá no Brasil Coração do Pai do Evangelho tem um item onde Humberto de Camos fala sobre a religião católica que eu acho que vale o registro aqui que ele diz o seguinte além disso, temos de considerar que a igreja católica se desviou de sua obra de salvação, por um determinismo histórico que a compeliu a colaborar com a política do mundo em cujas teias perigosas a sua instituição ficou encarcerada e que examinada a situação não é possível desmontar se a sua máquina de um dia para o outro sabemos porém que a sua fase de renovação não está muito distante nas suas catedrais confortáveis e solitárias e nos seus conventos sombrios, novos inspirados da Umbria virão fundar os refúgios amenos da piedade cristã aí tem uma nota de rodapé que está assim em novos inspirados da Umbria o autor nos remete ao modelo evangélico da caridade e da vinda simples de São Francisco nascidos das cidades de Assis dentro da região da Umbria na Itália, está lá no Brasil o coração do mundo, o padre do evangelho e acho que é bom registrar isso que o Papa está no Brasil hoje, veio para poder fazer essa renovação principalmente com os jovens e eu tenho assistido na televisão a alegria dos jovens católicos com o novo Papa, com a forma dele lidar com as coisas com a nova perspectiva que eles estão de renovação da igreja católica é maravilhoso, a gente tem assim pede muito impresso mesmo para que envolva o Papa Francisco tem se revelado mesmo o missionário que ele possa ser amparado e nunca se desvia desse propósito que ele trouxe do mundo espiritual porque ele tem nos surpreendido positivamente a todos com uma postura muito interessante muito muito digna sabendo exatamente o que é o evangelho mesmo porque isso é interessante também a maior nação católica do mundo é Isso não pode ser gratuito, a maior nação católica do mundo é a pátria do evangelho e quando a gente fala desse projeto também, não é um projeto espírita a gente corre a tentação de falar porque a gente tem um movimento espírita forte é que é a pátria do evangelho é a pátria inteira não é um movimento espírita somente você tem, e é engraçado porque você ouve assim ah, as igrejas protestantes, o protestantismo no Brasil é um protestantismo diferente do mundo inteiro o catolicismo brasileiro é um catolicismo muito peculiar o espiritismo catolicismo aqui é extremamente peculiar então a gente vê que é realmente uma aura mesmo é algo diferente algo muito diferente é o que lhe seja bem vindo esteja amparado por Ismael Tiago, eu queria retomar a questão do porquê Humberto de Campos em casar isso com o que o Sérgio falou sobre o Brasil ainda não ser a pátria do evangelho porquê o literato, o mestre da letra e não o historiador e aí a gente percebe uma sutileza na maneira com que Humberto de Campos utiliza os verbos porque a narrativa de um historiador de ofício quase sempre, ela conjuga os verbos no passado e Humberto de Campos usa demasiadamente os verbos no futuro, então por exemplo lá no capítulo 1, ele vai falar sobre os três povos constituindo o pedestal de solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá no futuro afim de exaltar o meu evangelho aliás, isso aqui é uma palavra que fala de Jesus afim de exaltar o meu evangelho nos séculos gloriosos do por vir então o tempo inteiro a palavra por vir, futuro os próprios verbos sendo conjugados no futuro, remetem a isso que o Sérgio falou e isso justifica o porquê que é um literato que sabe fazer esse jogo em que ele narra faz uma narrativa histórica de eventos transcorridos mas projetando a mente do leitor para o futuro Luiz, e tem uma coisa muito interessante que toda a tradição religiosa hebraica e mesmo a muçulmana também a religião muçulmana fala de um mundo vindouro de uma era messiânica e Os caracteres desse mundo vindouro, os hebreus chamam de olam rabá o mundo, o que há de vir o que vem, o mundo vindouro é de que é um mundo de fraternidade de paz de justiça mas é um mundo um mundo concreto, uma sociedade mesmo e que vai inaugurar uma era no mundo e aí a gente percebe uma coisa muito curiosa que a partir daqui que sairão as sementes para que seja implementado esse novo sistema em todas as nações do mundo isso é muito interessante a gente vê até não só na formação do Brasil, mas depois nas migrações futuras e nas que estão acontecendo hoje o que está acontecendo hoje no litoral nordestino os europeus que estão vindo a nova migração que está ocorrendo agora no Brasil um novo fenômeno o que o Brasil tem, o que ele oferece é muito interessante é muito interessante que ele tem essa semente mesmo pode ter os problemas sociais os problemas da violência urbana que tem em todos os países não nos iludamos alguns até piores do que aqui mas você não tem outras graves questões que podem colocar em cheque por exemplo a estabilidade global, a gente pega um país por exemplo como os Estados Unidos ou como a França como a Inglaterra que tem uma estabilidade democrática, política e econômica mas que se envolve às vezes em umas guerras tão sem sentido se envolve nos conflitos do Oriente Médio de uma maneira tão pelo menos para nós que não estamos por dentro dos bastidores da questão de uma forma tão gratuita e que coloca às vezes a estabilidade de toda a nação, a história da nação em risco a história da nação em risco a gente vê isso por exemplo nessas incursões nos Estados Unidos o problema com o Irã de um momento para o outro você pode ter uma questão atômica que desestabiliza toda a América do Norte então de que valeu a estabilidade política econômica, financeira se esse calcanhar de Aquiles pode jogar o guerreiro no chão é interessante isso eu queria fechar esse podcast que a gente não pode deixar passar em branco aqui porque nós temos dois artistas nessa mesa eu vou colocar para vocês ouvirem agora uma música maravilhosa que se chama Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Vem comigo Vem sonhar Uma terra linda Vou lhe mostrar Tantas matas Tantos rios Puros, lindos, cristalinos E montanhas Colossais Venha ver Recheada de ricos Minerais Que povo generoso Trabalhador Vive neste lugar Vem comigo Vem conhecer O banheiro Este lugar onde Jesus O divino jardineiro A árvore do evangelho Replantou Sob o símbolo do cruzeiro Veja ainda Que beleza Uma bandeira Trepulando sob a ajuda Dessa imensidão Deus Cristo e caridade É o lema dessa nação Eu lhe convido A participar Dessa orquestra espiritual Trabalhar Se esforçar Para nessa terra Criar um mundo Para transformar O ódio em amor A revolta em louvor O rancor em perdão E aí Então E aí Então O Brasil de coração O mundo será muito mais Em vibrações de amor e paz Teremos feito o Brasil Em vibrações de amor e paz A pátria do evangelho Em vibrações de amor e paz Teremos feito o Brasil Em vibrações de amor e paz A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho Eu lhe convido A participar Nessa orquestra espiritual Trabalhar Se esforçar Para nessa terra Transformar O ódio em amor A revolta em louvor O rancor em perdão E aí Então E aí Então O Brasil de coração O mundo será muito mais Em vibrações de amor e paz Teremos feito o Brasil Em vibrações de amor e paz A pátria do evangelho Em vibrações de amor e paz Teremos feito o Brasil Em vibrações de amor e paz A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A pátria do evangelho A minha mente estava tão Fertilizada com as ideias Do livro, com os conceitos Com as colocações do Humberto de Campos Que de alguma maneira Por intuição A espiritualidade Buscou ali dentro As palavras corretas Para que essa letra surgisse Ela não surgiu pronta Houveram depois ajustes Para que se encaixassem os Versos na melodia Feitos pelo Julio Adriano E ela teve o seu formato final Depois, obviamente Com esse ajuste do Julio Adriano Agora, um aspecto interessante Que aí eu vou contar e já passa a palavra Do Julio Adriano É que nesse momento, enquanto eu estava Maravilhado e entusiasmado Com a doutrina espírita O meu cunhado, que na época Era candidato a cunhado Vivia um movimento oposto De total afastamento De não querer frequentar reunião De não querer participar de nada E só queria saber de tocar violão E se dedicar a música Vamos dizer aqui, pagã Vamos dizer aqui E eu não toco nada Não sei tocar nenhum instrumento E aí eu me lembro que eu cheguei Pra ele com a letra E falei, pô Adriano, faço parte da comissão De estudo, escrevi isso aqui Esses versos Será que não dava pra você botar Uma música aqui, porque eu sei fazer isso E na época tinha um concurso As músicas tema Havia músicas tema, concurso de música tema Para o encontro E aí eu passei pra ele A letra da música E aí eu passo a palavra Pra ele também, pra ele falar O que foi que aconteceu a partir daí Tava doido, minha irmã casava Eu tinha que dar uma força Todas as letras que ele me levava Eu fazia música Eu podia ser do que for Foi bacana Porque Porque O tempo passa E as relações vão ficando tão próximas E você não sente mais o que você sentia naquela época Eu não sei mais o que eu sentia pelo Sérgio naquela época Minha namorada e minha irmã Mas era uma pessoa Acho que a gente era um reencontro Só chegou em casa de novo E pra esclarecer, o Julio Adriano que tá falando Sou eu, Julio Corrade Foi muito legal Ter participado Porque a gente tava Voltando pra Belo Horizonte De pouco tempo A gente morou em São Paulo, em Bauru E eu tinha feito 3 oitavas sérias Porque eu ganhei o violão E aí eu tava naquele estado Então quando ele me trouxe a letra Eu tava super Participando De festival de música Na escola E tinha lá o pessoal que cantava Foi muito bacana porque Marcou pra mim a oportunidade De me integrar com a sociedade precursora Através da música Porque acabou que eu só fui lá porque eu tinha que tocar a música mesmo Mas nesse carnaval que teve A gente viajou Eu e Sheila Que participam, que vocês conhecem Do podcast Evangelização de bebês Que é minha esposa Nós viajamos pra praia com amigos E no ônibus de volta Já vínhamos combinando Que todos Os mais próximos Afins com a doutrina iriam ir na cidade Então foi Uma turma que viajou no carnaval E aprontou todas no carnaval Depois do carnaval Comprometemos ir Na cidade e assim foi Eu e Sheila Com Com esses amigos E nós ficamos Alguns amigos Afonso era dessa época Um ano depois Você vê né gente Como é que são as coisas Mas aí a gente ficou E a música me proporcionou isso Esse retorno A União de Itaminera Onde a gente desenvolveu Um trabalho muito rico De música espírita Desenvolvimento nessa área né Afonso Que foi importante Pra gente Pro que a gente faz hoje A gente vê que foi toda Uma preparação Pra gente tá aqui hoje fazendo um trabalho Embora Seja modesto diante do que a doutrina Oferece Pra gente em termos de livro É um esforço por Contribuir né Então tudo começou com o Brasil né Brasil coração do mundo E é bacana a gente tá falando disso aqui né Ainda mais que a gente Tá com o planejamento de um seminário Sobre o tema Pro próximo ano E pelo que vocês sentiram Da conversa aqui hoje Acho que vai ser muita emoção né Pra lá do país né Vai ser meio que cantar o hino nacional no dia de jogo de copa né Meu Deus Deixa eu dar um pitadinho Porque eu cheguei em 1990 Pós emepre Era de 89 era o quinto emepre Pós peito sexto E a música Brasil coração do mundo Era o hit parede Mas é dessa geração que nós vamos encontrar O Willi O Tinho Gladstone A Cacau A Cacau e o Júlio Era uma coisa né Dentro do processo lá Então assim é uma geração Um grupo que Vem fecundando desde aquela época Trabalhando e cada um hoje no seu posto né O Willi, quantas músicas o Willi Gerou né Um grupo Stradas né Que promoveu As músicas mesmo né A partir desse Encontro das pessoas né Vanessa, Tim, Cacau, Zezé Adriano Alves Tudo isso feito pela União Espírita Mineira Mas sob a orientação do Júlio Adriano E ele Compôs né Um livreto Chamando A Música na Casa Espírita Que vinha acompanhado De uma orientação As letras, a partitura E a fita cassete E isso no movimento Espírita Mineiro Foi assim um pum né Para esse crescimento que nós temos hoje Que chamamos arte espírita desse movimento todo Muito bacana, muito bonita, a história é maravilhosa 25 anos de alegria Com Jesus É isso aí Vai demorar Vai demorar Vai demorar Vai demorar Vai demorar Vai demorar No relógio O ponteiro vai girando Sem parar e toda hora é hora De aprender Que o nosso tempo é precioso E é bom aproveitar com alegria Pra podermos melhorar Quando faço as coisas Animada, de boa vontade Com carinho e atenção A hora passa rapidinho Não consigo evitar É tão gostoso e divertido Não vejo o tempo passar Mas quando faço as coisas Chateado, de má vontade Mais azedo que limão Parece que o tempo não passa Eu não consigo nem explicar Mas quando isso acontece Eu já sei que vai demorar Vai demorar Vai demorar No relógio O ponteiro vai girando Sem parar e toda hora é hora Certa de aprender Que o nosso tempo é precioso E é bom aproveitar com alegria Pra podermos melhorar Sem reclamar

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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