PodSER #025 – Viagem Espírita 1862

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Prepare-se para uma jornada fascinante no tempo com o PodSER! Neste episódio especial, mergulhamos na França de 1862, acompanhando Allan Kardec em sua “Viagem Espírita”. Descubra um Kardec pouco conhecido, que sai do gabinete de estudos para encontrar os frutos de sua obra e aprofundar a compreensão da caridade em sua essência mais pura.

Neste episódio

  • A contextualização da França de 1862 e o cenário do Espiritismo cinco anos após o lançamento de “O Livro dos Espíritos”.
  • A motivação de Allan Kardec para sair de Paris e visitar os grupos espíritas, explorando a parte prática da doutrina.
  • A importância da cidade de Lyon na história do Espiritismo e suas raízes cristãs.
  • A visão do Espírito Erasto sobre a reencarnação dos mártires cristãos como espíritas em Lyon.
  • A verdadeira face de Kardec: não apenas o pensador arguto, mas o homem de fé e ação, que prioriza a caridade e a fraternidade.
  • A distinção entre caridade beneficente e caridade benevolente, e o papel fundamental desta última no Espiritismo.
  • A discussão sobre a união e as dissensões nos grupos espíritas, e a importância da indulgência recíproca.
  • A visão de Kardec sobre os ataques à doutrina e sua postura de silêncio diante das críticas pessoais.
  • A relevância do fator moral como ponto capital do Espiritismo e a transformação que ele promove na vida das pessoas.
  • A reflexão sobre o “excesso de material humano” nos agrupamentos espíritas e a necessidade de uma mentalidade mais espiritualizada.
  • A lição do Irmão Gotuzo, que nos lembra que a caridade externa deve ser acompanhada de uma profunda transformação interior.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Ricardo Marçal
  • Luiz Sergio Marota
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • A emocionante revelação de que Lyon, a cidade natal de Kardec, era a “cidade dos mártires” e que a fé ali estava viva, capaz de dar “apóstolos ao espiritismo”.
  • A profunda análise da caridade benevolente por Kardec, que vai além da ajuda material e abrange a abnegação, a humildade, o perdão e a indulgência.
  • A surpreendente postura de Kardec diante das dissensões, afirmando que sempre ficaria “do lado daquele que tiver mais caridade”, independentemente da razão aparente.
  • A lição do Irmão Gotuzo, que nos alerta sobre a importância de conciliar a caridade externa com a transformação moral interna, para que o serviço não se torne apenas um “cárcere do estacionamento”.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer Novo homem coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar O íntimo colorindo o céu de um novo ser Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Thiago Franklin e o espiritismo tem por divisa Fora da caridade não há salvação. O que equivale dizer? Fora da caridade não pode existir verdadeiros espíritas. Kardec no livro Viagem Espírita de 1862. Olá pessoal, aqui é Haroldo nesse Pode Ser especial sobre o livro Viagem Espírita de 1862. E a nossa frase é tirada desse livro e diz assim Ora, o móvel da abnegação e do devotamento é a caridade, isto é, o amor ao próximo.

Mas reconhecemos que o fundamento da caridade é a crença, que a falta de crença conduz ao materialismo e o materialismo leva ao egoísmo. Kardec Oi pessoal, aqui é o Luís Sérgio Marota e Allan Kardec também no mesmo livro Viagem Espírita de 1862 diz o seguinte Estando, pois, admitido que não se pode ser bom espírita com sentimentos de rancor no coração, eu me orgulho de contar apenas com amigos entre esses últimos, pois que se eu tiver defeitos eles saberão desculpá-los. Oi pessoal, aqui é o Ricardo Marçal e a frase que eu queria destacar faz parte do discurso de um operário de Lyon que está na Revista Espírita de 1861.

Ele diz o seguinte Viemos de longe e subimos as alturas de San Juste com um calor extenuante. Trouxemos conosco as nossas ferramentas de trabalho juntamente com o pão e o queijo. Queremos partilhá-lo convosco, um verdadeiro ágape oferecido com a simplicidade antiga e o coração sincero. Uma verdadeira festa. Vamos ouvir falar de espiritismo. Olá pessoal, aqui é Júlio Corrade e a minha frase de Emmanuel, esclarecer é também amar. É isso aí pessoal, estamos aqui reunidos hoje para poder falar sobre o livro Viagem Espírita de 1862.

Estamos aqui com o nosso querido amigo Luiz Sérgio e o Ricardo Marçal e vamos trazer um pouquinho, contextualizar esse livro, falar um pouquinho sobre a história dessa viagem. Sendo assim, vamos para mais um episódio do Pode Ser. A de crescer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir. É prosperir, novo pé, pé duro e lago íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Colorindo o céu de um novo ser. Nascer, morrer, renascer, ainda. E progredir, sempre, tal e além. Nascer, morrer, renascer, ainda. E progredir, sempre, tal e além.

Nascer, morrer, renascer, ainda. E progredir, sempre, tal e além. Nascer, morrer, renascer, ainda. E progredir, sempre, tal e além. E progredir, sempre, tal e além. Então pessoal, a gente podia começar esse episódio contextualizando a época, porque a gente tinha 5 anos de lançamento do Livro dos Espíritos, né? É, nós imaginemos Allan Kardec, né gente, lá dentro do seu gabinete, com todas as ocupações que a sociedade parisiense de estudos espíritas lhe demandava, né? E ele lá, depois de 5 anos do lançamento de O Livro dos Espíritos, o primeiro livro, ele foi convidado por um senhor de nome Guillaume, e esse Guillaume, ele é um entusiasta de Lyon, do Espiritismo, e viu em Allan Kardec, sim, esse predestinado a ser o que ele é hoje, inclusive, pra nós, e o convidou.

Allan Kardec não pensou muito duas vezes, não, ele acha que, realmente, parecia que ele estava querendo sair a campo, pra ver, sair um pouquinho do gabinete, pra ver o que tinha acontecido com as famosas cartas de Allan Kardec, ou seja, os livros que ele estava escrevendo, publicando, e saindo por aí, pra França e pelo estrangeiro, e qual que era a consequência desses livros na sociedade? É mais ou menos um pouquinho diferente do que o apóstolo Paulo fez, o apóstolo Paulo, primeiro, ele saiu a campo e fez um monte de coisa, depois houve uma sugestão inspirada do alto pra ele escrever, né?

Allan Kardec já fez o contrário, escreveu, escreveu, escreveu, escreveu, e chegou um momento que parece que os espíritos falaram pra ele assim, olha, está na hora, e de fato teve um espírito comunicante, que disse pra ele o seguinte, ele meio espantado com esse negócio de ir pra Lyon, a terra natal dele, né, e ele ia, inclusive, encontrar uma Lyon muito diferente que ele tinha encontrado, que ele sabia, que conhecia, a casa onde ele tinha morado já não existia mais, muita coisa diversa dali, mas o espírito falou pra ele o seguinte, por que te espantas?

Lyon é a cidade dos mártires, a fé ali ainda é viva, ela dará apóstolos ao espiritismo, se Paris é a cabeça, Lyon é o coração. Isso é emocionante, porque a gente já volta imediatamente o pensamento pro livro Ave Cristo, Irineu de Lyon, discípulo de João Evangelista, funda aquela comunidade, aquela igreja tão importante, é lá que nós temos Basílio, Lívia, Tassiano, e os grandes mártires do cristianismo em Lyon, que foram muitos, os martírios cristãos, as perseguições na cidade de Lyon foram muito intensas, e grandes mártires, e por incrível que pareça, em torno de 70 a 80% dos registros de martírio são de Lyon, registros que estão em grego, inclusive.

Eu tenho um livro muito interessante, na época até usei um pedaço pra colocar naquele livro do Arnaldo, em que a gente transcreve alguns martírios, e esses mártires, quando Basílio, aqueles personagens, Quinto Varro, aqueles personagens, lá do livro Ave Cristo, Blandina, estão enfrentando aquela situação, esses mártires vêm a Lyon pra dar um sustento, um amparo pra aqueles cristãos que estavam sendo martirizados naquela cidade. É lá que nasce o Codificador, é lá que nós temos inúmeras igrejas erguidas, cada qual a um mártir do cristianismo, e agora esse espírito dizendo isso pra Kardec, que ele voltava a Lyon, que ele não se surpreendesse, porque ali a fé estava viva.

Então, eu acho isso interessante, porque o Kardec, ele sempre faz questão de frisar que o Espiritismo não nasceu da especulação de um homem, ele nasceu da observação de fatos. A partir da observação de fatos, construiu-se um sistema reflexivo sobre esses fatos, com o auxílio dos próprios espíritos, causadores dos fatos. Então, ergueu-se a filosofia espírita, mas agora não. No livro Viagem Espírita, é a parte prática, é a vida, é o dia-a-dia. O Wallace Leal Rodrigues, na tradução dele, ele até compara o Viagem Espírita com o Atos dos Apóstolos, dentro dessa fala do Haroldo aí.

E quando ele estava lendo a mensagem que o Espírito trouxe pra sociedade parisense a respeito da viagem do Kardec, eu lembrei, essa mensagem é do Espírito Erasto. E é muito interessante, porque nessa mesma mensagem, ele faz menção a esses personagens que aparecem no Livro Ave Cristo, ele fala do Irineu de León, ele fala da Blandina, ele fala de outros, e ele inclusive diz o seguinte, que os espíritas de León que estavam recebendo Kardec naquela ocasião, muitos deles eram cristãos daquela época, dos martírios, que estavam reencarnados ali naquele local, com a finalidade de dinamizar o movimento espírita naquele momento em que a doutrina fosse codificada.

E o Erasto ainda diz que aqueles grandes mártires do cristianismo antigo, que já foram mencionados, eles não só estavam presentes em León naquele momento, participando do movimento espírita, do plano espiritual, como eles eram dirigentes desse movimento espírita. Isso também está na mensagem do Erasto, que o Luís Sérgio leu o trecho agora para mim. Porque é importante, e fala que León vai gerar apóstolos ao espiritismo. Porque a gente imagina também, não é Luís Sérgio, não é Ricardo e Tiago? Que os espíritos trabalham com uma ferramenta que às vezes a gente não dá tanta atenção a ela, que se chama reencarnação.

Esses espíritas que estavam lá assistindo Kardec, espíritos encarnados e desencarnados, seguramente reencarnaram no Brasil, no início do espiritismo. Hoje estão aí, estiveram e estão fazendo o movimento ir adiante em direção aos rumos que a gente vai saber quais são aí, quais são os grandes objetivos do espiritismo. Eu acho isso legal, porque o Erasto pede que a mensagem seja lida para os espíritas de León. E eu fico imaginando como deve ter sido a emoção quando foi feita essa leitura. E eu acho que é interessante frisar isso, quando a gente está falando aí que é o momento de ir a campo, é o momento da prática, é o momento do trabalho mesmo, de ir ao trabalho.

Eu acho muito legal isso, de que no momento em que o edifício está sendo construído, que já há condições de lançar mãos à obra, nesse momento os espíritos dão esse embasamento para a obra, quer dizer, dão um testemunho do histórico espiritual daquele trabalho que estava sendo realizado, para que os próprios participantes dele tivessem uma segurança íntima e uma identificação também com aquela história. Porque se por um lado isso aí revela as ligações que a gente tem com o passado, por outro isso dá também uma dimensão, uma percepção melhor para nós da tarefa que nos aguarda, da missão que nos é destinada.

Com certeza. Um aspecto que eu acho muito interessante que Kardec permeia em todo o livro, em torno desse aspecto, do aspecto moral, do aspecto da fé, quando nós estudamos este livro com jovens espíritas há uns seis anos atrás, eles chegaram a dizer, a comentar o seguinte, olha, o novo Kardec falava isso, o novo Kardec falava aquilo, porque eles tinham uma ideia tão diferente de Kardec antes de ler esse livro e nós constatamos isso na biografia do Kardec mesmo, na imagem dos jovens, Kardec era aquele frio pensador, arguto no raciocínio, mas de coração enregelado e você nota que é completamente o oposto disso nesse livro, mostrando a grande envergadura desse missionário.

O Haroldo uma vez falou numa palestra, me lembrei agora, ele dizia, às vezes você conversa com uma pessoa que é eminentemente filosófica, que ela tem uma abordagem bem filosófica, mas num lado de repente religioso ou científico a coisa fica meio débil, isso é normal, e assim por diante, uma pessoa que é muito cientificista, você vai lidar com religioso, aquilo ali é quase que um mundo inexistente para a criatura, mas como é impressionante já o Allan Kardec, como é que ele sai do gabinete das polêmicas, das teorias, dos sistemas que querem combater, que querem digladiar e de repente ele vai lá e se mostra um amante da fraternidade acima de tudo e mostrando que o Espiritismo era só o objetivo maior é esse, sempre falando que o Espiritismo não veio para ser um culto, não veio para ser mais uma religião, mas ao contrário, para abraçar a todas porque ele iria esclarecê-las em todos os níveis possíveis, para que a gente possa sair um pouquinho da muralha dos dogmas, já que os elementos que os Espíritos trazem, são elementos que fazem com que a gente não discuta tanto, porque se você tem um fenômeno aqui e não há explicação para ele, nós vamos ter aqui o Tiaguismo que explica esse fenômeno de um jeito, o Aroldismo que explica aquele fenômeno de um jeito, mas se alguém chega e fala olha gente, ficou faltando essa variável da qual a gente não tinha conhecimento, acabou a briga, é isso aqui que a gente, era isso que o Espiritismo veio fazer, então, esse aspecto ele coloca tão fortemente aqui, que não poucas vezes falamos a respeito desse assunto, desse livro, com dirigentes, Espíritos, havia uma surpresa enorme, e os jovens os chamavam de O Novo Kardec, você vai ler O Novo Kardec, aquela coisa do Novo Kardec, interessante né?

Pois é, mas assim, para Kardec sair e fazer esse movimento, qual era o objetivo dessa viagem? Ele saiu do gabinete, falou vou viajar, se não me engano foram 21 cidades por onde ele passou, qual o objetivo dessa viagem? Isso na viagem de 1862, porque na realidade ele fez uma viagem em 1860, depois em 61, 62, daí ele viaja novamente em 64, ele vai até a Bélgica, e em 67 ele ainda faz mais uma, uma viagem mais curta, parece que as viagens eram sempre no verão, então eles tinham lá um intervalo nas atividades da sociedade espírita, ele aproveitava as férias, entre aspas, para poder viajar, aproveitava o outono, está me falando aqui que é o outono, então ele aproveitava esse período para fazer essas viagens, em 1860 ele vai até León, ele passa por acho que duas cidades no caminho, depois ele vai para León, depois em 61 ele vai até Bordeaux, ele desce até León, mas nós não chegamos em 61, Ricardo, gostaria de fazer um detalhe a respeito da viagem de 1860, que olha só que interessante o estado emocional de Allan Kardec, ele havia pedido a exoneração, a demissão lá da função dele de presidente da sociedade presidente espírita, quer dizer, ele estava meio que cansado, uma vez eu li a respeito disso, depois vocês confiram aí, ele estava pedindo essa demissão, um dos motivos que ele estava se renunciando ao cargo, é porque os critérios de aceitação de novos convidados não estavam sendo seguidos a rigor, e elementos menos preparados e talvez que criavam confusão lá dentro, estavam adentrando com facilidade, ele já estava, uma vez também eu li que ele tinha muito cansaço dessa questão administrativa, ele queria ler e queria fazer o trabalho dele, Haroldo não deve ter entendido essas coisas não, entendeu, então ele estava muito, e de repente eu acho que foi um prêmio, a espiritualidade proporcionou também para ele essa viagem, no sentido de, olha, para dar força dele continuar, porque os espíritos puxaram a orelha dele e falaram, olha você pode se demitir de qualquer forma, mas você não vai poder pedir demissão não, porque demitir-se da sociedade presidente espírita não era demitir-se de um centro espírita, era bagunçar o esquema do espiritismo nascente, então ele não pôde ter esse luxo.

Uma coisa né Alessandro, até conectando essa questão do objetivo da viagem, do porquê da viagem, com essa observação que você fez sobre o caráter de Kardec, eu queria dar um testemunho aqui. Ah, eu também tenho um testemunho. Dar um testemunho aqui. Eu sou da área jurídica, todos sabem, e na área jurídica a gente está acostumado com contraposição de ideias, então você nunca tem uma ideia única. Então, eu faço seis audiências por dia, em todas elas você tem no mínimo um autor, um requerente e um requerido, mais o juiz, então são no mínimo quatro ideias.

No mínimo. Se tiver mais de um requerente, mais de um requerido, você multiplica por cinco o número de ideias. E todas as ideias são seguidas de uma fundamentação, de uma argumentação. Quem faz direito, quem fez direito, quem é da área jurídica é treinado para a retórica, para a argumentação, para colocar ideias de uma maneira, aí vem a lógica, você saber provar, saber apresentar provas, saber argumentar, etc, etc. E por essa razão a gente lê diversos livros de mestres da retórica, mestres da argumentação, mestres da produção de prova.

Posso citar um aqui que eu sou particularmente apaixonado, que é o Norberto Bobbio, um gigante. Mas quando você lê Kardec, é algo fora de comparação. Você lê atentamente a introdução do livro dos Espíritos, é algo assim impressionante. Ainda que a pessoa não seja espírita, ainda que ela não atente para o conteúdo do que ele está dizendo, vamos convir, vamos combinar. A argumentação dele é de uma lucidez muito acima da média dos grandes, acima da média dos gênios, a maneira como ele argumenta. A forma como ele passeia pelas filosofias, conhecimento que ele tem de filosofia, de pensamento filosófico, de argumentação filosófica, é espanta.

Então é natural que a gente só veja essa faceta em Kardec. A faceta do homem de gênio, o gigante da observação, meticuloso. Afinal de contas, esse homem escreveu uma gramática, escreveu um plano de mudança pedagógica da educação na França. Nós não estamos falando com um aventureiro. Esse homem estudou no Instituto Pestalozzi, sempre esteve ligado à criança, sempre esteve ligado à educação. A vida desse homem é pedagogia, ensino, educação e tudo que está ligado ao aspecto intelectual. Mas quando a pessoa tira, e aí eu aconselho, aproveitar janeiro agora, as férias, verão, verão outono europeu, leia o livro Viagem Espírita, porque vai enxergar a maior faceta de Kardec, que é o homem de fé.

E eu digo isso porque se você for a Obras Póstumas, quando ele está escrevendo em 1864, o Evangelho segundo o Espiritismo, um pouco antes, 1863, ele se recolhe para escrever o Imitação do Evangelho. Ou seja, próximo dessa viagem aqui, um ano depois dessa viagem, e o Espírito fala para ele, o São Luís diz assim para ele, a tua fé é dessas que movem montanhas e fazem caminhar por sobre as águas. Está lá no Obras Póstumas. A tua fé é um muro inabalável. Então, esse homem de fé, esse Kardec que sai a campo e começa a apertar a mão das pessoas, esse Kardec que diz assim, eu não quero banquete, porque senão vocês vão ter que gastar dinheiro, quero uma coisa simples, que abraça as pessoas, que fala de caridade, que fala de fraternidade, que fala de diálogo interreligioso, que fala que o verdadeiro Espírito é o Espírito caridoso.

Esse homem de ação, ele assusta, ele assusta o Espírita que tem 40 anos de Espiritismo, que só lê a introdução do livro do Espírito, só lê a obra básica e nunca, às vezes, teve a oportunidade de abrir o livro Viagem Espírita e aqui reconhecer o verdadeiro Kardec. Porque eu acho difícil esse homem ter sido escolhido como missionário para trazer o Espiritismo ao mundo se ele tivesse apenas as características do grande cientista, do grande filósofo. Eu acho muito difícil. Muito lembrado, muito bem lembrado, eu acho, inclusive, que é uma coisa que às vezes eu converso com companheiros para a gente ter um pouquinho, dar um voto de confiança na revelação.

Porque, olha, nós estamos falando aqui de uma doutrina que se arroga à Alcunha de ser o consolador prometido por Jesus Cristo. O pedagogo escolhido por esse Jesus Cristo, se o Espiritismo for, é Allan Kardec. Em 7 bilhões de encarnados aqui, sei lá quantos desencarnados, um pedagogo foi escolhido pelo dono do Orbe. Esse pedagogo tem o nome de, né, pseudônimo de Allan Kardec. Então a gente tem que dar um pouquinho de voto de confiança para entender, e não pressupor que entendemos o gênio à toque de caixa. A gente não entende pessoas geniais por ler simplesmente os escritos deles.

Porque são escritos que terão que ser debulhados, ruminados, talvez, durante centênios. Porque você, eu, por exemplo, leio hoje Kardec e vejo coisas que realmente não tinha condição de ver dez anos atrás, cinco anos atrás, com a experiência de vida, com as vicissitudes ou com as alegrias, o que seja que for, mas você vai ganhando experiência para começar, começar a ter, né, pruridos de entendimento do que seria o pensamento desse homem. Então, por exemplo, quando ele coloca lá o que é Deus no livro que é o Espiritismo, no livro dos espíritos, né, na minha opinião, se ele tivesse começado assim, Deus existe?

Nós não teríamos tido a doutrina dos espíritos aqui hoje. Ele pressupôs uma fé em Deus, né, ele falou, não, Deus para mim sine qua non, né, uma condição sine qua non, mas agora, ele não poderia simplesmente falar, de nome de Deus existe? Outro dia, conversando com um palestrante de espírito, ele me perguntou isso. De nome de Deus, o que você acha disso? Eu acho meio, é complicado, nós temos que começar a lembrar que esses grandes homens, estão assim, completos, eles não estão, eles estão em um patamar diferente. Os espíritos que auxiliaram na codificação, eles transcendem já um pouquinho nosso jeitão humano, não é?

Não é por aí. E a gente tem que respeitar isso e tentar esclarecer qual que é o foco. Esse livro torna muito claro que o foco da doutrina espírita, ele mesmo falou, o tema predileto, isso aí é o Wallace falando de Allan Kardec, o tema predileto de Kardec é a caridade. Mas aí, gente, só para a gente entender a profundidade, se você for pegar a caridade, ver o que Allan Kardec fala sobre ela, ele fala… Eu acho que seria bom falar sobre isso, porque é quase que assim, o objetivo da viagem, o objetivo do espiritismo e o que ele fala, o propósito do espiritismo, que é a regeneração do mundo, ele deixa isso muito claro.

A primeira fase do espiritismo foi a fase de observação, de fenômeno. Depois ele fala que tem uma segunda fase, e está no primeiro discurso dele, da viagem, a segunda fase, que é uma fase filosófica, de perquirição. E a terceira fase que estava sendo preparada, que seria a regeneração do mundo. Olha… Sob uma bandeira, inspirada em uma bandeira, fora da caridade, não há salvação. Exatamente. E na revista Espírita, ele diz o seguinte, o campo da caridade é muito vasto, ele compreende duas grandes divisões, olha a cabeça dele já, compreende duas grandes divisões, que por falta de termos especiais, ele vai criar.

Podem designar-se pelas palavras caridade beneficente e caridade benevolente. Que muitas vezes a gente chama de caridade material e espiritual, mas é um termo mais ambíguo, eu acho. Caridade espiritual é muito vago. Aí ele fala, compreende-se facilmente a primeira, caridade beneficente. A cesta básica, o agasalho, aquela coisa toda. Porque ela dispõe de recursos materiais, depende de recursos materiais, mas a segunda, ele diz, está ao alcance de todo o mundo, do mais pobre como do mais rico. Jesus Cristo não tinha nada, foi o mais caridoso de todos.

Se a beneficência é forçosamente limitada, nenhuma outra, senão a vontade, pode pôr limites à benevolência. O que é preciso, pois, para praticar a caridade benevolente? Aí ele coloca, amar o seu próximo como a si mesmo. Ora, amando-se ao seu próximo como a si mesmo, se o amará muito, se agirá para com o outrem como se gosta, que os outros hajam para conosco. Não se desejará nem se fará mal a ninguém, porque não gostaríamos que não o fizessem. Amar seu próximo é, pois, abjurar do sentimento, de todo o sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, em uma palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar.

É perdoar os seus inimigos e restituir o bem onde haja o mal. É ser indulgente para com as imperfeições de seus semelhantes e não procurar a palha no olho do seu vizinho, então que não se vê a trave que está no seu. É ocultar ou desculpar as faltas do outro, em lugar de se com prazer impô-las em relevo pelo espírito de denegrir. É ainda não se fazer valer as custas dos outros, de não procurar esmagar ninguém sob o peso da sua superioridade, de não desprezar ninguém por orgulho. Aí ele fala, gente, solenemente, eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é uma palavra vã.

É a caridade do verdadeiro espírita, como do verdadeiro cristão. Aquela sem a qual aquele que diz, fora da caridade não há salvação, pronuncia a sua própria condenação neste mundo tão bem quanto no outro, ou seja, não há discussão sobre a validade da caridade beneficente. Como diz na pergunta 255 do Consolador, perguntaram, irmão, o que faz melhor a caridade espiritual, não, a caridade material é uma obrigação, é um dever. Agora, se nós não partimos para a caridade benevolente, que é o foco da doutrina espírita, como diz aqui, é essa caridade do verdadeiro espírita, porque ele está com grana ou sem grana, ele vai ter que fazer caridade?

Ele vai ter que ser caridoso, ele vai ter que buscar isso. Buscar, né, gente? Porque isso, gente, é uma quebra de paradigma. Gravíssimo, doutor Aroldo, todo mundo aqui, gravíssima quebra de paradigma. Por quê? Porque muitas vezes, na minha pequena experiência de 40 anos aí, nas organizações espíritas ou de outra região, você vê, não há esse foco. A gente acha normal, porque se eu brigo aqui, por exemplo, com Ricardo, eu não vou achar isso anormal, mas o normal é a gente ficar na briga. E a gente está brigando todo dia e não achar um caminho para sair disso.

Eu vou dar um exemplo aqui, quando eu vi o Josef Hatzinger, ele ainda era um teólogo, um teólogo número um lá do Vaticano, braço direito do João Paulo II, né? Ele falava uma coisa que eu falei, olha, meu Deus, esse cara virando Papa, ele não vai se dar bem. Ele disse o seguinte, talvez numa intenção de se mostrar liberal, entendedor, compreendedor das questões humanas, ele disse o seguinte, olha, o Vaticano, o pessoal fala que há intriga, que há briga por poder, que há isso e aquilo, e há mesmo. Nós somos seres humanos.

Sim. Mas, eu falei, olha, se ele tivesse lido um pouquinho sobre a formação da mentalidade cristã, que isso aqui que o Allan Kardec está falando, é esse foco. É uma mentalidade em que o egoísmo, o orgulho, ele não vai ser olhado como normal, sim como comum. É uma coisa comum, temos que compreender, então se eu machuco aqui o Tiago, ele vai ficar magoado, mas aí nós vamos ter que resolver. A coisa vai ter que ser resolvida, para o bem. Se não for, nós estamos realmente repetindo os conventículos católicos, né? Olha, Luiz Sérgio, o que que ele fala, né?

Ele diz assim, o que digo das dissidências entre os grupos? Digo igualmente para as que pudessem existir entre os indivíduos. Em semelhantes circunstâncias, a opinião de pessoas imparciais é sempre favorável àquele que dá provas de maior grandeza e generosidade. Aqui na Terra, onde ninguém é infalível, a indulgência recíproca é uma consequência do princípio de caridade que nos leva a agir para com os outros, como gostaríamos que os outros agissem para conosco. Ora, sem indulgência não há caridade, sem caridade não há verdadeiro espírita.

A moderação, a moderação é um dos sinais característicos desse sentimento. Como a acrimônia, como o rancor é a sua negação. Com a acrimônia e espírito vingativo estragam-se as melhores causas, mas com moderação sempre agimos dentro dos preceitos do bom direito. Se, pois, eu tivesse de opinar em uma divergência, eu me preocuparia menos com a causa e mais com a consequência. Se, pois, eu tivesse de opinar em uma divergência, eu me preocuparia menos com a causa e mais com a consequência. A causa, sobretudo em querelas de palavras, pode ser o resultado de um primeiro movimento, de que nem sempre se é senhor.

A conduta ulterior do rancor dos dois adversários é o resultado da reflexão. Eles agem de sangue frio e é então que se forja o verdadeiro caráter normal de cada um. Uma cabeça ruim e um bom coração muitas vezes caminham juntos, mas rancor e bom coração são incompatíveis. Minha medida de apreciação seria, pois, a caridade, isto é, eu observaria aquele que falasse menos mal de seu adversário, que fosse mais moderado em suas recriminações. É com esta medida que Deus nos julgará, pois que ele será indulgente para quem tiver sido indulgente e inflexível para quem tiver sido inflexível.

Eu acho isso aqui no momento em que o movimento se divide sobre quem foi a reencarnação de quem, sobre qual livro deve-se ler, e as pessoas se devoltam um ódio recíproco, falam mal, denigrem, agem premeditadamente ainda que o irmão esteja equivocado. A questão não é essa, porque ninguém precisa de indulgência se estiver certo. O que precisa de indulgência é quem está errado. Então a gente vê que realmente o movimento espírita está caminhando por caminhos que não são aqueles sugeridos pelo codificador da doutrina espírita e muito menos aqueles exemplificados por Jesus.

É um alerta para todos nós. Inclusive, essas são questões que são, em uma certa parte do livro, você tem lá as respostas do Kardec para questões levantadas pelos grupos espíritas, e aí você tem a questão da formação dos grupos, a questão da homogeneidade dos caracteres que entra um pouco nessa questão que vocês estão trazendo, quer dizer, você ter um grupo menor de pessoas que tem um laço afetivo mais evidente favorece que o trabalho aconteça dentro desse regime de afetividade, de tolerância e assim por diante. E ele também responde a respeito das obras que para os espíritas da época vinham a prejuízo da doutrina, vinham trazendo teorias que eram incompatíveis e é muito interessante a fala dele nesse sentido de tolerância de ter tranquilidade, de aguardar que o tempo daria condições para que aquelas ideias fossem testadas para que se visse a validade, o alcance delas e assim por diante.

Por outro lado, ele fica muito feliz também de perceber que os espíritas dos grupos comentam com entusiasmo mesmo que eles estavam vivendo realmente essa caridade, o clima que ele encontrava nos grupos espíritas na maioria deles, pelo menos era um clima de amizade, de companheirismo e ele fala muito é uma coisa muito do imaginário do século XIX ele fala que era emocionante que era um dos milagres que o espiritismo realizava, ver o operário apertando a mão do nobre inclusive o Wallace na introdução que ele escreveu ele descreve esse tipo de cena do Kardec chegando no grupo espírita, deixa eu encontrar aqui só um momento noite 19 de setembro de 1860 Kardec é recebido no centro espírita de Brotor, o único existente em Lyon.

Há a porta esperando o Dijoux, operário, chefe de oficinas e sua esposa nessa hora eu acho que é legal a gente tentar imaginar mesmo, visualizar a cena, porque é muito bacana aí o Wallace continua dizendo o seguinte, este é na história o primeiro encontro de dirigentes espíritas, Dijoux encontra-se a testa do grupo lyonês Kardec desempenha as funções maiores na société parisiense a mão do emérito pensador aperta vigorosamente os dedos calosos e ásperos do companheiro a quem chama irmão no olhar grave que trocam vê-se que mutuamente se entendem embora em planos diferentes, suas responsabilidades se equivalem transpostos os portais o coração de Kardec se rejubila o milagre a que tantas vezes já fizeram menção sempre com arrebatamento e orgulho o grande feito que compete a doutrina espírita realizar consubstancia-se ali, ante seus olhos e é um mentor espiritual erasto, em sublime epístola dirigida a comunidade lyonesa que vai encontrar palavras para vestir a emoção do codificador não podeis imaginar quanto nos é doce e agradável presidir ao vosso banquete onde o rico e o operário se abraçam, bebendo a fraternidade muito bacana né isso é muito legal porque assim, eu quando adetrei a casa espírita que, uma das casas espírita que eu frequento hoje, que é o Paz e Harmonia eu olhava, a gente olhava aquele coral assim cantando desafinado só que hoje eu olho pra aquilo e eu vejo assim um grande empresário de Belo Horizonte com uma cozinheira com uma mãe solteira, com pessoas que estão ali por um amor a doutrina e cantando assim música simples mas são pessoas de graus diferentes não tem só os empresários que estão cantando super afinado porque fazem aula de música Chaco, você sabe o que eu lembro?

Eu lembro do Emmanuel descrevendo quando o Saulo foi pela primeira vez na igreja de Damasco que é justamente isso aí que você está eu fico imaginando porque ele fala que o Saulo era aquela figura imponente era atleta né, estava com aquela roupa lá da nobreza hebraica e assim por diante e aí ele chega na casa de uma ele fala assim, na casa humilde de uma lavadeira né Então assim, eu fico imaginando que o contraste pra pau, pra Saulo né e aquele clima de fraternidade legítima né, de amizade sem artifícios sem assim sem aquela sensação assim de que você tem que beijar a mão de alguém, de que você tem que pedir bênçã pra alguém é aquele clima o clima de família, porque fraternidade é isso né, e eu acho que o Kardec bate tanto nessa tecla da caridade de que o verdadeiro espírita ele é caridoso a gente encara isso como uma obrigação de viver a caridade mas eu acho que não é não, isso é um convite pra nós vivermos relações mais simples entre nós né, criarmos menos barreiras né, é exatamente é o que te move internamente é essa que é a diferença, porque uma coisa é a gente saber o que tem que fazer outra coisa é a gente realmente criar a vontade que é a energia que te faz fazer que é de um dia levantar e ir lá entrar no coral e cantar mesmo com a voz afinada é isso aí, fazer parte né eu gostaria de continuar só um pouquinho dentro daquilo que o Haroldo tinha que falar porque é uma situação grave é uma situação grave é uma um chamamento grave que o Kardec nos faz, porque uma vez eu já falei isso as vezes foi num auditório, numa palestra eu perguntei assim a todo mundo o que vocês acham se Allan Kardec visse duas pessoas discutindo do lado de quem ele ia ficar alguns levantaram a mão e disseram a famosa do lado de quem tivesse mais lógica, razão e bom senso esse é o velho Kardec é o velho Kardec né aí eu li o novo Kardec eu li o novo eu li o novo Kardec o verdadeiro Kardec o Kardec oculto foi revelado então na palestra é o seguinte ele diz aqui, ainda no viagem espírita se entre vós há dissidências causas de antagonismo se os grupos que devem todos marchar para um objetivo comum estiverem divididos eu o lamento, sem me preocupar com as causas sem examinar quem cometeu os primeiros erros e me coloco sem hesitar do lado daquele que tiver mais caridade isto é mais abnegação e verdadeira humildade pois aquele a quem falta a caridade está sempre errado, assistido embora por qualquer espécie de razão é…

esse Kardec não está oculto não né, a gente fala oculto porque as pessoas a maioria de nós não tem contato com essa obra ainda né e mais né a gente não quer por exemplo admitir isso dai esse é um Kardec esse é um Kardec Giló porque tem o Kardec Brigadeiro o Kardec Brigadeiro chocolate, docinho é para o intelectual né para quem lê livro, para quem adora discussões filosóficas adora especular não, eu acho que esse mosquito foi a reencarnação de uma mosca na época do Cristo para quem gosta dessas coisas a especulação muitas vezes de braço dado com a inércia é doce o Kardec intelectual o Kardec Giló é o Kardec que diz assim, olha o grupo de lá já cometeu os primeiros erros mas eu preciso ser humilde então vou ter que reconciliar com ele o grupo de lá está totalmente errado mas se eu quiser estar certo eu tenho que ser caridoso não é fácil isso porque isso envolve isso envolve o que?

Primeiro eu tenho que abrir mão do meu amor próprio eu lembro daquele caso a senhora chega para o Chico dá um tanto de bofetada no rosto dele e fala, seu sem vergonha você entra agora naquela cabine de passe, me dá um passe porque eu procurei você a tarde inteira e não te achei e o Chico olha para o Emmanuel do lado dele e fala, como é que eu vou dar passe? Eu vou dar passe quando eu estou emocionalmente desequilibrado o senhor não acha que eu tenho razão? Ele fala assim, é Chico eu acho que você tem razão, mas ela tem a necessidade porque quem é casado sabe se você quiser permanecer casado não pergunta quem tem razão se você quiser ter razão no casamento você vai separar nós podemos dizer isso tranquilamente se você quiser manter um casamento você não pode perguntar quem está com a razão é o famoso duelo a pergunta é a pergunta é quem vai tomar a iniciativa de conciliar aí o casamento permanece em qualquer relacionamento humano se for uma disputa para ter razão não sobrevive a relação porque há divergências há opiniões, há ânimos você se exalta, você usa mal as palavras ou existe algum ser humano que sempre usa as palavras na hora certa e adequadamente eu desconheço há alguém que está sempre equilibrado, que nunca se exalta há alguém que nunca tem um pensamento assim de prepotência, de falar assim mas esse é um bocola, eu que sou melhor todos nós temos esse sentimento então, isso é muito forte nos coloca lá embaixo, Narô, da verdade é essa nos coloca na verdadeira posição em que estamos não dá para falsear, não dá para fazermos personagens quando você lê uma coisa dessa não dá para sermos personagens religiosos que temos sido nos últimos 3.000, 4.000 anos está difícil é por isso que o Espírito de verdade fala, ele veio confundir os orgulhosos o Espírito de verdade veio confundir os orgulhosos ele dá um nó é como uma vez a gente estava só para dar um exemplo porque já que a gente está falando de movimento tem se transformado natural eu acredito que isso vai crescer natural pessoas postarem vídeo ou escreverem coisas extremamente agressivas a pessoa de Chico Xavier extremamente agressivas a obra de Chico Xavier no sentido de desmerecer a obra e elas o fazem numa palavra num vocabulário de baixo calão o fazem com uma postura de escárnio, animosa prepotente orgulhosa às vezes cínica, aquela raiva enrostida e aí fica a pergunta o verdadeiro Espírito o verdadeiro Espírito no sentido de que aquele que está trabalhando, que está auxiliando o semelhante que está consolando que está na atividade responde, vai sair em defesa?

E quando a gente lê um texto desse do Kardec a gente se dá conta de que conhece-se a árvore pelos frutos quer dizer, é possível um Espírita verdadeiro é possível alguém que esteja do lado da verdade está agredindo outros é possível alguém se referindo a uma obra alguém de forma jocosa alguém fazendo piadinha, insultando é possível que essa pessoa esteja com a verdade? Não é possível não é possível porque se a pessoa não tem caridade ela está do lado da mentira ela pode estar com meia-verdade não com toda a verdade um parêntese Haroldo, aproveitando muito o que você está falando porque razão para Allan Kardec é o bem é a verdade suprema não é uma realidade, uma verdade intelectual ou um raciocínio Kardec ele difere muito bem raciocínio de razão muitas vezes nós podemos estar com um raciocínio super lógico e ser uma mentira deslavada lembro da minha filha, chegando pra mim quando era criancinha e falando pai eu não estou entendendo uma coisa, o sol não é quente?

É, pois é porque quando a gente vai subindo na atmosfera vai ficando mais frio? Em direção ao sol lógico, não é? Mas faltava ela, as variáveis para entender e enxergar a razão e ao bom senso da coisa que nem sempre um raciocínio lógico que você chega e dá lá x igual a 2 no final, é uma verdade e para Allan Kardec olha a questão da maturidade moral de um Allan Kardec, para ele verdade é o bem, Sócrates dizia a verdade é o bem não só seu, o bem de todos quer dizer isso aí gente, se a gente não tiver isso, começar a fazer essa mentalidade a recriar essa mentalidade na gente nós vamos estar repetindo perguntaram ao Emmanuel, aqui no livro consolador na pergunta 363, como se justifica a existência de certas lutas antifraternas dentro dos grupos espíritas Emmanuel responde o seguinte os agrupamentos espiritistas necessitam entender Ricardo tinha falado isso aqui agora há pouco, que o seu aparelhamento não pode ser análogo ao das associações propriamente humanas um gremio espírita cristão deve ter mais que tudo a característica familiar onde o amor e a simplicidade figurem na manifestação de todos os sentimentos em uma entidade doutrinária quando surgem as dissensões e lutas internas revelando partidarismos e hostilidades é sinal de ausência do evangelho nos corações demonstrando-se pelo excesso de material humano e prestagiando o naufrágio das intenções mais generosas olha as dicas de Emmanuel para a gente excesso de material humano é difícil né Nesses núcleos de estudo nenhuma realização se fará sem fraternidade e humildade legítimas que a gente pinta também a gente doura a pílula, vai numa instituição fica naquela ali, cheio dos ódios cheio dos rancores da competitividade, mas na hora lá meu querido meu irmão, eu te amo, Jesus te ama aquela coisa, mas se não lida com isso, se não lida com o corpo porque gente, doutrina dos espíritos é do espírito fazer essa firula, sermos personagens religiosos, nós já estamos nesse negócio aí, se a gente foi aquele tipo cara fariseu antigo que era assim do passado, a gente já está aí a 7 mil anos desse jeito eu acho engraçado que o Emmanuel falou aí de excesso de material humano interessante isso né, Kardec vai falar aqui no viagem espírita também a respeito disso e no livro dos médiuns também ele fala a respeito dos grupos serem menores, serem grupos pequenos tem uma certa altura aqui no viagem espírita mesmo que o Kardec fala eu acho que não é excesso de número de pessoas só não eu acho que ele está dizendo assim quer dizer, há tanta estratégia humana há tanta solução humana para os problemas há tanto raciocínio humano há tanto sentimento humano que faltou aquela entrega à espiritualidade, é uma coisa que a gente uma vez a gente conversou muito aqui no ser sobre isso né a gente diz assim, eu vou me entregar para a condução da espiritualidade aí você surge uma circunstância, você tem que mudar o plano todo mundo fica assustado mas ora, se você está dizendo que vai se entregar para a condução da espiritualidade então você tem que estar preparado para as coisas darem errado, porque o que não pode acontecer vai dar errado porque se o que não pode o que não é para acontecer se não der errado, o que tem que acontecer não vai vir né é curioso isso porque a gente começa a ficar humano demais na condução da casa espírita então tem grupo espírita, por exemplo, que o espírito para manifestar tem que pegar a senha ele tem que pegar a senha amarela e tem que conversar com o dirigente da casa para pedir permissão, ora, tem alguma coisa errada tá Excesso de material humano e Pouco material espiritual genuinamente espiritual é verdade mas eu também fico pensando nessa coisa do número mesmo propriamente dito assim realmente é muito mais difícil você conduzir um grupo grande demais e com caracteres heterogêneos demais com objetivos, eu fico pensando que as vezes até os projetos reencarnatórios são contrastantes então você precisa mesmo as vezes as pessoas tem a sensação de que é briga de que é desunião e tal, mas as vezes é porque são tarefas diferentes a gente acompanhando os grupos, as vezes a gente percebe isso com muita clareza olha, os grupos estão divergindo porque eles estão com tarefas diferentes para realizar e eles tem que se conscientizar disso não precisa ficar ali brigando, insistindo eu me lembro de uma carta que o Chico escreveu para Neném Aloto onde ele falava a respeito disso, ele falava assim olha, hoje nós estamos longe distantes uns dos outros e cada um realizando a sua tarefa mas vai chegar o dia em que nós vamos nos reencontrar na pátria espiritual e aí cada um de nós vai ser chamado a testemunhar aquilo que conseguiu realizar dentro das responsabilidades que lhe foram atribuídas então é interessante essa ideia de que é uma coisa que o Kardec bate muito nessa tecla da união dos espíritas de que a gente está fazendo coisas diferentes, em áreas diferentes mas nós estamos atendendo a uma mesma finalidade, inclusive ele frisa muito que por essa razão a gente não deveria ter tanta divergência que redunda em briga e desentendimento porque a finalidade principal é a mesma, na verdade a divergência acontece com relação a detalhes com relação a interpretação Ricardo, e está dito aqui pelo próprio codificador o ponto capital do espiritismo é o lado moral isso, isso é o Kardec que está dizendo o ponto capital do espiritismo é o lado moral, é por isso que ele fala que se há dois partidos ali, ele fica do lado, ele fica do lado, é aí que devemos envidar todos os nossos esforços para fazê-lo compreendido, ou seja não basta divulgar o espiritismo, ciência e filosofia não o lado moral, é aqui que nós temos que envidar todos os nossos esforços para fazê-lo compreendido e coisa notável, é assim que ele é considerado agora mesmo nas classes menos esclarecidas, por isso seu efeito moralizador é manifesto eis um exemplo entre milhares o Kardec, ele comenta a respeito da transformação que ele verificava nos espíritas de Lyon, e ele comenta que a maioria dos espíritas de Lyon, a maior parte do grupo era formado por operários e ele comenta da mudança de hábitos que ele observou neles, que os próprios alguns deles vieram para testemunhar para ele tem um testemunho, um relato de um desses que ele fala assim, antigamente eu não passava tempo com a minha família, quando eu terminava o meu trabalho eu ia para não sei aonde não sei o que, e agora eu tenho prazer em conviver com os meus familiares, em estar com os meus filhos e isso é graça ao espiritismo, eu abandonei determinados vícios então você vê que o efeito como o Haroldo estava falando, o efeito é moralizador mas essa moralização ela vem de uma coisa que a gente estava falando antes que é a questão da crença, quer dizer, quando o espiritismo demonstra que o túmulo está vazio, que a vida continua, a forma que a pessoa tende a enxergar a vida dela muda, o prisma que ela utiliza para enxergar a forma como ela se conduz no mundo muda muito agora isso também tem implicações naquela questão que a gente estava falando do ataque os ataques que o espiritismo sofre eu estava procurando, achei um trecho aqui que o Kardec fala a respeito disso, ele fala o seguinte diremos de início que encontramos uma unânime aprovação relativamente ao nosso silêncio em face dos ataques que pessoalmente temos sofrido isso é muito interessante o Kardec só respondia quando ele via que era uma causa bem universal que estava colocando em perigo o entendimento das pessoas da doutrina dos Espíritos Pais Livres, mesmo assim uma resposta curta, mas a maioria das vezes foi um silêncio que depois ele mesmo falou.

Luiz, olha só o que ele fala, ele fala assim os ataques pessoais nunca nos abalaram ele está falando aqui que ele sempre fez silêncio com relação aos ataques pessoais os ataques pessoais nunca nos abalaram coisa diversa, entretanto, ocorreu relativamente àqueles que são dirigidos contra a doutrina algumas vezes respondemos diretamente a certas críticas, quando isso nos pareceu necessário, e a fim de provar que se preciso, sabemos também lutar e isso teremos feito, sem dúvida, muitas vezes se constatássemos que esses ataques traziam prejuízo real ao Espiritismo, mas quando ficou provado pelos fatos que longe de enodoá-lo, prestavam-se à causa que defendia, louvamos a sabedoria dos Espíritos que empregavam seus próprios inimigos para propagar o Espiritismo e tornar a infâmia em benefício fazendo a ideia combatida penetrar em círculos onde jamais teria penetrado pelo elogio engraçado agora gente voltando um pouquinho nesse assunto que a gente estava discutindo, conversando com Emmanuel aqui primeiro gostaria de chamar a atenção de vocês o seguinte você lendo Viagem Espírita você vai entender perfeitamente como, por exemplo o Espírito Emmanuel é de uma consonância com o pensamento kardeciano absurda você fica assim, meu Deus, é de uma uma congruência muito grande, porque se você fica naquele, naqueles escritos de kardec que ele está querendo elaborar ainda todo o raciocínio espírita e você fica detido só naquilo ali você pode passar por cima de pontos ainda mais nós que temos, às vezes, uns olhares uma vista grossa para a questão moral às vezes porque ela nos machuca você pode passar por cima desses desses conhecimentos e não ver que o Allan Kardec de fato fala coisas que o Emmanuel também simplesmente endossa e estende quando Emmanuel fala nessa pergunta aqui da questão das dificuldades, Allan Kardec você vê, há um colar de pérolas, né, feito por um e por outro Kardec faz um, põe uma pérola Emmanuel vem, põe outra pérola mais bonitinha, e quando ele fala Emmanuel fala da questão do excesso de pessoas numa instituição, nós sabemos que isso é problemático, você tem um grupo aqui e começa a entrar gente o Allan Kardec não pediu para ser, renunciou por causa desse problema de pessoas mal escolhidas porque ele estava com uma tarefa muito importante ele não poderia decidir ao tempo vamos ficar aqui 10 anos até a gente chegar não, ele tinha poucos anos para fazer, ele tinha que ser muito rigoroso né, ele mesmo fala, é bom que os pequenos grupos se proliferem porque se o espiritismo for, estiver mal entendido, ele dizia, não façam não façam grandes instituições antes do espiritismo ser bem entendido o problema é que a gente sempre acha que está entendendo o espiritismo bem, né, não, agora a gente já entende, eu entendo bem, então vou fazer uma grande e aí viram esses elefantes brancos, às vezes, quantos, né, esses espíritos ficaram vazios aí, de tanta briga, de tanta confusão, e até nisso é uma quebra de paradigma, né, o espiritismo não está preocupado com o número, exatamente a gente, quer dizer, você vê que isso é uma mentalidade de proselitismo religioso, nós temos que tomar conta do mundo o mais rápido possível e o espiritismo não está preocupado com isso, não.

Ricardo, eu sempre me preocupei com essa questão, por exemplo, do voluntariado né, e estudando muito sobre isso, eu peguei uns textos da Unesco muito interessantes, a Unesco falava o seguinte pelos textos da Unesco, né, o problema maior do voluntariado é a falta de lastro ético dos que servem evangélicos mentalidade cristã em Atos dos Apóstolos, capítulo 6 aqui na Bíblia que o Haroldo nos traduziu, fala o seguinte, versículo 1, nesses dias multiplicando-se os discípulos ó, encheu a igreja houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, é, falta de ética, por quê?

Porque as suas viúvas eram desprezadas no serviço diário olha, para a mulher de judeu de Jerusalém, três sopinhas para a mulher de judeu da diáspora, meia sopa, um pedacinho de pão, tá bom quer dizer, falta de ética cristã, falta de lastro ético, um problema que a Unesco aponta hoje pra nós, né, na hora do serviço, aí olha aqui ó gente, olha só, os 12 convocando a multidão dos discípulos disseram, não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus para servir às mesas ah, será que esses apóstolos são muito frufru, muito assim, ah, tem que ficar fazendo palestra só, não gente porque se não houver uma doutrina né, se não houver uma doutrina, é como é que é a frase do Júlio ali do início?

Porque a treva fez um jeito nesse mundo, Arouca, ela fez um jeito que até a frase, como por exemplo é O exemplo vale com mais que mil palavras aí a treva chegou e eu falo assim você tem o dom você tem a graça de ser uma pessoa que eu não tenho que ser nunca isso é um dom de Deus que você tem então, quer dizer, o seu exemplo pra mim não vale nada porque o que você está fazendo, eu estou longe disso, eu nunca vou xingar isso não, né esse é um medo que a gente tem, né Luiz Sérgio, que a gente sempre alerta sobre isso, né, que é o medo do endeusamento quer dizer, o respeito a gratidão o amor pelos missionários pelos espíritos, pelo trabalho que eles fizeram eu acredito que isso deva estar sempre dentro do nosso coração, mas jamais pode se converter no endeusamento porque o endeusamento é um distanciamento proposital eu endeuso pra me desonerar do dever de Imitar então, se eu endeuso Francisco de Assis, não, eu não preciso mais ser humilde se eu endeuso Chico, então eu não preciso mais ser amoroso então, o endeusamento é um afastamento proposital em que eu digo assim, eu posso continuar sendo o que sou desde que eu ajoelhe e fique elogiando o missionário é quando você falou no começo a respeito do Kardec da capacidade do Kardec e tudo mais eu tava pensando nisso, você imagina aquela coisa da eleição do Kardec pedindo pra ser desligado da função de presidente agora, você imagina os espíritas de Paris com a presença constante daquela figura com aquela capacidade toda deve ter sido muito difícil mesmo pra eles aceitarem a demissão dele, né o Alas Leo Rodrigues, ele fala que o desligamento dele foi negado e que ele se viu reeleito por quase unanimidade um voto em contrário, um em branco, aí eu lembrei quando você tava falando do testemunho que a gente tem a história do presidente da Casa Espírita que a gente frequenta, que é uma moralidade que nos primeiros anos depois da fundação do grupo, ele ficou sendo presidente e não conseguia achar ninguém pra substituí-lo não então ele marcava e é muito interessante porque era um grupo muito pequenininho tinha pouca gente, a necessidade da região, a necessidade material era muito grande, era uma região muito carente, né, mas o tarefeiro mesmo tinha poucos então ele convocava lá a assembleia pra fazer a votação pra poder escolher o novo presidente e aí no dia da eleição não aparecia ninguém aí ele escrevia a ata falando assim, olha, eu acho muito isso é uma coisa que a gente tem muito carinho com essa frase lá na nossa casa porque é muito forte assim ele fala o seguinte, na ata, tá escrito lá a gente tem ela até hoje, essa é da década de 50 ele fala assim por motivo justo nenhum dos sócios compareceu eu acho muito bacana por motivo justo e aí, quer dizer, ninguém veio, ele foi ele foi eleito por unanimidade ele foi eleito por unanimidade um, um, um unanimidade mas gente, deixa eu acabar aqui pra vocês verem o que os apóstolos fizeram com esse pepino como é que eles resolveram a questão eles fizeram assim, olha não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus pra servir as mesas irmãos, selecionai dentre vós sete varões atestados, cheios de espírito e sabedoria, ou seja com o lastro ético que a Unesco fala com o entendimento para servir as mesas e sobre os quais nós constituiremos um acordo nós preservaremos na oração e no serviço da palavra a palavra foi agradável à vista de todos, da multidão e escolheram Estevão pra servir a mesa, chamados diáconos servidor fraco né só que era assim Estevão vai servir a mesa quer dizer, cheio de espírito santo Filipe, Procro Nicanor, Timão, Parmenes Nicolau, Prozeto de Antioquia, etc os quais se colocaram de pé diante dos apóstolos que orando lhes impuseram as mãos não adiantou só aquele o preto humano não eles puseram as mãos aprovou, pode e pedindo a benção da espiritualidade o amparo para um trabalho de servir mesa e as vezes a gente se lança tarefas de grande envergadura sem um mínimo de consideração ao elemento espiritual e de preparação moral também né, quer dizer, as vezes o cara está preparado fisicamente, ele está preparado em termos de logística por exemplo da sopa lá no centro e tal, e o centro as vezes a mealha contrata entre aspas pessoas assim mas que não tem um preparo moral e a coisa vira um um verdadeiro, literalmente um caldeirão de brigas de intrigas, de confusão de falta de ética os assistidos falam meu Deus, mas o pessoal briga demais outro aqui fica aqui falando da mulher do outro quer dizer isso é falta desse foco que o Allan Kardec Jesus Cristo o Emmanuel por exemplo os espíritos superiores estão sempre nos chamando atenção, gente, fator moral se a gente não mexer com isso é grave, você se lembra de um livro O Brilho de Vida Eterna uma lição que tem o irmão Gotuso gente, essa do irmão Gotuso pelo amor de Deus é violenta ele é um psiquiatra que tinha sido retirado do umbral grosso de uma zona de sofrimento muito grande e estava trabalhando na caridade dessa instituição lá no plano espiritual o André Luiz se simpatizou muito com ele André Luiz veio do espelho superior ele ficava lá naquela casa transitória você lembra?

Nas zonas inferiores e o layout do cara assim ele tinha sido médico muito bem sucedido aqui na terra uma vida muito feliz um casamento muito legal ele disse que só se lembrava de um sofrimento da pandemia que deu o desencarno dele não lembrava de sofrimento o que já é uma coisa meio estranha né gente porque num mundo com tanto sofrimento você não ter sentido sofrimento nenhum é que você de repente é meio alienado do sofrimento alheio ele era psiquiatra André era psiquiatra quer dizer aí rapaz eles fazem uma materialização não deu pra materializar que o ambiente era tão ruim que tentaram a mãe dele veio de outra esfera e começou a falar com ele através de uma médium e essa conversa através dessa médium é uma conversa impressionante ela começa a dizer pra ele mais ou menos o seguinte olha meu filho olha você você você tá trabalhando nessa casa aqui há muito tempo mas a situação sua tá péssima imagina gente você ficar 24 horas trabalhando, fazendo caridade o tempo todo numa instituição no plano espiritual e a mãe dele falou assim você não tá mexendo em nada do seu coração ela diz uma frase porque o texto está lá no capítulo 10 se não me engano ela fala mais ou menos assim com ele é razoável que você demore neste asilo de amor colaborando na cura de desequilibrados mentais longe dos ciclos mais densos contudo não pretende ganhar o mais além admite satisfeito o cárcere do estacionamento malgrado o caráter do trabalho edificante não desejará libertar-se para libertar efetivamente os prisioneiros da ignorância não demandará o plano superior para ser mais útil aos que intentam galgar a escada e vai dizendo o seguinte você fez muitas amizades aqui mas anteriormente ela faz o seguinte é Deixa eu ver o que eu acho eu acho isso um pouquinho ela tá dizendo a ele gente que o estado dela utiliza o seguinte o seu estado íntimo é deplorável pra nós né Não falo a você agora dentro da afetuosa impertinência de mãe nossos laços presentemente em relação ao passado são muito diversos somos filhos do pai altíssimo então ela tá dando um torrinha nele no bom sentido né e ela fala o seguinte você tá cheio de amizades prestigiosas aqui no plano espiritual você fez um sucesso danado você tá trabalhando muito bem mas o seu estado mental e do seu coração é lastimável nós estamos assim é de deplorar, mais ou menos isso que ela fala tô parafraseando é porque não tô achando direito aqui e isso é uma grande lição pra gente quer dizer o cara tá lá ralando fazendo caridade mas essa caridade benevolente que o Allan Kardec tinha colocado como foco muita gente não toca nela e é disso que ela fala você não perdoou a sua esposa porque ela casou com outro você tá com essa mágoa no coração e você não quer nem subir pro plano superior pra não lidar com ela nossa Allan Kardec fala assim pô vou pra nosso lar você vai ficar nesse lugar aqui André Luiz dá dicas espetaculares o consultório dele é igualzinho de um médico da terra quer dizer o cara tava todo físico quando ele pegava férias ele vinha aqui nos campos da terra tirar o desafogo do umbral ele gostava do esquema aqui, ele gostava disso aqui e ele não queria melhorar talvez até pra não subir por isso que ela fala você não quer subir, isso é um pecado você não quer se melhorar você não quer se espiritualizar porque para espiritualizar gente, moeda no plano espiritual pra você conquistar uma passagem pra subir pra cima você tem que lidar com essas questões do sentimento por isso que o Allan Kardec falava não se admite um espírita com rancor porque senão você pode até culpar lá no plano espiritual assim pô Kardec não me falou isso agora eu tô aqui nessa coisa e vou começar a ser revoltado de novo antes era um papa revoltado agora é um espírita revoltado eu tô lembrando aqui um fato recente que eu tive passei um mal assim, mas ainda bem que fui na casa espírita e fui atendido e o amigo espiritual disse assim, olha então hoje você faça uma refeição mais leve mas um jejum de pensamento parecendo charada uma refeição mais leve eu entendi mas jejum de pensamento aí a gente fica pensando pensando né aí eu pensei aí eu pensei eu pensei a gente dá tão pouca importância ao que pensa durante o dia e ao que sente ao estado emocional e às vezes é isso você tá aí trabalhou, fez um tanto de atividade espírita no meu caso 50 palestras viajou, mas rancor no coração rancor não perdoou alguém, tá com uma mágoa ou Passou silenciosamente resignadamente por uma aprovação mas no fundo você tá com um sentimento de revolta a Deus então é esse cuidar do sentimento, do pensamento essa transformação moral é o ponto capital do espiritismo esse é o ponto esse é o ponto olha o que ela fala aqui pro Gotuzo olha você já é um trabalhador com direito a descobrir os próprios erros nossa ou seja mas isso aí pra gente não desistir de fazer o externo porque se a gente faz, faz, faz e não adianta nada, adianta ele trabalhando externamente ganhou o direito, como Pedro Neves lá no Sexo e Destino ganhou o direito de ser espancado aqui, de descobrir os próprios erros porque tem gente que não tem estrutura moral pra encarar o erro e vai encarnar sem descobrir e vai viver numa espécie de um porque se ele descobrir ele desestrutura psicologicamente exatamente então assim esse discurso da mãe do Gotuzo aliás esse nome Gotuzo me lembro de Gotoso porque ele parece um mimado, sabe ele é um rapaz mimado ele teve uma vida muito fácil aqui na terra e tal então ela dá uma, sabe, chegada pra lá no Gotuzo e o Gotuzo aí provou o giló que o Aron tava falando da própria mãe, gente, né mas muito bonito porque ela fala coisas aqui que não dá pra gente ficar lendo muito, mas é um discurso espetacular fantástico, é mas vamos lá Kardec fez a viagem ele voltou pro gabinete dele né é Qual que é o diagnóstico que ele fez dessa viagem, pra ele escrever o livro olha, ele primeira coisa, como nós estamos dizendo aqui ele sentiu o clima de fraternidade que havia sido plantado pelas obras que ele havia publicado ele sentiu que havia pessoas que sentiram e viram o espírito da coisa nós sabemos agora, isso aqui é que pra cá é entre nós não é gente?

Esse podcast é só entre nós aqui, né mas porque é, quando espíritos dessa envergadura nascem, eles nascem com uma orla de espíritos também que fazem, isso na minha opinião até iludiu um pouquinho o Allan Kardec nossa, mas o pessoal tá sabendo demais espiritismo tá agraçando demais e todo mundo tá entendendo a função moral do espírito nós hoje acabamos falando aqui, a dificuldade que nós temos aqui hoje e olha, a cultura vigente no mundo, no Brasil tá muito refratária ao espírito na minha opinião atualmente tá muito refratária a essa abordagem a outras coisas a questão filosófica vira uma festa isso aí não tem problema, você vai pro centro do espírito os jovens hoje você pode falar assim, olha, Hitler foi o maior discípulo de Jesus acabou legal, venceu, gostei você fala outra coisa também, legal não há base, não há fundamento não é muito difícil, os jovens lêem pouco né Outro dia citei citei numa desses encontros de jovens de carnaval eu citei olha Haroldo, isso é pra chorar hein Haroldo, porque o Haroldo é um dos caras que a gente conhece, que faz mais eu citei o Haroldo e ninguém sabia quem era eu citei Chico Xavier, a pessoa ah Eu citei, sabe, pessoas que a gente conhece, que seria comum a gente poder saber ninguém conhecia né Quer dizer, isso está refratário mas voltando a esse assunto, o Allan Kardec ele sentiu muita felicidade uma alegria muito grande de ver por exemplo, na primeira viagem em 1860 quando ele encontra com aquele operário é um casal, como é o nome do casal Ricardo?

Casal Dijon? Dijon né, que Allan Kardec fica assim é, sabe muito grato a senhora Dijon que era uma pessoa operária mas trabalhadora, porque olha só gente a gente vê, fala de classes esclarecidas eu não estou estudando história, não sou historiador mas a gente deduz que as classes esclarecidas no Brasil eram as classes muito bem aquinhuadas, mas isso não era assim na França a França já tinha, o Allan Kardec fala que começou na classe média o Espiritismo né, as classes esclarecidas, e da classe média foi para as altas e para as mais baixas também né, então ele teve essa satisfação enorme e ali ele começou a fazer o discurso dele num lugar fraterno porque ele, primeira coisa que ele começa a notar é a diferença entre vocês estarem entre irmãos e num lugar onde as pessoas, como diz ele vestem aquele sorriso sardônico cínico a gente diria né, quer dizer, num lugar desse você não consegue ser fraterno, você não consegue relaxar perguntaram o Emmanuel Jesus tinha esse ar solenio o tempo todo que você vê no Novo Testamento?

Não mas é porque ele estava cercado constantemente de inimigos na hora do mecenato dele porque quando você está entre pessoas que você ama você pode relaxar você pode contar uma piada, você pode deitar no colo do outro entendeu? Mas ali quando só com inimigos né Você tudo, uma palavra sua pode ser posta contra você né, e assim por diante. Luiz Sérgio é por isso que nas obras espíritas né, que o Chico traz falando desse Jesus é um outro tom né, quando você pega um Jesus no lar, conversando ali com os apóstolos quando você pega o Boa Nova né, e aí você sente esse Jesus né, esse Espírito que a gente sonha, entendeu?

É com esse Espírito que a gente sonha que esse Espírito vai fazer diferença na sociedade ainda não vemos isso, em grande número mas em número que possa, realmente a sociedade começar a falar, olha pessoal é Espírita. Chegou um momento que tinha um pouquinho disso, mas houve um massacre muito grande, eu acho de várias coisas que aconteceram com o Espírito Luiz Sérgio, isso é tão forte essa impressão que o Kardec teve, porque ele também embora você tenha falado, ele estava cercado ali de Espíritos também com a missão de dar um, de alavancar o Espiritismo e tudo né, mas ele sonha também com esse futuro do Espiritismo né, e ele vê que o futuro do Espiritismo é o futuro do Espírita caridoso fraterno simples, espontâneo espontaneidade desassombrado sem iras sagradas eu vi uma coisa assim essa semana foi um velório e eu presenciei uma cena assim, bizarra bizarra a moça tinha perdido o pai e a pessoa então chegou para ela e assim eu comecei a presenciar o início da conversa, que parecia que seria uma conversa de consolo porque a pessoa perguntou, e aí, como é que você está se sentindo aí a pessoa falou assim é muito difícil perder uma pessoa que a gente ama tanto foi o que ela falou estava chorando e aí o religioso disse assim, não, mas você não perdeu você não perdeu não perdeu e começou a fazer um discurso filosófico, dogmático lógico mas tão duro que parecia uma pedra de gelo, ele chegou a dizer assim, o que você acha mais natural?

Um pai enterrar o filho ou o filho enterrar o pai é muito natural o filho enterrar o pai e A moça assim ela desligou-se o que eu percebi é que o espírito dela foi para outro planeta, ficou só o corpo ali e o homem falando, ele não parava de falar e aí eu comecei já a fazer uma prece para alguém tirar ele dali e a gente por quê? porque é exatamente isso eu só estou contando esse caso qual foi a impressão do Kardec? a impressão do Kardec eu sinto que o espiritismo que vai contagiar o mundo não é esse espiritismo, com certeza não não é esse espiritismo frio esse espiritismo de aparência professoral de etiqueta social esse espiritismo que é muito lógico mas que é chega a ser até arrogante mas não agressivo vocês conhecem a doutora Filó?

Já viram falar da doutora Filó? Uma católica a Lívia Dias que também participa com a gente aqui ela trabalha, vai a doutora Filó porque ela começou a fazer um trabalho de pesquisa sobre EQM, de experiência de quase morte como ela é pediatra lá na Santa Casa catolicíssima e espetacular ela chegou, a Lívia constatou várias vezes espíritas fazendo isso que você está falando e a doutora falou assim, pelo amor de Deus fala o que você disse você doutora, fala o que você explica para ele, que as vezes uma criança de 8 anos, 7 anos, acabava de falecer porque trabalha no CTI né e a doutora Filó chegava acolhia e falava com o maior amor mas de repente chegava um espírito e falava assim, olha com certeza seu filho morreu assim porque ele deve ter degolado alguém em outra encarnação ou porque ele, isso aí, não existe vítima não existe vitimose também não, seu filho não é vítima de nada, ele deve ter sido talvez com certeza um algodão, para morrer desse jeito olha o estado dele ou seja a doutora filó pelo amor de Deus, quer dizer segurando os espíritas falta desse entendimento gente que o espiritismo é o consolador prometido por Jesus e verdade nenhuma poderá ser lançada e deve ser lançada como água fervente no rosto dos outros a título de serviço e defesa Jesus foi, vamos lembrar isso Jesus foi crucificado por aqueles que defendiam verdades doutrinadas e ele ficou calado para dizer a maior verdade é o amor a maior verdade é o amor não há amor maior do que esse, dar a sua vida em função do seu irmão, é o que eu estou fazendo aqui, vocês estão aí em nome da doutrina em nome das doutrinas que estão aí, e as suas interpretações doutrinárias, eu vou para o sacrifício essa inclusive é uma das questões que surgem para o Kardec que ele aborda ele fala no viagem espírita a respeito das fórmulas religiosas que eram usadas nos grupos espíritas e aí ele questiona se isso aí não geraria a percepção a percepção que o Kardec tem da doutrina é muito diferente da nossa quando ele está falando desse dogmatismo e dessa necessidade de impor pegando uma carona olha, exatamente sobre isso como que a visão dele é diferente poucas são as reuniões espíritas por menores que sejam sobretudo na França em que não haja membros ou assistentes pertencentes a diferentes religiões ou seja, nas reuniões espíritas do Kardec sempre tinha pessoas de outras religiões se o espiritismo se colocasse abertamente no terreno de uma delas afastaria as outras ora como há espíritas em todas olha isso ver se iam formar grupos católicos católicos, judeus ou protestantes perpetuando-se assim o antagonismo religioso que o espiritismo tende a abolir é também a razão pela qual deve-se abster nas reuniões de discutir dogmas particulares o que certamente melindraria certas consciências ao passo que as questões de moral são de todas as religiões e de todos os países porque agora está em moda país espírita brigar com o outro o espiritismo desse país é o mais fiel do que o espiritismo do outro país como diz o Chico Xavier nós conseguimos ser inimigos íntimos não foi?

Os espíritos conseguiram ser inimigos íntimos o espiritismo é um terreno neutro sobre o qual todas as opiniões religiosas podem encontrar-se e se dar as mãos o que eu acho bonito nisso aqui é que não há nenhum problema em você ter opiniões particulares ou até mesmo em você defender opiniões que sejam dogmas particulares o que elas não devem ser discutidas é no ambiente da reunião comunitária se fulano é reencarnação de Beltrano, isso é assunto particular não é um assunto para reunião comunitária se você tem uma opinião X sobre um determinado ponto doutrinário, isso é um porque nas reuniões da comunidade deve-se conversar ou se debater sobre as altas questões de moral que vão nos transformar e por via de consequência vão transformar a humanidade, porque aí eu posso ter um protestante na reunião espírita eu posso ter um católico na reunião espírita eu posso ter um judeu por que todo mundo adorava o Chico Xavier?

De todas as religiões? É assim que ele se comportava na reunião da sombra do abacateiro poderia ir uma pessoa de qualquer religião um budista, um muçulmano qualquer pessoa poderia ir na sombra do abacateiro porque era o espiritismo no seu mais alto nível da conversa, do diálogo moral é por isso que nos princípios fundamentais morais do espiritismo que muitas vezes a gente nem ouve falar né? Não estou condenando ninguém não, eu mesmo falava pouco a respeito disso o Allan Kardec fala naquele diálogo com o padre lá ah, mas o espiritismo vai contra a religião ah, peraí, ele vai se nós acreditamos em Deus na sobrevivência da alma e constituição da sua individualidade após a morte no livre-arbítrio na consequência você é bom ou má do uso desse livre-arbítrio e na lei de amor em cima disso tudo aí isso é de todas as religiões, padre e é por isso que nós dialogamos com todas, porque é o nosso fundamento doutrinário, é esse quanto às questões dogmáticas nós não discutimos Kardec tinha uma coisa de falar o seguinte, a doutrina espírita veio para fortalecer as religiões dando-lhes um fundamento factual dos fenômenos mediúnicos da imortalidade da alma agora, Ricardo, se nós fazemos dos princípios ali, por exemplo, a dignidade influência dos espíritos na nossa vida lei de causa e efeito encarnação, se nós fazemos disso, os nossos dogmas morais vão brigar com tudo, jantar dentro de casa e brigar com papai, com titi, com vovô, com vovó vão ser aqueles espíritos assim igual mesmo uma aluna minha que falou Sérgio, estou adorando estudar espiritismo lá no centro e tal, porque agora estou acabando com os meus professores lá na escola sabe, eu ponho eles abaixo, porque eu contra-argumento com a questão da encarnação eles são muito burrinhos quer dizer…

Estou lembrando, você está contando isso aí, de um caso muito engraçado que a irmã Ayla contou na família dela, nossa querida Ayla o pai dela pessoa mais intelectualizada, um homem que leia muito, leia muito cultura grande e a mãe uma pessoa simples aquela mãe amorosa a típica mulher do nordeste que cuida da família, amorosa provedora e tudo, e aí o pai, segundo a Ayla, muito crítico raciocínio, quase que virginiano ele foi lá na missa e voltou assim, porque ele tinha notado até o primeiro minuto, o pai falou aí eu não concordo, ele anotou todos os pontos de divergência da pregação do padre criticou aquilo tudo e a mãe dela ouvindo na hora que ele acabou tudo, ela disse assim mas ele há de ter falado alguma coisa boa, né Bem?

Mas ele há de ter falado alguma coisa boa porque aqui naquela música do Gilberto Gil pela lente do amor quando você coloca essa lente do amor da moralidade da alteridade eu me lembro do diálogo do Burriquer com Levinas falando sobre alteridade o direito à divergência o direito do outro, de ser ele o respeito ao outro a conversa muda porque você pode no seu mais íntimo amigo você pode se tornar um inimigo se você focar em divergência ficar por conta ali aliás se você focar em divergência é possível você brigar consigo mesmo porque a gente muda de opinião a todo mundo a gente muda de posicionamento mas eu acho que nós vamos ter que ficar com o próximo pois é, nós já estamos chegando no final aqui eu queria fazer mais uma pergunta então, só pra não deixar o pessoal, já tem um tempinho que a gente não grava podcast depois de tudo que a gente falou aqui eu acredito que Kardec mesmo assim ainda foi muito criticado no movimento espírita da época, né?

Olha, eu acho que eu tô com um textinho aqui, isso teria que ficar pra próxima, porque é um assunto que vai de fato sim, na verdade só pra dar uma gostinha vou dar um gostinho aqui é o seguinte, ele chega no primeiro discurso dele já dizendo a questão da prática do bem e explicando o porquê dos inimigos dele né? E primeiro que ele fala que existem três tipos de espírita ele fala que os que creem pura e simplesmente nos fenômenos das manifestações mas que deles não conduzem não deduzem qualquer consequência moral, o número dois os que percebem o alcance moral mas o aplicam aos outros e não a si mesmo ué gente quem faz isso?

Três, os que aceitam pessoalmente todas as consequências da doutrina e que praticam ou se esforçam por praticar sua moral e daí ele fala assim, e o que preceitua essa moral? Amai-vos uns aos outros perdoai-vos aos inimigos, já lemos aqui aí ele vai dizendo o seguinte que aqueles que são inimigos dele não são esse da terceira categoria não porque da terceira categoria não fica inimigo de ninguém então todos que ficam e que são animosos com eles são da primeira e segunda os que creem puro e simplesmente nos fenômenos e manifestações não deduzem qualquer consequência moral e os que sabem da consequência moral não encerram para os outros para si próprios, não Licege, para encerrar Kardec viajou mais de mil quilômetros nessa viagem num trenzinho que andava cinquenta por hora então nós não temos a menor pretensão de num podcast falar tudo sobre essa viagem aliás tem uma coisa curiosa um dos medos de Chico Xavier no Pinga Fogo era que a vinda ao mundo de recursos tecnológicos trouxesse um osso exagerado para as pessoas e aconteceu o contrário da expectativa do Chico quanto mais recurso tecnológico nós temos hoje quanto mais facilidade quanto mais conforto menos tempo nós temos, mais apavorado nós somos mais apressadamente a gente faz as coisas então aqui não essa viagem, não é porque o podcast está sendo gravado em Minas Gerais não mas nós vamos percorrê-la de trem a cinquenta por hora devagar hoje a gente só saiu da estação no trenzinho não está nem aquecendo ainda e aguardem aí que muitos outros podcasts virão sobre esse livro porque de fato depois que a gente lê esse livro você volta para a obra de Kardec com outros olhos e se Deus quiser com outro coração aliás a Maria Fumaça vai partir agora E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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