Mateus 24 e A Gênese

  • Mateus 24 e A Gênese

     JÚLIO CORRADI atualizado 1 mês atrás 2 Membros · 2 Publicações
  • Alex

    Organizador
    23 de outubro de 2020 em 23:06

    Cap. 17 em A Gênese:

    54. É evidentemente alegórico este quadro do fim dos tempos, como a maioria dos que Jesus compunha. Pelo seu vigor, as imagens que ele encerra são de natureza a impressionar inteligências ainda rudes. Para tocar fortemente aquelas imaginações pouco sutis, eram necessárias pinturas vigorosas, de cores bem acentuadas. Ele se dirigia principalmente ao povo, aos homens menos esclarecidos, incapazes de compreender as abstrações metafísicas e de apanhar a delicadeza das formas. A fim de atingir o coração, fazia-se-lhe mister falar aos olhos, com o auxílio de sinais materiais, e aos ouvidos, por meio da força da linguagem.

    Como consequência natural daquela disposição de espírito, à suprema potestade, segundo a crença de então, não era possível manifestar-se, a não ser por meio de fatos extraordinários, sobrenaturais. Quanto mais impossíveis fossem esses fatos, tanto mais facilmente aceita era a probabilidade deles.

    O Filho do homem, a vir sobre nuvens, com grande majestade, cercado de seus anjos e ao som de trombetas, lhes parecia de muito maior imponência, do que a simples vinda de uma entidade investida apenas de poder moral. Por isso mesmo, os judeus, que esperavam no Messias um rei terreno, mais poderoso do que todos os outros reis, destinado a colocar-lhes a nação à frente de todas as demais e a reerguer o trono de David e de Salomão, não quiseram reconhecê-lo no humilde filho de um carpinteiro, sem autoridade material.

    No entanto, aquele pobre proletário da Judéia se tornou o maior entre os grandes; conquistou para a sua soberania maior número de reinos, do que os mais poderosos potentados; exclusivamente com a sua palavra e o concurso de alguns miseráveis pescadores, revolucionou o mundo e a ele é que os judeus virão a dever sua reabilitação. Disse, pois, uma verdade, quando, respondendo a esta pergunta de Pilatos: “És rei?” respondeu: “Tu o dizes.”


    Recomendo a leitura do capítulo todo.

    O Kardec faz uma análise bem racional e lógica do Mateus 24, com uma fala que parece que foi escrita ontem, para lermos hoje. Realmente o Codificador era o bom senso encarnado.

    • Esta discussão foi modificada 1 mês atrás por  Alex. Razão: Inserção de novos conteúdos
  • JÚLIO CORRADI

    Organizador
    29 de outubro de 2020 em 09:34

    Quando pensamos no Codificador e suas interpretações a respeito do evangelho temos vários desafios dentro do que a própria Doutrina Espírita nos esclarece. Algum ponto da interpretação pode lhe ter escapado? Estamos compreendendo sua fala, levando em consideração o contexto em que estava inserido? Estes pontos poderiam ser ampliados através da mediunidade ou de outros missionários? Estes pensamentos pessoais em mim só fortalecem a importância de estudarmos Kardec valendo-nos dos critérios que ele usou, inclusive no que se refere às suas palavras. Buscando sempre o esclarecimento que confirmará através da confrontação da luz que quando encontra a treva ilumina e quando se encontra com a luz, ilumina ainda mais.

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