SOBRE OS “TEXTOS INTRODUTÓRIOS”

  • SOBRE OS “TEXTOS INTRODUTÓRIOS”

     Si atualizado 1 mês atrás 2 Membros · 5 Publicações
  • JÚLIO CORRADI

    Organizador
    29 de outubro de 2020 em 09:42

    Tragam suas considerações a respeito dos “Textos Introdutórios”

  • Si

    Coordenador
    29 de outubro de 2020 em 10:36

    Vamos que vamos, cristãos 😀

  • Si

    Coordenador
    29 de outubro de 2020 em 12:42

    Terêncio, na peça O carrasco de si mesmo, coloca esta frase na boca de um personagem acusado de bisbilhotar a vida alheia para a maledicência, e a frase irônica tinha a intenção de colorir de fraternidade, intenções de julgamento e voyeurismo, em tempos bem anteriores ao surgimento destes conceitos, mas que já eram abordados e colocados em cheque com o crescimento do cristianismo, que trazia justamente este valor – o da irmandade, da universalidade humana em contraposição aos sectarismos de sempre… Ocorre que esta frase rendeu mais do que devia, como muitas, e na boca de filósofos acabou se tornando, com a força do cristianismo, uma apologia ao universalismo humano e na pena de Machado de Assis vai aparecer também, mas sem a palavra “puto”, porque no Brasil puto nunca significou a primeira pessoa do singular do verbo julgar em latim… A intenção por trás do interesse pelos outros é que está em questão, e o sentido necessário de superação aqui é ir além da igualdade entre a espécie humana consigo mesmo, mas ampliar a igualdade para todas as criaturas de Deus, na direção do reconhecimento possível de todos os demais seres existentes nos universos, e do próprio Deus. Se ainda nos antagonizamos aos extremos dentro da própria espécie, chegando a legitimar o assassinato na forma de exploração socioambiental, pena de morte, de aborto, etc, nossas relações com as demais espécies ainda é de predação, com legitimação total de sua reprodução e assassinatos em série, para a transformação deles em produtos comestíveis… O universalismo cristão ainda não se consumou totalmente e possivelmente se demorará ainda mais para muitos irmãos inveterados no sectarismo e no orgulho, são estes que precisam ser separados, para o bem de todos… Mas não se deve esperar que o universalismo humano se realize plenamente para considerarmos que o sectarismo que aplicamos nas relações humanas, aplicamos muito mais junto a todas as demais criaturas, submetendo-as aos nossos interesses, atualmente dispensáveis, uma vez que já conquistamos maneiras de nos alimentar com proteína e suplementação equivalente aos aminoácidos existentes nos tecidos animais. Não é á toa que nosso Autor 1 faz referência à Sólon, outro nome tão importante da nossa história, e penso que para o Autor também, assim como Terencio, Agostinho, enfim… Sólon é um dos pais da democracia ateniense e fez grandes reformas políticas que embasam até hoje a nossa própria democracia em crise… Embora seja melhor que os impérios, as colônias escravocratas e as tiranias de todos os tipos que ainda se mantém em pleno século XXI, a nossa democracia é um tiro no pé, como alertava outros companheiros da filosofia da época, porque o povo manipulável são rebanhos dóceis nas mãos dos tiranos, com armas simples, como o pão e o circo… Isso é abominável do ponto de vista ético, por isso se mantém das maneiras mais disfarçadas possíveis, e a hipocrisia tão combatida por Jesus ganha requintes de crueldade, dentro das nossas astúcias e corrupções… Isso precisa ser superado, assim como o nosso especismo e as relações predatórias que estabelecemos com os irmãos de outras espécies. Como desejar conhecer os assim chamados alienígenas, se devoramos nossos companheiros de jornada terráquea? O Autor nos diz que não nos interessa mais a astúcia, ou um universalismo cheio de restrições, as limitações e sectarismos que nos alienam de outras realidades, embotando-nos percepções mais sutis e úteis para a evolução em linha reta, que devemos seguir, no Caminho, Verdade e Vida que é a cristandade de Jesus nos chamando continuamente: Vinde a mim… Para irmos precisamos nos superar… jamais na direção destrutiva da segregação e do sectarismo belicoso, mas de uma comunhão ainda mais ampla, ainda mais universal… divina… Já conhecemos muito bem os caminhos cristãos neste sentido… Cristãos, uni-vos… A união divina deve ser precedida pela união a todos os seres, união que não é feita só de proximidade física, mas de perdão, deixar ir, aceitar, permitir e permitir-se, pertencer e deixar pertencer… assim como deixar viver e defender a vida – de todos… Perdoar nossos algozes requer olhá-los por outros ângulos, ainda mais vastos… Este mesmo autor nos falará mais sobre isso nas próximas mensagens dele… Precisamos desenvolver um verdadeiro constrangimento frente às barbáries legitimadas pelos espetáculos dos condicionamentos de todos os matizes… Vergonha de devorarmos os animais, vergonha de aceitarmos a desigualdade econômica que ainda mata, vergonha das liderança tirânicas e hipócritas de hoje em dia… A humanidade conquistou recursos que permitiria menos barbáries, mas elas se mantém e são escondidas…

  • Si

    Coordenador
    29 de outubro de 2020 em 12:43
  • Si

    Coordenador
    29 de outubro de 2020 em 12:59

    Neste trecho, nosso Autor 1 nos traz: “6 Agora, no esforço de te sentir as doçuras cantadas, pedimos a ti que nossa justiça consiga exceder aos conceitos de Sólon² e toque em intenções a justiça verdadeira e imutável dos mundos que criaste”. Ir além da democracia de Sólon, com vistas a uma justiça maior, não em um, mas em todoS oS mundoS criados… Aqui, além da universalidade ampliada, cabe destacar a questão democrática, o que é, como nasceu, como se apresenta hoje… Recomendo esta síntese maravilhosa da professora Marilena Chauí sobre a história da democracia, pessoal…

    https://www.youtube.com/watch?v=k1MIsK5D0LQ&t=5153s

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