7 Min com Emmanuel: #052 – Inconstantes

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Inconstantes

“porque aquele que duvida é semelhante às ondas do mar, impelidas e agitadas pelo vento “

Tiago 1:6

Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.

Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma.

A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.

Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características.

Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique. Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para outra parte.

Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor paternal, através de todos eles. A dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não na confiança, sem a qual o divino Poder encontra obstáculos naturais para exprimir-se em teu caminho.

(Pão nosso. Ed. FEB. Cap. 22)

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Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

                        Voltando ao mesmo versículo do episódio anterior, Emmanuel sublinha as diferenças substanciais entre a dúvida nascida dos corações sinceros e operosos, posicionados nos campos da ciência e da filosofia, com a sublime tarefa de investigar, examinar e propor explicações, contribuindo assim para o progresso da razão humana, e aquela dúvida oriunda da leviandade, da inconstância, e da ausência de confiança na providência divina.

Em todos os setores do progresso onde a bondade de Deus, provisoriamente, nos situar o espírito, em marcha para os cimos, é preciso guardar a fidelidade e a confiança.

Aquele que confia na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo sabe que a perseverança é requisito essencial para o êxito, em qualquer empreitada. Nas sábias palavras do Benfeitor: “Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características”.

Não basta simplesmente receber ou fornecer informações sobre pessoas e circunstâncias, é preciso abandonar a inquietação e a inconstância, permitindo que o tempo e a experiência nos ajude e edifique por dentro. Viver é mais que simplesmente conhecer. Somente quem vive as características de pessoas e situações pode ajuizar com segurança.

O pomar repleto de frutos, dadivoso e abundante, é reflexo da generosidade de Deus, que se expressa através da Lei de Amor e Justiça, mas reclama o pomicultor operante, perseverante, atento, cuidadoso, amoroso, e acima de tudo fiel aos propósitos do Alto.

Os inconstantes podem até plantar, mas desconhecem a dádiva da colheita abundante, fruto da dedicação e do trabalho dos que souberam perseverar.

Como nos adverte Emmanuel, nossa maneira de proceder na luta construtiva interfere positiva ou negativamente na maneira pela qual a dádiva celeste se expressará em nosso caminho.

E jamais podemos nos esquecer que: “O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor paternal, através de todos eles”.

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Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:   Livro Pão Nosso, Cap. 22

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 6

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