7 Min com Emmanuel: #055 – Origem das Tentações

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Origem das Tentações 

Antes, cada qual é provado pela própria concupiscência, que o arrasta e seduz

Tiago 1:14

01/12/2014

Geralmente, ao surgirem grandes males, os participantes da queda imputam a Deus a causa que lhes determinou o desastre. Lembram-se, tardiamente, de que o Pai é Todo-Poderoso e alegam que a tentação somente poderia ter vindo do divino Desígnio.

Sim, Deus é o absoluto amor e tanto é assim que os decaídos se conservam de pé, contando com os eternos valores do tempo, amparados por suas mãos compassivas. As tentações, todavia, não procedem da Paternidade celestial.

Seria, porventura, o estadista humano responsável pelos atos desrespeitosos de quantos inquinam a lei por ele criada?

As referências do Apóstolo estão profundamente tocadas pela luz do céu: “Cada um é tentado, quando atraído pela própria concupiscência.” Examinemos particularmente ambos os substantivos “tentação” e “concupiscência”. O primeiro exterioriza o segundo, que constitui o fundo viciado e perverso da natureza humana primitivista. Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres de si mesmo, porquanto, ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração.

Finalmente, destaquemos o verbo “atrair”. Verificaremos a extensão de nossa inferioridade pela natureza das coisas e situações que nos atraem. A observação de Tiago é roteiro certo para analisarmos a origem das tentações.

Recorda-te de que cada dia tem situações magnéticas específicas. Considera a essência de tudo o que te atraiu no curso das horas e eliminarás os males próprios, atendendo ao bem que Jesus deseja.

(Caminho, verdade e vida. Ed. FEB. Cap. 129)

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Comentário de Haroldo Dutra Dias sobre o capítulo

 Voltando ao mesmo tema do episódio anterior, Emmanuel direciona a análise para o terreno das causas, alertando-nos para o fato de que a tentação, expressão magnética das coisas e situações, apenas exterioriza a nossa concupiscência, fundo viciado e perverso de nossa natureza humana primitivista.

O homem vive no seio das criações mentais a que dá origem. Todos lançamos, em torno de nós, forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos. (Fonte Viva, Cap. 149).

Na qualidade de co-criadores, em plano menor, a ninguém devemos o destino senão a nós mesmos, de vez que nos achamos indissoluvelmente ligados às nossas próprias obras, asas de libertação ou algemas de cativeiro.

Como vigoroso imã, nossa mente atrai “situações magnéticas específicas” , porquanto “ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração”. “As inteligências encarnadas, ainda, mesmo quando se não conheçam entre si, na pauta das convenções materiais, comunicam-se por tênues fios do desejo” (Pão Nosso, Cap. 45).

Abordando com sutileza e delicadeza o problema do mal, o Benfeitor nos ensina que Deus é o absoluto amor mantendo de pé, com suas mãos compassivas, todos os decaídos. A tentação não procede da Paternidade Celestial.

“A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a Vontade Divina não pode errar com a vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmo-nos aos Excelsos Desígnios” (Ideal Espírita, Cap. 90)

O aprendiz sincero do Evangelho, entregue ao árduo processo de renovação substancial, luta em silêncio para vencer os milênios de sombra que ainda legislam em seu mundo íntimo, mas sem perder a esperança na vitória final sobre si mesmo.

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Produção:  SER

Edição:  Júlio Corradi

Voz:  Haroldo Dutra Dias

Finalização: Júlio Corradi

Livro:  Caminho, Verdade e Vida, Cap. 129

Versículo:  Tiago, capítulo 1, versículo 14

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