7 Min com Emmanuel: #066 – Nas trilhas da fé

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Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que receberam, pela justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo uma fé de valor igual à nossa.

II Pedro 1:1

Nas trilhas da fé

Em muitas ocasiões, admitimos erroneamente que os grandes vultos do Cristianismo terão obtido privilégios nas Leis Divinas; entretanto, basta a reflexão nas realidades do Evangelho, para que nos capacitemos da sem-razão de semelhante conceito.

Simão Pedro nos fala da fé “igualmente preciosa” e raros vultos da história do Cristo poderão competir com ele em matéria de renovação pessoal.

Era ele pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, seguidor do Evangelho submetido a tentações e vacilações que, por algumas vezes, o fizeram cair; entretanto, guindou-se à posição de apóstolo da causa mais alta da Humanidade, ampliou seus conhecimentos, adquiriu importância fazendo-se condutor e irmão da comunidade, liderou a ideia cristã nas metrópoles do seu tempo e, de cada vez que se viu incurso em erro, procurou corrigir-se e seguir adiante, no desempenho das obrigações que lhe eram atribuídas.

Realmente, não possuímos qualquer justificativa para isentar-nos do serviço de autoeducação, à frente do Cristo, sob a alegação de que não recolhemos recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento para a vitória espiritual.

Pedro, com a autoridade do exemplo, afirma-nos que, diante da providência Divina, todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé.

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Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Fé é a força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus, que é a sabedoria da própria vida. Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução. (Pensamento e Vida, Cap. 6).

O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, e convergindo-lhe os raios, como a lente comum, dele auferimos poder mais amplo, para retratar-lhe a glória com mais eficiência.

Todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da mesma fé, recolhendo recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento, para a vitória espiritual. Todavia, o serviço de autoeducação é o fator que qualifica o espírito, revelando seu grau de aproveitamento das dádivas recebidas.

Simão Pedro era pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, submetido a tentações e vacilações. No entanto, soube aproveitar a fé preciosa, recebida do Alto e exemplificada pelo coração augusto do Cristo, convertendo-se no grande apóstolo do Cristianismo nascente, condutor e irmão da comunidade.

Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito, no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença. Examinemos tudo isso e reflitamos no símbolo de Jesus. Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer de que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos. (Pão Nosso, Cap. 3)

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Produção: SER
Gravação: Júlio Corradi
Leitura e comentários: Haroldo Dutra Dias
Música: Gratidão a Deus – João Cabete
Interprete: João Paulo Lanini – Violão
Finalização: Júlio Corradi
Livro: Palavras de Vida Eterna, cap. 154, (Reformador, fev. 1964, p. 26), Versículo: II Pedro 1:1

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