7 Min com Emmanuel: #070 – Ciência e temperança

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“Ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade.”

II Pedro 1:6

Ciência e temperança

Quem sabe precisa ser sóbrio.

Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contatos com a fonte do conhecimento, assume atitudes contraditórias. Impondo ideias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da Terra, exige ponderação. O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão. E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza, menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo. É necessário fazer. E para bem fazer homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Nessa lição o benfeitor Emmanuel retoma o mesmo versículo da II Carta de Pedro para enfatizar o equilíbrio que deve existir entre o conhecimento e a temperança.

A temperança constitui uma das quatro virtudes cardeais, ao lado da prudência, da fortaleza e da justiça.

A temperança representa o autocontrole, o autodomínio, a renúncia e a moderação. Implica domesticação dos instintos, sublimação das paixões, moderação dos impulsos e apetites, abrindo caminhos para a sobriedade e o desapego. Nesse sentido, ela favorece o cumprimento dos deveres e o amadurecimento espiritual.

Emmanuel salienta que “toda grandeza de inteligência exige moderação e equilíbrio para não desbordar-se em devassidão e loucura”. E acrescenta ” Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa”.

Não vale saber para destruir. Quem sabe precisa ser sóbrio.

Quem sabe não deve se precipitar, ensinando como quem tiraniza, violentando consciências e menosprezando conquistas alheias.

Saber não é tudo, é necessário fazer. E ninguém realiza com precipitação já que a natureza e os seres se aperfeiçoam gradativamente, obedecendo a Leis inderrogáveis que abdicam da violência para se servirem do tempo. Sabe o amor esperar.


Livro Vinha de Luz, Cap. 112, intitulado: Ciência e Temperança 

Produção: SER

Direção: Julio Coradi

Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 070

Gravação e Comentário: Haroldo D. Dias

Música: Esta Canção – João Cabete

Interprete: João Paulo Lanini – Violão

Edição: Rodrigo Binhara

Design: Rodolfo Mello

Foto: Juju Panty